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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Sobre Alexandre Frota


A visita de Alexandre Frota ao Ministro da Educação Mendonça Filho causou furor nas redes sociais. Entre os críticos mais ferrenhos está José de Abreu, eterno defensor do PT, amigo de José Dirceu e ultimamente conhecido como o cara que cuspiu em um casal em um restaurante em São Paulo. José de Abreu descreveu a visita como “chacota”. Aliás, Alexandre Frota publicou um vídeo onde dizia estar "louco para encontrar" José de Abreu depois da cusparada. Patrícia Pillar, ex-mulher de Ciro Gomes, aquele que está se tornando conhecido mais pelo desequilíbrio e pelo amplo vocabulário de palavrões e expressões de baixo calão, quando se refere a autoridades ou adversários políticos também se manifestou. Aparentemente, a classe artística brasileira teve um ataque de “moral relativa”, ou seja, aquela que existe conforme as conveniências, ou, como disse uma amiga minha, de profunda hipocrisia.

Alexandre Frota é uma pessoa polêmica por natureza. Não sou fã ou apoiadora, mas sei que cometeu erros, teve acertos, foi um bom amigo para alguns, para outros, um inimigo, gosta de se autointitular como “casca grossa”, é desagradável quando quer e soube lucrar com esta característica como ninguém. Já foi acusado de estupro, já fez filme pornográfico, inclusive com travesti, já posou nu. Foi diretor artístico de programas de humor, trouxe o funk para São Paulo, ajudou a criar a liga de Futebol Americano jogando pelo Corinthians Steamrollers e publicou sua biografia em 2013. De lá para cá, tem aparecido menos. Aparentemente é fã do Bolsonaro e milita ao lado dos Revoltados on line.

Acho que muitos de nós conhece um ou uma “Frota” na vida. É aquela pessoa rude nos modos, mas que escapa daquele maniqueísmo que é tão fácil de mergulhar e rotular pessoas. É aquele um que tem gestos surpreendentes quando menos se espera, é aquele que você olha e pensa: “Nossa, olha o que este cara está fazendo, podia estar tão melhor!” ou então: “Nossa, mergulhou de vez, agora não escapa mais”. É aquele um que vai fundo no lado mais selvagem da vida, se afunda e quando você pensa que não, está nadando de costas, apreciando a vista. Para os que se acham no direito de condenar ou absolver,, deixo aqui uma citação Lygia Fagundes Telles: “ Se é feliz, não precisa de sua condenação, se é infeliz, não precisa de sua compaixão”.

Uma das características mais interessantes de Alexandre Frota é que ele assume tudo o que fez. Briga, faz barulho, mais assume seus erros e acertos, ao contrário de uns e outros que andam por ai, que fazem da negação quase que profissão. Com todas suas características, Alexandre Frota continua sendo um cidadão, que tem direito a dar suas opiniões e também tem direito de ser ouvido. Seguir ou não, concordar ou discordar, é outra coisa. Aliás, para quem viveu as vidas que Frota viveu, vale a pena escutar o que ele tem a dizer sobre educação sexual, não?

Ultimamente algumas coisas me incomodam mais moralmente falando, do que a visita de Alexandre Frota ao Ministério da Educação: Levar ao Papa Francisco um libelo denunciando um golpe que não existiu, sendo que ele é um líder religioso, ou seja, literalmente “mentiu até para o Papa”, não abrir a boca quando o Ministério da Cultura perde quase 13% de sua verba, mas invadir prédios públicos quando é incorporado ao Ministério da Educação, a absoluta indiferença que boa parte dos “moralistas de plantão” demonstram pelos 11 milhões de desempregados, com os milhões que foram parar nas contas de José Dirceu e outros, não ter respeito nenhum pelas instituições e pelas pessoas, usar crianças e adolescentes para invadir escolas, para defender greves expondo-os a riscos para “atacar governador tucano” e defender seus interesses, a ideia fixa que alguns detêm o monopólio da moralidade, a facilidade como classificam pessoas como “fascistas”ou “homofóbicas” quando conveniente, a leveza com que “matam” reputações entre outras coisas.

Tenham pelo menos vergonha, caros “moralistas”! Todos os dias vocês não estão denunciando as intolerâncias da sociedade brasileira com a diversidade? Ou a diversidade é aquela que lhes convêm? E parabéns ao Ministro Mendonça Filho, que demonstrou ter mais educação, menos preconceito e mais tolerância do que muitos, inclusive com aqueles que, segurando cartazes com mensagens de “Vaza daqui” o receberam no Ministério da Cultura. E outra, em tempos de redes sociais, smartphones e etc é questão de tempo para que alguns “pecadinhos” apareçam por ai. Se tem alguma coisa que o brasileiro aprendeu nos últimos tempos é que quem tem telhado de vidro, não pode jogar pedras nos outros.

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