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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 24 de maio de 2016

Estilos e propostas

Acompanhei hoje o lançamento das primeiras propostas do Governo Temer para a Economia. São projetos que exigirão a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para fixação de teto para o gasto público, que acompanhará a inflação, reversão de R$ 100 bilhões do BNDES para o Tesouro e aporte de R$ 2 bilhões do Fundo Soberano do Pré-Sal também para o Tesouro Nacional. Além dessas, outras medidas estão em estudo e tem por objetivo melhorar a governança e impedir o loteamento político das estatais e dos fundos de pensão. São medidas de médio e longo prazo, que tem por objetivo impedir o aumento da dívida pública, que cresce 6% ao ano.

No conjunto, estes projetos e propostas trazem transparência, credibilidade e previsibilidade na condução da política econômica do governo e, se aprovadas e implementadas, trarão reflexos positivos para os empresários e consequentemente para os trabalhadores. Havendo confiança na economia, pode-se fazer investimentos que, em um primeiro momento manterão os postos de trabalho atuais para depois propiciar o surgimento de novas vagas. O trabalhador por sua vez, tendo certeza que manterá seu emprego, pode consumir e assim a roda da economia volta a girar, devagarzinho mas de forma constante.

Há ainda um conjunto de projetos para concessão de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, que estão sendo modificados para que passem a ser mais atraentes para o investidor. Ninguém quer assumir uma concessão para empatar ou perder, há sempre que se colocar o interesse público em primeiro lugar, mas o negócio tem que ser atraente para o mercado também.

Aos poucos, vai ficando claro para todos a diferença entre o Governo Dilma e o de Temer. É preciso destacar a competência da equipe econômica, que é formada por grandes economistas e pessoas com profundo entendimento das contas públicas e do mercado. Estamos em boas mãos e eles estão trabalhando e muito para tirar o Brasil deste circo de horrores que se tornou a administração das contas e do patrimônio público. Pessoas de grande capacidade se uniram em torno de um projeto de “salvação” do Brasil e pessoas assim são movidas por um ideal de tamanho semelhante às competências que possuem e se unem em torno de pessoas e projetos que se identificam. Cada um acrescenta uma parte e não se curvam aos gritos e intervenções constantes do tipo “eu é quem sei”, como ocorreu nos últimos seis anos no Brasil.

Digna de destaque também foi a rapidez da “Solução Jucá”. O ex-ministro do Planejamento Romero Jucá foi o homem forte por trás da formação do governo e da negociação com outros partidos e facções existentes dentro do PMDB. Aloízio Mercadante afundou com Dilma... Agora a maior diferença foi dada pelo próprio Temer, ao chamar os líderes dos partidos para uma reunião, comunicar as medidas e pedir empenho nas votações no Congresso. Ninguém governa sozinho no Brasil e Dilma aprendeu ( será?) isto com Eduardo Cunha.

Um outro destaque positivo foi a questão de assumir erros, corrigi-los e repará-los, Ao afirmar que errar e reconhecer seu erro não constitui sinal de fraqueza, ele se distancia da turma do “eu não sabia” e de Dilma que dizia que “podia até ter cometido alguns erros”. Um bom exemplo para sociedade em geral, que também precisa se responsabilizar por seus erros e por suas escolhas.

Estamos no caminho certo e ainda ouviremos muitas coisas que não concordaremos ou que não agradarão a todos, mas um governo não pode ambicionar a popularidade como meta principal. Nos últimos 14 anos, a popularidade andou de braços dados com o populismo neste país. Não será fácil, algumas coisas podem piorar antes de melhorar, mas o compromisso assumido com a sociedade não pode estar restrito ao presente, tem que ter o futuro como objetivo também.

A limitação de teto para os gastos públicos não é uma medida popular, já que imporá limites no crescimento dos gastos com educação e saúde e não é um arrocho nestas áreas. É preciso aprender a gastar bem nestas áreas e não simplesmente despejar dinheiro sem mecanismos de controle para evitar desvios e mal uso dos recursos públicos. A palavra-chave aqui é gestão, e estas áreas estão carentes de gestores.

Outras medidas serão anunciadas e esperamos todos pelos cortes nos cargos comissionados. Hoje a boa notícia foi que nenhum ministério pode anunciar subsídios, o que ajuda a diminuir as renúncias e o endividamento do governo. Para a classe política de Brasília, seria interessante agora que cada um fizesse seu melhor, para apagar esta imagem de “gafanhoto comedor de cargos e verbas”. Se tudo der certo, cada um deles poderá se orgulhar de ter contribuído com o Brasil, em uma das horas de maior necessidade da História deste país. Mesmo que muitos tenham contribuído de uma forma ou de outra para chegarmos onde estamos.

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