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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 10 de maio de 2016

A Operação Maranhão


A primeira medida do Deputado Waldir Maranhão ao receber a notificação sobre o afastamento de Eduardo Cunha foi ligar para o Deputado José Carlos Aleluia, pedindo orientações. O primeiro ato dele como Presidente da Câmara dos Deputados foi encerrar a sessão que estava em curso e se reunir com os membros da Mesa Diretora para saber o que fazer. A sucessão de Eduardo Cunha sempre provocou arrepios na Oposição pois sabia-se que o vice está sob investigação da Operação Lava Jato. O que ninguém imaginava e na sexta-feira, através de seu site, a revista Veja divulgou não só informações, mas também áudios que comprovavam a atuação dele como um operador, um assessor Fayed Trambousi, considerado uma sucursal de doleiros como Alberto Yousseff, Na sexta-feira já se discutia o que fazer com Waldir Maranhão e como afastá-lo da Presidência da Câmara, já que o regimento não dá brecha para nova eleição. Ainda na sexta-feira, Waldir Maranhão avisava aos companheiros da Mesa Diretora que eles iriam de surpreender com ele.

No domingo a noite ele voltou do Maranhão, no avião da FAB, em companhia do Governador Flávio Dino – PC do B, de quem ele é bem próximo. Ambos se dirigiram à residência do Deputado Sílvio Costa do PT do B. Se você não ligou o nome a pessoa, ele é aquele deputado um pouco acima do peso, que fez as defesas mais “eloquentes” do Governo Dilma na Comissão da Câmara. Na residência do deputado, estava o Ministro da AGU José Eduardo Cardozo. Depois da conversa, foram jantar. Hoje, o primeiro ato de Waldyr Maranhão foi anular três sessões da Câmara, tendo como base um recurso protocolado no dia 25 de Abril por José Eduardo Cardozo. Simples assim. Hoje o dolar bateu em R$ 3,70, a Bolsa chegou a registrar queda de 3,5% e ações como Petrobrás e Vale puxando a baixa. Tudo isso é resultado de mais uma tentativa de avacalhar o processo do Impeachment orquestrada por José Eduardo Cardozo e que não chegaria a lugar nenhum sem conhecimento e anuência de Dilma.

É preciso que isto fique bem claro para todos: José Eduardo Cardozo não iria à esquina com um projeto desses sem conhecimento e aprovação por parte de Dilma, que é a beneficiária direta da nulidade do processo. Isto sim é golpe e como já falei em meu post anterior, não faltam crimes cometidos por Dilma Rousseff e sua equipe desde a aceitação do processo de Impeachment por Eduardo Cunha. Aliás, para tornar a coisa ainda melodramática, Cunha foi responsabilizado pela manobra.

Tudo isto que aconteceu precisa e deve ser investigado pela polícia. É no mínimo, uma invasão de competência de um Poder em outro. Precisamos saber o que fez Waldir Maranhão tomar esta decisão, que passou bem longe do fator convicção. Aliás, nem ele é capaz de explicar o que e por que fez, tendo optado por um brevíssimo pronunciamento, decorado às pressas, onde não foi permitido que os repórteres fizessem perguntas. E esse deputado tem que ser cassado e preso. Não se brinca com o destino de milhões de pessoas dessa forma.

A insensibilidade que o Governo Dilma e sua base aliada demonstram pelo sofrimento que os brasileiros estão passando, principalmente os 11 milhões de pessoas que perderam seus empregos é assombrosa. A incapacidade para respeitar a lei, os regimentos e a base do Estado é nauseante. Eles sabem que mais delações virão por aí e a cada semana vão surgindo fatos que comprovam ser impossível para Dilma não saber o que acontecia nos meandros da Administração. Hoje, seu ex-ministro da Fazenda e ex-membro do Conselho da Petrobrás Guido Mantega foi levado coercitivamente à Polícia Federal, para prestar depoimento no âmbito da Operação Zelotes e o surgimento dos mesmos nomes nas Operações Lava Jato, Acrônimo e Zelotes não são coincidência. Em uma delas, senão na três, Dilma será responsabilizada por ação ou omissão e isto é fato.

Os reflexos dos acontecimentos de hoje no Brasil estão na imprensa mundial e custam caro ao país. Cada vez mais a situação do Brasil frente a potenciais investidores estrangeiros vai se esfacelando. Acredita-se que o país até o final do ano não honrará seus compromissos e isto afugenta capital. O único dinheiro que entra no país é atrás dos estratosféricos 14,25% de juros que são pagos nas aplicações. Boa parte deste dinheiro é fruto de especulação, é um dinheiro que não fica no país. As maiores empresas nacionais estão endividadas e os bancos oficiais estão com problemas sérios. As medidas de Dilma na semana passada, como aumento no valor do benefício pago ao Bolsa-Família e correção na Tabela do Imposto de Renda, já tiram bilhões do Orçamento. Além do deficit oficial previsto para este ano, acredita-se que tem R$ 250 bilhões em “esqueletos” (dívidas que aparecerão no final do exercício constituída por despesas discricionárias) escondidos. Este Governo não consegue sequer ajudar o país, sendo que para isto é preciso apenas que eles não façam mais nada.

Para abreviar o sofrimento, só com a mudança de governo e depois da Operação Maranhão, ou "Tabajara" assim batizada pelo Ministro do STF Gilmar Mendes, é imperativo que o afastamento de Dilma se consolide, pois a partir de amanhã ela já não terá também condições morais para governar.

Atualização: Às 00:20 Waldir cancelou seu ato.

Leia a transcrição dos áudios das "conversas" de Waldir Maranhão publicada pela Revista Veja:
Transcrição dos áudios

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