Quem sou eu

Minha foto

Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Novas eleições: os interessados


As eleições de 2014 vão ressoar durante muito tempo na história brasileira. Ela foi um divisor de águas na arena política e muitas avaliações e apostas que são feitas sobre os resultados do pleito cairão por terra com o passar dos tempos. É, porém, indiscutível que ela foi extremamente didática. Nunca mais o sistema político será o mesmo e muitos fundamentos como o papel das instituições, o presidencialismo de coalizão, a passividade e percepção do eleitor, a representação partidária serão objetos de longos estudos para que possamos entender o que começou em 2013. E as fraturas que o processo causou na sociedade levarão muito tempo para serem superadas.

O país está passando por um intenso e doloroso processo de mutação. A estagnação econômica que enfrentamos, os erros na condução econômica e administrativa do Governo, a incapacidade em dar soluções e indicar o caminho para a superação, as mentiras, os rombos bilionários, os grampos que trouxeram à luz do dia as personalidades que se escondem atrás de personagens, são na verdade, elementos de depuração de um eleitorado que será muito mais exigente e pouco leniente com as demoras e mazelas dos políticos brasileiros. As trocas por cargos, a política do toma-lá-dá-cá exauriu-se e levou junto a paciência do eleitor.

Porém é preciso tempo. É preciso que os que têm foro privilegiado sejam julgados. É preciso que aqueles que foram acusados em delações e depoimentos sejam investigados a fundo. É preciso que a Operação Lava-jato avance para sabermos realmente com quem estamos lidando. Dentro deste ambiente, é inegável que o processo de Impeachment de Dilma tem que terminar o mais rápido possível e que ela tem que ser afastada. Para os que ainda tem dúvidas sobre os crimes de responsabilidade, agora há provas fartas de crimes de obstrução de justiça, desobediência, desvio de finalidade e outros. Ela não tem mais condição nenhuma em exercer o cargo e isto é ponto pacífico. Uma vez afastada, o Governo será assumido por Temer. Pode não ser o que você queria, mas é a melhor solução para esta crise monstruosa que estamos enfrentando.

Os que querem novas eleições agora são os oportunistas, os que sabem que depois que o tempo passar, um novo perfil de eleitor emergirá desta confusão, com necessidades e interesses menos difusos e que procurará um candidato ou uma candidata que faça por merecer a confiança dele. Os que querem eleições agora são os que tem o pleito em 2018, onde muitos mitos cairão por terra. Os que querem novas eleições agora são os que se beneficiam da colcha de retalhos partidária que o Brasil tem, onde muitos partidos são criados para se beneficiar do Fundo Partidário e que negociam minutos no programa eleitoral em troca de cargos. Os que querem eleições agora são aqueles que querem se proteger da Lava-Jato e que querem manter suas conquistas. Os que querem eleições agora são principalmente aqueles que não querem arcar com o ônus de votar contrariamente ao Impeachment. Os que querem eleições agora são aqueles que querem destruir e reunir em uma só categoria todos aqueles que podem fazer diferença futuramente.

De Marina, cujo partido Rede já se inscreveu para ser parte favorável à Dilma se o processo de Impeachment chegar ao STF a Renan Calheiros, com seus nove processos no Supremo, são estes os que querem novas eleições. Primeiro, é preciso colocar o país em pé e depois atacar um a um, todos os componentes que nos ajudaram a chegar ao abismo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário: