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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Algumas considerações são necessárias


Terminou agora a pouco a sessão da Câmara dos Deputados que decidiu por dar andamento ao processo de Impeachment. Como eu disse no meu post anterior, o placar não foi tão elástico como alguns deputados da oposição previam. Por 367 votos a favor, foi aprovada a abertura do processo. As traições foram grandes e as abstenções foram vergonhosas. Ninguém pode se omitir em uma hora dessas, é sinal de fraqueza e ninguém pode ignorar que o final da História de Dilma Rousseff será sombrio. Uma coisa é ser blindada por partidos políticos em busca de governabilidade, outra são as evidências crescentes de pelo menos 7 crimes diferentes cometidos pela Presidente, como por exemplo, obstrução à justiça.

Mas mesmo assim, algumas considerações sobre a votação e discursos proferidos na Câmara são necessárias:

1. Os partidos de esquerda, principalmente o PC do B e o PT afirmam que o projeto político em curso é em defesa daqueles que tombaram pela democracia. Mentira. Nenhum dos que pegaram em armas na época da Ditadura tinham um projeto democrático. A ideia era substituir a Ditadura militar pela Ditadura do proletariado, como já foi dito por inúmeros ex-participantes dos movimentos. Não havia plano de governo, o plano era chegar lá e depois decidir.

2. Os que tombaram nesta luta não tinham como plano assaltar as estruturas do Estado, tomando para si o que pertencia ao povo, como aconteceu agora. Pelo contrário, a ideia era distribuir riquezas de forma igualitária. Se algum deles tivesse conseguido sobreviver, eles se envergonhariam do que aconteceu no Brasil. Todos eles acreditavam na educação. Há reportagens de Luís Carlos Prestes, que alfabetizou soldados no quartel dizendo que a superação dos problemas estruturais do país se daria pela educação de qualidade e não pelo consumo.

3. É uma vergonha para qualquer um invocar 1964. Os que estão no poder são indignos dos ideais daquela geração. Os que apoiam o Coronel Ustra, aplaudem um assassino.

4. Invocar os ideais e os que tombaram nesta luta é vergonhoso. O lugar e o sacrifício deles já está reconhecido na História. Muita água passou por baixo desta ponte e sofremos as consequências políticas e econômicas das atitudes daqueles que se recusam a aceitar que os tempos são outros e que as perguntas são diferentes. Além disso, quando Dilma adota a política econômica de Geisel, dá para perceber que o que os unia era maior do que os separava. As mortes, as prisões e as torturas foram desnecessárias. E o maior sofrimento é o das famílias dos que se foram e que sequer tiveram um corpo para enterrar.

5. Dilma não tem condições políticas e morais de governar uma quitanda, que dirá um país. Ela é incapaz de aprender com os sofrimentos e constrangimentos que passou. Depois de enganar um país, de tirar conquistas como o seguro-desemprego, de praticar o maior estelionato eleitoral da História do Brasil, na sexta-feira ela repete as mesmas mentiras contra Temer e com a imprensa internacional, a ponto de ser apoiada pela OEA, que por sua vez deveria ter perguntado a alguns países membros quem gostaria de tê-la como presidente, antes de se posicionar. Afinal, poucas pessoas no mundo secariam o Tesouro Nacional da forma e com a rapidez que ela fez.

6. Não há divisão entre Norte e Sul, entre brancos e negros, entre ricos e pobres. Há uma minoria que luta para continuar sendo financiada com dinheiro público. Qual a relevância do MST? Aliás, como pode existir Sem Terra em um país em que incompetentes distribuíram 570 mil lotes de terra para quem não precisava? Se levarmos em consideração que este número corresponde a 30% dos lotes distribuídos e que a carência é de 300.000 lotes, tem terra sobrando. Aliás, se escolhe onde se quer lote ou é onde há disponibilidade?

Depois da votação, teremos pelo menos três dias de calmaria na Câmara dos Deputados. A pressão agora é no Senado. A vitória lá não será também por um placar elástico, será por poucos votos além do necessário e esta maioria terá que ser conquistada duas vezes. Se Dilma tivesse noção do significado de Estado, renunciaria agora, como Collor fez. Se ela se importasse com o país, com a economia, com as contas públicas, com a saúde, com a condição precária das finanças dos estados, ela renunciaria. Não há mais o que fazer por ela, a não ser arrastar este processo no STF. O Brasil não pode esperar, as pessoas que perderam empregos e renda não podem esperar.


Boa noite a todos e uma ótima semana! Infelizmente, teremos emoções fortes. Gim Argello resolveu delatar. Para os que apostava que ele ia começar a fazer a delação no avião da Polícia Federal, até que demorou. Mas a Lava Jato começa cedo e não podemos nos esquecer que as delações de Marcelo Odebrecht, de Léo Pinheiro e da esposa do marqueteiro estão em curso. Como eu disse, melhor seria para Dilma renunciar.

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