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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 3 de abril de 2016

A fina flor da Esquerda Brasileira


O livro “1984” talvez seja a obra mais famosa de George Orwell, principalmente em tempos “Big Brother”. As vezes nos esquecemos de outro livro intrigante do autor, que é a “Revolução dos Bichos”. Neste livro, os animais tomam o poder em uma fazenda e instauram um regime totalitário. Depois de muitas agruras, eles descobrem que a maior dificuldade é garantir os mesmos direitos e obrigações a todos, que se não há diferenças individuais, em tese, há muitas na prática. Para que o sistema funcione, eles chegam então a uma conclusão: Todos os animais são iguais, porém, alguns são mais iguais que os outros. Este pensamento poderia se adaptar à dita Esquerda Brasileira, mas ele sofreu uma pequena adaptação por aqui: “Nem todos os animais são iguais e mesmo entre os que são, há alguns que são bem mais iguais que outros.”

Quais são as bandeiras de um governo dito de esquerda? O bem estar social acima dos interesses individuais, os direitos trabalhistas acima dos das corporações, o capital empregado em benefício da sociedade, a exploração das riquezas do país devem ser conduzidas para a educação, saúde e atendimento da sociedade, para a superação das misérias e diferenças sociais e regionais.

O que de fato aconteceu no Brasil nestes 14 anos de Governo PT? As riquezas geradas pelo país foram distribuídas a poucos. O Estado incentivou o surgimento de grandes corporações como o JBS em detrimento dos pequenos e médios empresários, que poderiam ter gerado empregos através da diversificação das atividades econômicas. O Estado criou e aparelhou estatais para exploração de atividades, com o objetivo de tirar destas mesmas empresas o capital necessário para se manter no poder. O Governo patrocinou ações de empresas brasileiras em países africanos e latino-americanos que não ficam a dever em quase nada às ações de nações chamadas de “imperialistas”. Os programas sociais não são tem como lastro uma contrapartida dos beneficiados e acabaram por aprisionar muitos em um círculo de benefícios, concedidos e financiados pela sociedade, mas condicionados à iniciativa de um Partido. Ainda para perpetuar-se no poder, criou uma gigantesca máquina de arrecadação, que funcionou em toda a administração pública, operando através de repasses ridículos (3%) sobre contratos bilionários. Lembre-se: o dinheiro arrecadado não saiu do bolso das empreiteiras. Saiu do bolso do cidadão que pagou o triplo para receber metade.

E por fim, mas não menos importante, arrebentaram a economia do país e deixaram 10% da população do país sem empregos, depois de adotar princípios já testados e que não deram certo em nenhum outro país do mundo. Mentiram descaradamente e falsearam dados, violaram leis, utilizaram a imensa máquina pública para vencer uma eleição, cujo mote da campanha já era a divisão da sociedade brasileira entre o Norte e o Sul e entre os ricos e pobres. Criaram e replicaram “Cunhas” dentro do Congresso Brasileiro, através de praticas como o Mensalão.

E onde andava a fina flor da Esquerda Brasileira? Perdida em algum hiato quântico, em um buraco no tempo que teve início em 1964 e terminou em 1984, professando as mesmas ideias e repetindo o mesmo mantra. Os que gritam agora que “não vai ter golpe”, que colocaram a pecha de “coxinhas” nos que trabalham, pagam seus impostos e financiam diretamente o Tesouro Nacional, que está vazio, depois de ter sido saqueado são os mesmos que calaram-se quando Lula ameaçou a sociedade com o “exército de Stédile”, mesmo sabendo que este “exército” é financiado pelo governo. Calaram-se quando as provas dos desvios, desmandos, omissões dolosas se materializaram para o mundo inteiro ver. Calaram-se quando em Outubro/2014, duas semanas depois das eleições, começaram os tarifaços. Calaram-se quando o Governo do Partido dos Trabalhadores mandou uma série de medidas ao Congresso, extinguindo direitos sociais dos trabalhadores.

São os mesmos que não apresentam um argumento sequer quando confrontados os resultados da maior crise econômica que o Brasil já enfrentou. Que são incapazes de explicar a inércia do Governo Federal e sua incapacidade em propor soluções concretas para a superação deste período extremo que estamos vivendo. Que estão vendo a troca de cargos estratégicos por apoio no Congresso contra o Impeachment. Que sabem que os interessados nestes cargos não têm qualquer ideal republicano em prestar serviços dignos à nação e que estão mais do que interessados nos orçamentos e vantagens estratégicas que estes cargos e pastas podem oferecer. Quem, em sã consciência, defende a posse de quem quer que seja para assumir um cargo que permitirá no mínimo adiar por muito tempo, investigações na Justiça que levariam qualquer um para a cadeia? Se o Juiz Sérgio Moro é o bandido desta história, então os réus confessos como Alberto Yousseff, Paulo Roberto Costa e etc são inocentes? Realmente, para estes, alguns animais são bem mais iguais que os outros.

Quem são e onde estão as figuras da Esquerda que hoje podem ser olhadas pela sociedade como lideranças legítimas? Lula e sua “dasha” de Atibaia e ao que parece, prestador de serviços da Odebrecht? Jandira Feghali e suas constantes referências à Ditadura Militar e ao Araguaia, mas que nasceu em 1957 e na época ainda era criança? Dilma e seus discursos tortuosos? Rui Falcão? Ou algum dos ministros petistas cujos nomes aparecem semanalmente nas investigações policiais? Dá até para escutar o barulho de um grilo enquanto releio este parágrafo.

E para terminar, para acabar com o clima de intolerância que reina no Brasil ultimamente, deixo aqui a receita do bolo:
- Parem de acusar “golpe”, “o outro lado”, de discursos que vocês adotaram durante e depois das eleições.
- Parem de ameaçar os 68% da sociedade brasileira que apoiam o Impeachment de golpista.
- Parem de utilizar o Estado como se fosse algo que pertencesse a vocês.
- Parem de atacar e usar as instituições conforme sua conveniência.
- Tenham atitudes de acordo com a moral, os costumes e a lei brasileira.
- Assumam seus erros, a começar, por suas mentiras.
- Parem de utilizar servidores públicos, comissionados ou não, para protestos dentro do Congresso ou na frente do Planalto.

- Parem pagar manifestantes para participarem de suas manifestações.

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