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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Dar a mão para não perder o braço


Não foi uma surpresa para o Governo, para a Oposição, para os jornalistas ou para quem acompanha o mundo das notícias políticas. Quando os  três deputados  petistas que compõe a mesa do Conselho de Ética decidiram votar pelo avanço das investigações sobre Eduardo Cunha, já era fato praticamente consumado que ele iria aceitar o pedido de Impeachment formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale. Não há grandeza no gesto de Cunha, há sim vingança de um homem que viveu sua vida no mundo político e fez seu patrimônio pessoal crescer muito através dos subterrâneos das nomeações, dos cargos de confiança, dos apadrinhamentos e que teve certeza absoluta que ficaria impune.

O PT deu a mão para salvar o braço. De olho nas eleições de 2016, chegaram a conclusão que apoiar Eduardo Cunha neste momento equivale ao suicídio político no pleito do ano que vem. As "bases" que foram ouvidas foram a sobrevivência política e o "fator Lula" em 2018. Para quem está apostando em um Natal sem Dilma, más notícias: o Natal e Ano Novo serão com ela


O rito será longo, passará pela Câmara dos Deputados e se aprovado, será realizado o julgamento no Senado, com a presença do Presidente do STF que é o Lewandovski. Provavelmente, terá início somente em 2016 e Dilma irá se defender com muito empenho, já que para ela e para os membros do governo, "não há base legal para o pedido". O processo será longo, traumático e turbulento, pois os apoiadores do PT ( CUT, MTST, MST) vão querer radicalizar. Se houvesse grandeza em Dilma ou de bom senso, ela não faria o pronunciamento de hoje, renunciaria pelo bem do país.

Para o PT, este governo na prática já está morto. Quem ocupa os ministérios e os cargos de segundo e terceiro escalão é o PMDB. O PT padece de um mal que corrói alguns setores da  sociedade brasileira, que é o excesso de debate e a ausência de ação. Este governo é uma vergonha, é a coroação da incompetência e da falta de qualquer limite ético. Fosse em qualquer outro lugar do mundo, o próprio partido já teria aconselhado Dilma a renunciar.

Estamos entrando em depressão econômica com previsão de recuperação somente em 2018. Após a votação no PL 5/2015, que foi aprovado hoje pelo Congresso, que aceita o rombo de R$ 119 bilhões no Orçamento ao invés de superávit, com certeza haverá queda nas notas dadas pelas agências internacionais. Se não souberam governar com ventos positivos na economia, que dirá em depressão. Falta confiança e credibilidade, ninguém acredita na presidente da República.

Há um ano atrás, eu disse que estávamos mergulhando em um dos períodos mais sombrios da História do Brasil. Posso dizer que em 2015, colocamos apenas os pés dentro da água turva. O PMDB será o fiel da balança e terá que decidir  se quer governar ou quer ocupar. Para eles também é uma questão de sobrevivência. Decidindo governar, com certeza haverá um expurguinho aqui e outro ali. Ainda ouviremos falar da Família Picciani...

No próximo ano, as coisas vão piorar e muito. Há que sermos forte e saber o que fazemos e para onde vamos para passar por esta imensa tempestade de areia que está pela frente. Para quem ainda não colocou os pés no chão, chegou a hora. Vem ai um período de depuração. 

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