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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Eike Batista e o Petrolão


De dono de uma das maiores fortunas do mundo ao maior fiasco no já visto no mundo dos negócios brasileiro, Eike Batista vem enfrentando os problemas decorrentes da derrocada de seu grupo, que captou milhões no mercado de ações e deu um prejuízo também milionário aos investidores que acreditaram em seus projetos. Em agosto, Eike e e seu sobrinho foram convocados pela CPI do BNDES. Segundo o Deputado Antonio Jordy (PPS-PA), autor do requerimento, Eike Batista e as empresas de seu grupo receberam do banco R$ 10 bilhões e foram "selecionadas" pelo governo para se tornarem gigantes em seu setor e competir globalmente. Agora, o empresário passará também a ocupar as páginas do noticiário dedicado à operação Lava Jato.

A homologação da delação premiada de Fernando Soares, o Fernando Baiano que acreditava-se ser o operador do PMDB vem trazendo surpresas em série. Primeiramente, por seu papel junto a Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Jader Barbalho e também por revelar que Fernando foi o representante da OSX para promover a participação do estaleiro na Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás para construção de navios sonda. Para obter sucesso, Fernando precisou dos serviços prestados por Luís Carlos Bumlai. Os dois dividiriam a comissão paga pela OSX pela intermediação. Bumlai é  aquele amigo pecuarista de Lula, a segunda pessoa autorizada a entrar na sala do então presidente sem bater. A primeira era Dona Marisa.  

Segundo Lula, Bumlai pode ter se aproveitado de sua amizade para fazer negócios, ele não sabe de nada. Segundo Fernando Soares, ocorreram duas reuniões no Instituto Lula, com a presença de Lula, João Carlos Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil e Luís Carlos Bumlai, para tratar da participação da OSX. O dinheiro pago à nora de Lula, R$ 2 milhões, que seriam utilizados para pagar uma dívida de um imóvel, foram pagos  a Bumlai, por Fernando , como um "adiantamento".  Trocando em miúdos, o dinheiro pago à nora de Lula veio de Eike Batista e da OSX. Em sua delação, ele já se comprometeu a apresentar o comprovante da transação, que foi realizada através da "engenharia" peculiar a este tipo de negócio.

A ascensão de Eike Batista nos círculos do poder é marcada por várias coincidências. Uma delas  é sua atuação em áreas que agora sabe-se que movimentaram milhões em propinas. O Grupo EBX era composto principalmente pela OGX, criada para atuar na  extração de petróleo do pré-sal , MPX , no setor de Energia, MMX  em mineração, OSX, empresa naval, LLX em logística  e responsável pela construção do Superporto do Açu, no Rio de Janeiro. Provavelmente serão também investigadas nos inquéritos do Petrolão e Eletrolão. Boa parte destas empresas atuou no âmbito de Minas e Energia, cuja Ministra da pasta foi Dilma Rouseff

Eike Batista foi tão poderoso no Governo PT que foi usado por Lula e Dilma para acelerar a queda de Roger Agnelli frente à Vale. É importante lembrar que durante a gestão de Agnelli que foi indicado pelo Bradesco para o cargo, a empresa cresceu e muito,  aproveitando principalmente a expansão da China. Ele foi demitido em 2011, depois de forte pressão exercida por Guido Mantega, como representante do governo junto ao Bradesco. 

Espero que a CPI do BNDES não termine de forma lamentável, como foi a da Petrobrás. Os "campeões nacionais" não surgiram por acaso. Quais foram os critérios de "seleção" para o recebimento de tanto dinheiro do banco por estas empresas?  Quem são os intermediários e como agiram para o sucesso destes grupos? A coisa é tão vasta, que faltam inclusive perguntas, mas os que devem responder estão aparecendo lentamente, através das investigações e delações. Será que não seria melhor aplicar uma certa engenharia reversa e investigar a lista dos beneficiários dos maiores empréstimos concedidos pelo BNDES?

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