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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Estamos presos


A postagem de FHC publicada um dia depois das manifestações de 16/08 repercutiu como uma bomba para o Governo e como uma explicação muito clara sobre os sentimentos dos que saíram às ruas. O mandato é legal, tendo em vista o processo eleitoral, mas é ilegítimo, visto que a vitória foi construída sobre mentiras. Quando ele discorre sobre os conchavos políticos, o ex-presidente diz que eles aumentam a reação negativa do povo brasileiro. Examinando meus sentimentos frente a esta crise que não tem mais fim, acrescento que o povo brasileiro se sente preso. Estamos presos nesta crise em que a presidente (e para isto ela foi eleita) não consegue dirigir o povo brasileiro, nesta noite que parece não ter fim e não diz quando e como o sol vai voltar a brilhar.

Estamos presos a um sistema que permite que a advogada da campanha e do partido de Dilma  possa ser nomeada ministra do TSE e julgue o processo em que os abusos econômicos cometidos na mais vergonhosa disputa eleitoral já feita neste país, detenha o curso da ação com um simples pedido de vistas. É uma prerrogativa que lhe cabe, mas é uma afronta à nação. Quantos bonecos gigantes do ex-presidente Lula serão necessários, quantos "incidentes" com petistas, de quantas manifestações ela precisará para entender que não lhe cabe julgar o mérito desta ação?

Estamos presos a um sistema que permite que Vagner Freitas seja conselheiro do BNDES. Para quem não sabe, trata-se do líder da CUT que surpreendentemente não se manifestou com veemência em nenhuma das votações do Ajuste Fiscal que mexeu com direitos trabalhistas, mas que conclamou a população a defender um governo ilegítimo com armas nas mãos.  A conclamação ocorreu na presença da presidente, sem que ela dissesse uma palavra em contrário.

Estamos presos a uma presidente confusa, que iguala delatores do maior escândalo financeiro do mundo a qualquer X-9 de periferia. Que faz ode a mandioca, que esqueceu que espécie é denominada no masculino, que dobra o que não existe. Seu governo é comparado a Ali Babá pela imprensa internacional, com 39 ministros, faltando um para se igualar ao total de ladrões. Que dá calote no pagamento de despesas de viagem. Quando assume os erros, faz mentindo. Diz não ter tido noção da profundidade da crise até novembro do ano passado. Mais uma mentira para o almanaque Dilma.

Se olharmos com atenção as figuras públicas deste país, principalmente as que cercam a presidente, quem podemos admirar? Quem é confiável? Passamos a ser um pouco Diógenes de Sínope, a andar com uma lanterna na mão procurando um homem de bem. Estamos presos a um governo que terminou antes de começar, a uma presidente que está presidente até que a Lavajato a alcance. Quem fará o papel de Ulysses Guimarães desta vez?

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