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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 5 de abril de 2015

O que nunca deveria ser dito ou escrito

Em nossas relações, afetivas, de trabalho ou familiares algumas vezes manifestamos nossos sentimentos negativos. É aquela invejinha que brota pela promoção de um amigo de trabalho, do conhecido que se mudou para aquela casa que seria perfeita para você, a vontade de responder uma ofensa fisicamente, já que as palavras parecem não ser suficientes. A maioria de nós geralmente percebe estes sentimentos e os freiam porque sabe que a promoção foi merecida, reconhecem que aquele amigo batalhou e fez grandes sacrifícios para comprar a casa, alguns até que você não estava disposto a fazer e outros, sabem que agir sobre o domínio da raiva não trará nada de bom para ninguém. Costumam contar até dez, deixam para discutir o assunto com mais calma . Os mais racionais sabem que uma promoção implica em aumento das responsabilidades, que às vezes são superiores aos benefícios do cargo. Para alguns, situações como estas são lições de aprimoramento, é uma chance que a vida dá para você buscar o melhor, para que você se esforce mais e mesmo para que você repense alguns relacionamentos.

O que é obscuro, aquilo que nos surpreende por termos dentro de nós, geralmente é guardado ou discutido em terapia, com um padre, com um pastor, com um amigo e procura-se entender de onde sentimentos e tendências ruins apareceram para que possam ser trabalhados e transformados. Ter consciência que todos nós temos um lado que nos assusta é racionalizar as emoções. É uma das coisas que nos difere dos animais. Somos capazes de controlar nossas emoções e nossos instintos. Temos emoções mas não precisamos ser guiados por elas.

Estamos sendo inundados por artigos de opinião. Não temos mais um jornalismo investigativo que se preocupa em denunciar ao público as verdades que ocorrem nos bastidores. Isto não acontece porque temos poucos profissionais ou porque os tempos são outros. O que aconteceu dentro da Petrobrás, o Mensalão, os problemas agora detectados na Receita Federal não eram estranhos no ninho dentro das grandes redações.  O problema maior eram as verbas publicitárias, oficiais ou não. Não basta vender jornal ou assinatura de revista. É preciso rechear estas publicações de anúncios e aí, em alguns casos, vende-se a alma por pouco, porque o jornal tem que se alinhar com quem paga. Eu chamo isto de “censura econômica”. Lemos algumas reportagens que claramente foram feitas sob medida, mas que não tem o título de “Informe publicitário”. Tem algumas colunas em jornais que são absurdas. Tem gente da área de esportes e de entretenimento que publicaram artigos verdadeiramente ruins, rasos como pires sobre assuntos que passam ao largo de suas áreas de conhecimento. Este blog é um canal onde expresso minha opinião sobre diversos assuntos e há os que concordam e os que discordam abertamente. A essência do blog é esta.

Lembrando que não existe crime de opinião, não posso me furtar ao que acontece também nas redes sociais. Tenho lido alguns comentários de algumas pessoas que são realmente baixos, despidos de qualquer sentimento, de qualquer freio, como se a rede social fosse um imenso consultório psiquiátrico aberto.  Simplifica-se a morte, compara-se o incomparável, deseja-se o mal abertamente, questiona-se sentimentos familiares. O mais recente exemplo disto foram reações registradas no Twitter e no Facebook sobre a morte de Thomás Alckimin e do menino Eduardo, que foi atingido por uma bala perdida no Morro do Alemão. O primeiro não mereceria simpatia, porque era filho do Governador Geraldo Alckimin. Lamentar a morte de Thomás seria um ato de insensibilidade diante da morte de Eduardo. São os incapazes, os que não conhecem a verdadeira natureza do amor ao próximo. Para quem ama, o coração nunca está cheio. Não é preciso tirar um para colocar o outro. Cabem os dois. Independentemente da origem, foram dois jovens que perderam a vida de forma abrupta e que vão deixar um vazio, uma saudade que só quem sentiu na pele a perda de alguém entenderá. Um estava começando, construindo seu futuro com esforço e dedicação. O outro, deixou dois filhos. Os dois deixaram pais destroçados. A dor os iguala.
Os comentários hipócritas publicados podem ser até deletados, mas já deixaram seu rastro. Perdi alguns amigos do Facebook, deixei de seguir outros no Twitter. Se o objetivo era polemizar, polarizar ou até mesmo sensibilizar, o tiro saiu pela culatra. Para tudo tem limites e tem coisas que jamais devem ser ditas. O que essas pessoas conseguiram de fato foi mostrar sua verdadeira natureza e neste momento, temos que ser gratos pela convivência ser virtual. Já pensou ter que lidar como alguém assim no dia a dia, no trabalho,na família?

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