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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Que ela sabia,sabia

A cada dia que passa fica mais difícil acreditar que Dilma e Lula não tinham conhecimento dos esquemas e das quadrilhas que enriqueceram em seus governos. Se tiramos da conta que Dilma foi Ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, além de presidenete do Conselho de Administração da Petrobrás, há dois episódios singulares em período eleitoral em que a proximidade dos fatos e o tão propalado caráter centralizador e gerencial de Dilma tornariam a ignorância em virtude impossível de ser conquistada.

O primeiro deles ocorreu em em 2010. Sabe-se que Antonio Palocci procurou Paulo Roberto Costa para pedir doação de recursos para a campanha de Dilma, mas há um aspecto que não levamos em consideração. Graça Foster e Dilma cultivam uma amizade muito próxima que teve início em 1999 e foi Dilma também que nomeou Graça Foster para a Diretoria de Gás e Energia na Petrobrás, no período de 2007 a 2012. Em Março de 2010  Dilma e Lula inauguraram o gasoduto do Nordeste, o Gasene em Itabuna- BA, juntamente com Graça e José Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobrás. Sabe-se agora que a obra utilizou empresas de fachada e apresenta custos superfaturados em até 1.800%. Impossível que Graça Foster não soubesse o que estava acontecendo, já que era responsável direta pela área dentro da Petrobrás. Outra vez, o caráter centralizador e o profundo conhecimento dos negócios da empresa, que também é apregoado por todos que a conhecem como algumas de suas maiores qualidades tornariam  a tarefa de não saber em um trabalho digno de Hércules. Ainda levando-se em conta a amizade que as une, é inacreditável que nada disso tenha sido comentado mesmo que informalmente com Dilma e seria até uma traição imperdoável já que oito dias após a inauguração do gasoduto, a candidatura de Dilma à presidência foi lançada. Se algo deste tamanho fosse descoberto durante a campanha, não haveria como salvar a candidata.

Segundo a nova versão que o Planalto anda circulando para justificar a permanência de Graça Foster na presidência da Petrobrás, ela foi indicada especialmente por Dilma corrigir os desvios que ocorriam dentro da empresa. Ninguém manda corrigir o que não sabe, ou seja,até então não existePor que Graça Foster continua na presidência da Petrobrás é um mistério difícil de ser solucionado, bem como a política de apoiar os amigos, mesmo quando estes estão envolvidos em episódios nebulosos e perseguir os adversários políticos, que poderiam ajudá-la e até mesmo livrá-la de uma base aliada construída na base do escambo e que cobram  compromissos impossíveis de serem atendidos sem sacrificar verbas e cargos públicos e a sujeitam a pressões absurdas como a que Renan Calheiros faz agora por causa do Ministério do Turismo.

O segundo episódio ocorreu em Março de 2014. Diante do terremoto que as declarações de Dilma sobre a Refinaria de Pasadena causaram e do início da Operação Lava-Jato, a oposição na época capitaneada por Eduardo Campos e Aécio Neves começou a se mobilizar para instaurar a CPI da Petrobrás no Senado, que depois migraria para a Câmara dos Deputados. O líder do PT na Câmara, Deputado Vicentinho e a senadora e Ex-Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann começaram um movimento para criar uma CPI paralela para investigar o Porto de Suape em Pernambuco e o Cartel de Trens em São Paulo. Vicentinho disse que a CPI da Petrobrás tinha caráter “eleitoreiro” e o objetivo maior era destruir Dilma Rousseff, através da CPI do “fim do mundo”. Disse ainda que a compra de Pasadena poderia ser fruto de um “erro de avaliação” da Petrobrás, mas que não constituía um caso de corrupção como o do Cartel de Trens em São Paulo.

Com os avanços da Operação Lava-Jato sabe-se que o PT foi o maior beneficiário do esquema Petrolão. A inclusão do Cartel de Trens não foi adiante porque as mesmas empresas operaram em obras no Distrito Federal e em Belo Horizonte, em contratos com o Governo Federal, o que poderia colocar Dilma em outra sinuca de bico. Com relação ao Porto de Suape, sabe-se que houve um adiantamento de R$ 20 milhões da Petrobrás para o Governo de Pernambuco e Paulo Roberto Costa acusa Eduardo Campos de ter recebido o mesmo valor do esquema Petrobrás. Impossível que nesta época Dilma não soubesse o que acontecia dentro da empresa já que um deputado do PT e a ex-ministra da Casa Civil trabalhavam para pressionar a oposição utilizando um desvio na Petrobrás como arma.  

Em Outubro de 2014, pouco antes do segundo turno das eleições, Dilma acusou a oposição de tentar “dar um golpe” às vésperas da eleição, utilizando informações que foram "vazadas" dos depoimentos prestados à Justiça Eleitoral. No dia 23/10 foi publicada uma edição da revista Veja com Lula e Dilma na capa e o título “Eles sabiam de tudo”. Novamente, veio uma chuva de negativas, de acusações de golpe e de assombro e como bem lembrou Aécio, a indignação maior foi com os vazamentos e não com a roubalheira descarada que estava sangrando a empresa. Hoje, quando ainda estamos na metade do caminho para entender o Petrolão e todas suas ramificações, fica a pergunda: Quem afinal de contas acabou por realmente dar um golpe vitorioso em quem?

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