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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

De A a Z

Este mês de Janeiro entrará para a História do Brasil como o mês de mais altas temperaturas, escassez de recursos hídricos e descoberta do peso econômico e político do Governo PT, que ao encerrar seu ciclo, passa a conta e se encontra resistência, faz um verdadeiro arrastão no bolso do brasileiro. Estamos na penúltima semana do mês e já nos foram delegados os seguintes aumentos ou cortes: 1) Alterações de benefícios previdenciários, do seguro-desemprego; 2) Fim do desconto do IPI na venda de carros novos; 3) Aumento real do Imposto de Renda para pessoa física (os 6,5% prometidos em rede nacional para correção na Tabela e aprovado no Congresso,passam agora para 4,5%) 4) Aumento de 100% ( 1,5% para 3%) no IOF para operações de crédito; 5) Correção das alíquotas de PIS e COFINS além da volta da CIDE nos combustíveis, cujo impacto será  repassado integralmente ao consumidor, que por sua vez pagará cerca de 7% a mais pelo litro do combustível; 7) Aumento da alíquota de imposto sobre produtos importados que vai dos atuais 9,25% para 11,75%; 8) Equiparação dos atacadistas a industriais para efeito de cobrança de IPI no setor de cosméticos.
O objetivo destas medidas é proporcionar aumento de receita, calculado em torno de R$ 20 bilhões, ajudando assim a atingir o superávit primário de 1,5% projetado para 2015, conter o consumo e conseqüentemente a inflação. Não podemos esquecer que quase todas as contas do Governo apresentam déficit, então “esta economia” ajudará também a fortalecer o caixa. É preciso lembrar que a Caixa Econômica Federal e o BNDES aumentaram suas taxas de juros e espera-se para amanhã novo aumento da Taxa Selic que irá para 12,25%, o que influenciará diretamente os juros do cheque especial e do cartão de crédito. Ao atingir, de A a Z todos os setores da economia, o Governo fala que estas medidas são importantes para manter os empregos, mas dificilmente o aperto e marasmo resultantes não ocasionarão diminuição da oferta de novas vagas e cortes das já existentes.

O setor de cosméticos que comemorava até pouco tempo o crescimento do segmento e que fornece materiais para o setor de serviços, que também apresentava bons resultados além de oferta de empregos, sofrerá as conseqüências das novas medidas. A equiparação dos atacadistas a industriais para efeito de cobrança de IPI acabará por gerar bi-tributação; ou seja, na prática haverá cobrança de IPI incidente sobre o valor de venda do mesmo produto pela industria e pelo atacadista o que fatalmente implicará em aumento de preços. Não há ou houve políticas de incentivo para este setor, que cresceu por força da demanda e do empreendedorismo dos empresários e que já paga altos tributos, principalmente na matéria prima importada. Agora enfrentarão as dificuldades impostas e a mão pesada do Governo.
O peso e ineficiência do Governo PT é alto e desnecessário. Ao final de 2013 a economia já dava sinais claros que era preciso fazer ajustes pontuais como a reforma fiscal, a liberação de preços represados especialmente dos combustíveis e de voltar ao tripé macroeconômico que foi abandonado pelo Governo Dilma. Ao manter o preço dos combustíveis represados, a gasolina era vendida com prejuízo, pois em 2014 o barril de petróleo chegou a custar U$ 100 dólares. Hoje o preço do barril caiu para U$ 40 dólares, ou seja, o momento agora seria de queda do valor para os consumidores. A canetada no setor energético fez com que o consumo aumentasse em um ano de poucas chuvas, sendo necessário acionar as usinas termoelétricas que utilizam o diesel. Com isso, o repasse que o Tesouro faria para cobrir as perdas com a diminuição do valor da tarifa tornou-se insustentável e as concessionárias tiveram que buscar financiamentos bilionários para manter suas operações. Se não houvesse esta intervenção, o próprio mercado regularia seus gastos com energia e não seria como agora, na marra, com cortes de fornecimento pelo excesso de demanda e com previsão de reajuste para o consumidor na casa dos 30%. O escândalo do Petrolão desviou metade do que espera-se economizar este ano somente com as medidas anunciadas na segunda-feira por Joaquim Levy. Como disse o Senador Álvaro Dias, ao invés do próprio governo cortar gastos, ministérios e cargos em comissão, a estrutura continuou a mesma para pagar os minutos do horário eleitoral e as aprovações dos projetos no Congresso. Mente quem diz que a maioria dos 22.000 cargos comissionados do Governo Federal são de carreira. Se de fato são, é preciso  pensar urgentemente em uma reforma administrativa. Ao invés de aperfeiçoar os mecanismos de arrecadação, aumenta-se a carga tributária em um país em que o cidadão paga em média 30% de impostos por tudo o que consome.  
De Dilma, ninguém ouve nada. Como disse o Senador Aécio Neves, não adianta ela querer terceirizar agora para Joaquim Levy o comando da economia. Ela é a maior responsável por tudo o que está acontecendo agora. Teria que ter coragem de olhar nos olhos do brasileiro e assumir sua culpa. Algumas das medidas anunciadas deverão ser aprovadas no Congresso, cuja maioria dos parlamentares é da base de apoio governista. Para contornar as resistências, já começam a aparecer nas redes sociais denúncias de compra de voto de parlamentares. Para que haja um mínimo de moralidade neste processo é preciso que a Lista Negra dos Políticos” seja liberada. Ela já está servindo de joguete político na disputa pela presidência da Câmara, entre Eduardo Cunha e Arlindo Chinaglia, que é na verdade uma escolha entre o ruim e o péssimo.

O trabalhador brasileiro vai perdendo direitos conquistados, pagando mais impostos, sustentando um governo ineficiente e um Congresso onde parte dos parlamentares luta por seus próprios interesses, as custas dos sacrifícios e dificuldades de quem produz as riquezas deste país. Temos um Governo que não nos representa e que dificulta a vida do trabalhador, do aposentado, do pensionista e do empresário e vamos chegando a conclusão que longe vai aqueles que pouco ou nada contribuem e os que, pelo contrário, subtraem.

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