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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Com que moral?

Mais uma mentira da sórdida campanha eleitoral de Dilma e do PT vem a público: as mudanças nos benefícios previdenciários e no seguro desemprego já tinham sido decididas durante a campanha. Tamanha era a certeza da vitória e da necessidade de ajustes que os cortes no Orçamento já tinham sido feitos em Agosto de 2014, quando a Lei Orçamentária Anual foi enviada ao Congresso. Para abater o vôo de Marina Silva, Dilma fez todo aquele discurso do “nem que a vaca tussa”. Para abater Marina, ela perdeu toda legitimidade para governar. Para abater Aécio, ela o acusou de semear juros, arrochar salários, colher desemprego. Para abater Aécio, Dilma hoje é uma sombra que ronda os corredores do Planalto, ansiosa para que Joaquim Levy coloque a casa que ela derrubou a machadadas em ordem. E ainda nos perguntamos por que há mais de 30 dias ela não concede uma entrevista. Com que cara?

Durante três meses vimos nossa presidente ir de debate em debate com aquele cadernão de 20 matérias, repleto de tarjas coloridas, mentido, usando as acusações que Chinaglia usava para propor suas CPIs fajutas que nunca deram em nada, e neste ponto é importante salientar que muitas vezes o PT foi ao Ministério Público e apresentou suas denúncias sucessivamente ao então Procurador-Geral da República Luiz Francisco Fernandes de Souza, que não poupava publicidade sobre as denúncias recebidas e não provadas. O procurador é o mesmo que acabou suspenso por 45 dias após o Conselho Nacional do Ministério Público ter reconhecido que ele se dedicava a atividades político-partidárias e que perseguia politicamente Eduardo Jorge Caldas Pereira, ex-secretário geral do Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Com que moral a Presidente da República pedirá sacrifícios aos brasileiros? Como sair às ruas, como exercer seu mandato? Até quando ela vai ficar nas sombras do Planalto? E a partir de fevereiro, quando a inflação começar a subir e corroer ainda mais o poder de compra dos salários, ela fará algum pronunciamento? Se é para governar escondida, para que mentir tanto para vencer uma eleição para um cargo onde ela já sabia que tinha cometido erros graves? Aqui só cabe uma explicação plausível: controle de danos e de informações. É importante apagar a pegadas, dificultar ao máximo as investigações sobre o que ocorreu de fato nos bancos estatais e no BNDES, que promete ser um escândalo ainda maior do que o Petrolão, controlar as nomeações para o TCU e para o STF para diminuir os prejuízos.  

O importante aqui é que esta é uma lição para o provo brasileiro que votou em Dilma, já sabendo de antemão que seu primeiro mandato foi o segundo pior da História do Brasil e que ela seria a primeira a deixar o país pior do que encontrou. A única surpresa que tivemos  foi o tamanho da conta. Gostaria de deixar uma sugestão para a tão propalada Reforma Política: a necessidade de registro do plano de governo e a destituição do cargo em caso de estelionato eleitoral. Além disso, o ocupante de cargo político cujo governo resulte em rombos e prejuízos, deverá ser processado, ter seus direitos políticos suspensos e ser declarado inelegível.
Agora nos resta acompanharmos os trabalhos no Congresso, que terá uma composição mais fragmentada e oposição mais firme. É importante acompanhar as votações da Medida Provisória que alterou a concessão de benefícios previdenciários, principalmente por morte e o auxílio doença. Vamos ver quem votará a favor e por que. Será que o Governo publicará outro decreto condicionando liberação de verbas ( e de cargos) à aprovação do projeto?

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