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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Vem para a rua!

A expressão “a longo prazo” nada significa para os petistas e para as bases aliadas, porque eles se limitam a enfrentar um problema de cada vez. Mesmo assim, na largada, já disparam o mantra da comparação com o governo de FHC. Eles estão há doze anos no poder, e pelo mesmo tempo possuem a maioria dentro do Congresso, seus projetos são aprovados com facilidade e se recusam a aceitar qualquer alteração que a oposição proponha. A proposta é deles, o resultado é deles e de ninguém mais. A estagnação econômica, a corrupção , a péssima situação de empresas públicas como Eletrobrás e Petrobrás é de inteira responsabilidade deles e de mais ninguém. Ao invés de reconhecer a responsabilidade por seus atos, culpa-se a crise internacional, os países ricos com os quais em momento algum houve interesse em se estreitar os laços diplomáticos e o Governo FHC.

Quando falo em longo prazo me refiro aos efeitos nefastos das declarações e discursos sistematicamente aplicados em todas as situações. Quando Lula decidiu transformar a Região Sudeste, especialmente São Paulo em um pólo de racismo e intolerância contra os habitantes do resto do país, não pensou nas conseqüências, talvez até porque, no fundo, nem ele se leve a sério.  O que se observou em seguida foi o acirramento do sentimento anti-petista no estado. Quando Dilma fez seu governo e sua campanha tendo como conselheiro seu marqueteiro, meteu os pés pelas mãos. Na ânsia de conquistar eleitores, durante quatro anos detonou a economia, as empresas públicas, gastou o que não podia e não tinha em projetos populistas, superfaturados e questionáveis. Conseguiu ser a segunda colocada no ranking dos piores governos que este país já teve. Quando negocia, compra. Foi assim que as negociações com sua base aliada se desenvolveram ao longo dos últimos quatro anos. Quando se sente ameaçada, chantageia por decreto e oferece ministérios nas conversas privadas. Incapaz de mudar, de aprender com seus erros, no mesmo dia da votação que autorizou as alterações da LDO, repassou R$ 30 bilhões do Tesouro Nacional para o BNDES, o que seu futuro Ministro da Fazenda já tinha condenado no discurso que fez por ocasião de sua nomeação, a qual ela não compareceu. Se há comprometimento de Levy, falta boa vontade à presidente.

O decreto publicado às vésperas da votação das alterações da LDO pode ser considerado o documento mais constrangedor da história da República e seria altamente ofensivo ao Congresso se dentro dele, a maioria dos seus membros tivesse brio. Aos eleitores, escancarou a farra com o  dinheiro público. Não importa se há dinheiro disponível para emendas, o que interessa é a relevância, o impacto,  o benefício e a longevidade que o projeto resultante leve às populações que os deputados e senadores querem beneficiar. Em uma única tacada ficou clara a troca de votos por verbas e a falta de critério ao se escolher obras e serviços que serão executados com o dinheiro público. Logo chegará a hora de se falar em comedimento, em cortes de despesa. Com que moral eles pedirão isto à população brasileira? Os sacrifícios e cortes só ocorrerão para o povo?


A passeata de amanhã é sua chance definitiva de mostrar que eles não estão sozinhos no poder. É ilustrar o que significam os 51 milhões de votos que Aécio obteve nas urnas. É um recado claro de uma sociedade que se torna vigilante e cobra participação, que não aceita ser expulsa das ruas, como os manifestantes que compareceram ao Congresso, que foram agredidos e colocados para fora das galerias. É também um ultimato pela ética e pelo governo para todos, recusando o papel de pagador passivo. Amanhã é nossa chance de mostrarmos que queremos e merecemos pessoas melhores nos governando e que tratem o patrimônio brasileiro, conquistado através da alta carga de impostos que pagamos todos os dias, com respeito e bom senso. Chega de bandalheira, de desmandos, de mentiras e de incompetência. Ou somos os protagonistas de nossa história, exercendo nossos direitos plenamente ou continuaremos a ser governados por uma organização criminosa.

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