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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 21 de dezembro de 2014

Uma geração supera a outra

Gosto muito desta época do ano onde em uma semana comemoramos uma tradição milenar e na outra nos preparamos para o futuro. Gosto demais da oportunidade de passar um tempo maior com a família, das festas, da decoração e da esperança que a “virada” traz.  Gosto de dizer que faço projetos e não promessas, mas na prática, no dia a dia, acaba tudo sendo uma coisa só. O que importa é pelo menos ter em mente sempre quem eu sou, para onde vou e o que fazer para chegar lá. O resto dependerá de minha dedicação, da oportunidade e também dos imprevistos, que alguns chamam de sorte.

Analisando minhas expectativas e revendo o passado, pensei um pouco sobre a importância da persistência. Como uma coisa leva a outra, percebi que uma das campanhas publicitárias mais bem elaboradas que eu já vi foi “Keep walking”, desenvolvida pela agência inglesa Bartle Bogle Hegarty – BBH para a Johnnie Walker. Em 1999 eles  foram contratados para desenvolver uma campanha mundial  que trouxesse de volta a relevância da marca e de seus produtos, o que até então era feito por agências locais espalhadas pelo mundo. Voltar às origens e seguir para o futuro, inspirando-se no ícone da marca, o cavalheiro determinado que caminha sobre uma linha, que pode ser a do tempo. Do início,na Escócia em 1860 até os dias atuais,  cada geração da família contribuiu de forma significativa para que a empresa crescesse. Assim as primeiras campanhas tinham como tema a superação de uma geração pela a próxima e a importância de continuar a caminhar ou melhor, de persistir. A exemplo do que aconteceu no Brasil, nas manifestações de Julho de 2013 em que a campanha "O gigante acordou" foi utilizada como forma de mobilização e pelas pessoas nos protestos, o mesmo ocorreu no Líbano e na Grécia.

Uma das lembranças mais caras de meu bisavô foi a passagem do Cometa Halley, no início do Século XX.  A cauda do cometa cruzou o céu de um ponto ao outro, espalhando pânico entre as pessoas. Alguns julgavam que era o fim do mundo.  Anos depois, minha avó ficou intrigada com o esforço que minha irmã e eu fazíamos para ficarmos acordadas durante uma noite de Natal, em frente a sua casa olhando fixamente para o céu. Quando ela nos perguntou se estávamos esperando o Papai Noel, respondemos com convicção que não, pois já sabíamos que ele não existia e que tínhamos um excelente motivo para estarmos ali e que não se tratava de uma fantasia. O que nos interessava naquela noite era ver a “Estrela de Belém”! Ela riu e nos explicou que a “estrela” na verdade era um cometa e nos contou a história de seu pai. Este ano, quando minha avó começou a esquecer do passado e do presente, minha mãe, meus filhos, minhas sobrinhas, minha irmã e eu vimos uma pequena sonda pousar gentilmente no núcleo de um cometa e perfurá-lo  o suficiente para  analisar e transmitir para a Terra todos seus segredos.

Uma geração deve continuar o trabalho da anterior e superá-la. Aprender com os erros e acertos de quem nos precedeu e partir para novas conquistas. Mais sábios, mais humanos e com mais compaixão. Superar os obstáculos sempre , mas levar junto os que não tiveram oportunidades para contornar suas dificuldades. Caminhar para o futuro, mas sem esquecer daquilo que nos torna humanos, que é o amor, a amizade, a honestidade, a lealdade nas relações, os laços familiares e o respeito pelos indefesos, sejam crianças ou idosos. Inovar sempre e utilizar os frutos de nossas conquistas para transformar nossa vida e a dos outros em etapas menos áridas e não para criar desertos.

Aos meus familiares, amigos, e agora aos meus leitores, agradeço por caminharem comigo. A todos, desejo que o Natal traga união, paz e alegrias e que 2015 seja um ano de grandes realizações pessoais e coletivas, com muitos motivos para celebrarmos e que sobretudo permaneçamos juntos pelo caminho.

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