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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sobre Jair Bolsonaro e Maria do Rosário

Todo mundo já conheceu um Bolsonaro na vida. Pode ser aquele parente que a família inteira avisa que é melhor não contrariar, pode ser aquele vizinho que já brigou com a rua inteira, um colega de trabalho que quando chega, acaba a conversa . Ele tem a opinião dele que é única, sua razão se sobrepõe à dos demais  e geralmente gosta de contrariar em assuntos bobos, como por exemplo se vai chover ou não, qual carro é melhor:  um Fusca ou um Corolla? De vez em quando ele pode concordar com você, pode fazer mais por alguém do que aqueles que a gente imaginava poder contar. O mundo está repleto de Bolsonaros, com as coisas boas e as ruins. Conviver com eles é um desafio e os cinco partidos pelos quais ele passou são prova disso. Enquanto deputado, suas atitudes e declarações são no mínimo polêmicas, algumas beiram o racismo; outras vão contra a lei e o bom. Há várias representações na Câmara contra ele e é fato consumado que aparentemente  o estado do Rio de Janeiro realmente o aprova, pois ele foi o deputado eleito com o maior número de votos.

Maria do Rosário é Maria do Rosário. O nome dela começa a ser sinônimo de falta de bom senso, de contato com a realidade. Mesmo tendo tido problemas com suas contas da eleição de 2008, Maria do Rosário eleita deputada em 2010 e foi nomeada Ministra de Direitos Humanos, onde protagonizou mais vexames do que qualquer um que por ali passou. Em sua cruzada contra a Homofobia, que é uma causa nobre, esqueceu que há pessoas neste país imenso que diariamente tem seus direitos básicos violados, como as crianças exploradas sexualmente, os idosos, as crianças que perdem a vida trabalhando como soldados do tráfico entre outros. E acho que o pior momento de Maria do Rosário enquanto  Ministra foi tentar usar politicamente o suicídio de um rapaz em São Paulo como crime de homofobia. Agora, em 2014, disponibilizou seu comitê  eleitoral para funcionar como uma Central de Telemarketing da campanha de Dilma Rousseff. De lá partiram várias ligações aos beneficiários do Bolsa-Família avisando que eles perderiam seu benefício se a candidata do PT não fosse reeleita. Fazer terrorismo com pessoas carentes não é digno de uma ex-ministra dos Direitos Humanos. Utilizar dados que pertencem ao Governo Federal para contactar estas pessoas também é crime.

E no Congresso Nacional os dois passaram a conviver. O problema entre os dois vem desde 2003, que foi a primeira vez que Maria do Rosário chamou Bolsonaro de estuprador. De lá para cá, a coisa entre os dois não melhorou. A última briga entre os dois pode custar o mandato de Bolsonaro. No dia 09 de Dezembro, em sessão conjunta da Câmara e do Senado, em que se votou as pendências do PLN 36, Bolsonaro explodiu e disse que “não estupraria Maria do Rosário porque ela não merece”.  Tem alguém no mundo que mereça, Deputado? Estupro é crime!


O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu processo de cassação contra Jair Bolsonaro e o Ministério Público o denunciou por incitação ao estupro. Para que se faça justiça, ambos devem ter seus mandatos cassados. Da mesma forma que é inadmissível que Bolsonaro faça uma declaração dessas dentro do Congresso Nacional, há que se impedir que se continue usando a desinformação e o infortúnio alheio como degrau para alcançar objetivos políticos. O comportamento da candidata Maria do Rosário é incompatível com o que se espera de um deputado, que recebe de seus eleitores um mandato temporário para representá-los e defender seus interesses. Ao mentir para seus eleitores, ela perdeu a legitimidade para ser a porta-voz deles. Ao utilizar os dados destes beneficiários, cuja guarda e proteção cabem ao Governo Federal, houve uma clara violação da privacidade e da segurança (Onde estes dados vão parar? Quem são os responsáveis pela guarda e manipulação destas informações?) destas pessoas. Por suas ações, cada um, a seu modo, tornou-se indigno da confiança que seus eleitores depositaram sobre eles.

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