Quem sou eu

Minha foto

Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sábado, 13 de dezembro de 2014

Santo Agostinho

Uma vez li uma artigo em que o autor imaginava encontrar Santo Agostinho no elevador. A cada assunto discutido sobre os jovens, política, família e sociedade, Santo Agostinho falava uma de suas citações e o diálogo continuava normalmente. Para quem conhece um pouco da obra que ele deixou e admito que não é uma leitura fácil, tal diálogo se explica pela atemporabilidade de seu pensamento.  Santo Agostinho pode ser considerado como mais humano dos santos, porque gostava do lado prazeroso da vida ( “Dai-me castidade e continência, mas não agora”),  amou,  viveu na carne o conflito entre o clamor a vida mundana e o apelo da vida religiosa, se converteu e deixou várias obras que influenciaram profundamente a Igreja.Independente de religião, você pode encontrar em Santo Agostinho algumas respostas para velhos problemas. Cito algumas aqui:

Sobre a amizade: “Se dois amigos pedirem para você julgar uma disputa, não aceite, pois perderá um amigo. Se dois desconhecidos pedirem a mesma coisa, aceite,pois você ganhará um amigo”.
Sobre a fé: “Ter fé é acreditar no que não se vê. A recompensa é ver aquilo que se acredita.”
Sobre a verdade: “O que deseja a alma com mais veemência do que a verdade?”
Sobre a busca interior: “As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio do oceano, o movimento circular das estrelas e no entanto, elas passam por si mesmas sem se admirarem.”
Sobre a busca por conhecimento: “Há pessoas que desejam saber só por saber e isto é curiosidade; outras, para alcançarem a fama e isto é vaidade; outras para enriquecerem com sua ciência e isto é um negócio torpe; outras, para serem edificadas e isto é prudência; outras, para edificarem os outros e isto é caridade.”
Sobre pontos de vista: “Dois homens olharam através das grades de uma prisão. Um viu lama e o outro, as estrelas.”
Sobre a paciência: “A paciência é companheira da sabedoria”.
Sobre reconhecer  nossos erros: “Não há doente mais incurável do que aquele um que não reconhece sua doença.”
Sobre o amor: “ As ações do homem não se diferenciam senão pela raiz da caridade. Muitas coisas podem acontecer que de fato apresentar boa aparência, mas não procedem da raiz da caridade; até os espinheiros tem flores. Pelo contrário, certos gestos parecem rigorosos e até cruéis, mas são feitos para educar e são inspirados na caridade. Aqui fica de uma vez resumido o princípio:
Ama e faça o que quiseres;
Se tu calares, cala-te por amor;
Se tu falares, fala por amor;
Se tu corrigires, corrige por amor;
Se perdoares, perdoa por amor;
Que a raiz do amor esteja dentro de ti, uma vez que desta raiz não pode proceder senão o bem.
A caridade não é maldosa e nem preguiçosa;
Não é branda e nem tampouco fraca;
Não é abúlica e tampouco permissiva;
Não te iludas achando que amas teu filho porque não lhe impôs uma regra de vida ou que amas o teu próximo só  porque não se queixa dele;  

Isso não é caridade, é fraqueza e não se ama no homem o erro, mas o homem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário: