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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Parece campanha

Dilma foi diplomada, mas apenas no dia 1º de Janeiro de 2015 tomará posse para seu segundo mandato. Lula porém já está de olho em 2018 e começa a dar aos poucos a largada na corrida presidencial.

Ainda em Outubro, poucos dias após o final do segundo turno, Lula já admitia para amigos que pretende candidatar-se a presidência em 2018 e que estava disposto a interferir mais no segundo mandato de Dilma. Na semana passada ele sugeriu a criação de um gabinete para controlar crises em Brasília. Ontem, como convidado especial de Guilherme Boulos, participou da entrega de apartamentos construídos pelo programa “Minha casa,minha vida” em parceria com o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) de São Paulo.  Antes da chegada de Lula, Guilherme Boulos, líder do movimento, reforçou que Lula participaria como patrono do projeto e seu gesto indicava uma reaproximação do PT com os movimentos sociais, postura que Dilma não adotou.

Ao ser chamado para falar, fez um daqueles discursos macunaímicos para o povo, como se de fato se preocupasse com o bem estar de cada um. Disse que ficou espantado com o tamanho dos apartamentos (cerca de 65 m2 ) enquanto as casas do programa “Minha casa, minha vida) tinham em média 38m2. Disse que a culpa pela diferença no tamanho das moradias era das grandes empreiteiras, já que ao conversar com o construtor dos apartamentos, que é proprietário de uma empresa em Araçatuba, foi informado que não há diferença no custo da unidade nesta faixa de metragem. Disse também que enviaria fotos para Dilma, para o Ministério das Cidades e para a Caixa, e que os pequenos empreiteiros precisam ser consultados em projetos como este.

Ao fazer este discurso, Lula esqueceu que a Lei de Licitações, que tanto ele como Dilma atropelaram em mais de uma ocasião, tem por objetivo garantir o acesso de todos prestadores de serviço às obras públicas e que um dos critérios a ser seguido pela Administração Pública é o melhor projeto e melhor preço e não a maior “caixinha”, como ocorreu na Petrobrás e em outros órgãos do Governo, durante e depois de seu período como presidente. Ao fazer sua defesa dos desfavorecidos contra algo ou alguém grande, no caso em questão as grandes empreiteiras, omitiu que o cartel formado cresceu de vento em popa graças às doações aos partidos políticos. Onde um cartel atua, não há espaço para os pequenos.

Como a parceria que fez com que a construção dos apartamentos fosse possível envolveu dinheiro público, participando como patrono ou não, Lula pegou carona em um evento do Governo para começar sua caminhada rumo a 2018. Ontem, ele em nada lembrava o louco furioso da campanha, acusando os paulistas e as regiões sul e sudeste de não quererem o bem dos nordestinos, como se nessas regiões do país houvesse uma casta com privilégios natos e não populações inteiras, formadas por imigrantes e migrantes inclusive do Nordeste, que trabalharam a vida inteira para terem uma vida digna. Se há privilégios neste país quem os utiliza são alguns políticos e um determinado partido que não tem plano de governo e sim um projeto de poder e que precisa  manter-se no governo e que continua se apropriando dos programas sociais e do que é obrigação do Estado como se política dele fosse. E se há aproveitadores que não se importam com os mais desfavorecidos, são aqueles que recebem indevidamente benefícios, apropriando-se do que é público e que neste momento discutem o loteamento de 15.000 cargos federais nos estados para compensar a perda de Ministérios.

Se Lula será o candidato do PT em 2018 não há com o que se surpreender, pois é uma repetição da história. Depois do desastre que foi o Governo Dilma, vem Joaquim Levy, um estranho nas fileiras do petismo para colocar a casa em ordem. Quando tudo estiver em pé e funcionando, vem Lula, se apropria de tudo de bom que foi feito e joga os erros debaixo do tapete ou ataca FHC por coisas que aconteceram há 12 anos na economia e mais uma vez reforça o mito que a História do Brasil começou no dia de sua eleição.

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