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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A posse

Brasília se prepara para a posse de Dilma que ocorrerá nesta quinta-feira, 01/01/2015. O Cerimonial do Palácio do Planalto já fez os ensaios, 4.000 agentes garantirão a segurança. É esperada a participação de vários chefes de estado, sendo que o primeiro a ser cumprimentado será o presidente do Paraguai. Para que o evento não fique vazio, a militância do PT já organizou comitivas que participarão do evento e na parte da noite do já famoso “Bailão da Posse”.

Com o anúncio de parte de seu ministério, fica evidente o toma-lá-dá-cá dos partidos. Hoje foi divulgado um comunicado oficial do grupo “Atletas pelo Brasil” que manifesta seu desagrado e vergonha pela nomeação de George Hilton do PRB-MG para o Ministério dos Esportes. Hoje também foram anunciados mais 07 ministros, faltam ainda 15, já que serão mantidos 39 ministérios, o que é uma contradição em tempos de contenção de despesas e “administração da escassez”. Além disso, Mercadante conduziu hoje a reunião com as centrais sindicais, onde os cortes de benefícios e novas regras para o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial foram discutidas. Depois da bandalheira promovida pelo Ministério da Pesca com as licenças e pedidos de seguro-desemprego durante a campanha eleitoral, agora haverá regras para esta categoria. Quem sabe fazer o que é errado sabe exatamente onde consertar, até ai tudo bem. Agora, a pensão por morte que o cônjuge sobrevivente receberá passará a ser escalonada, ou seja de 100% passará para 50%, acrescidos de 10% por dependentes.  Não bastando a tragédia que a morte representa dentro de uma família, será necessário lidar com a queda de pelo menos 40% dos recursos financeiros, para quem tem um único filho. Dentro deste contexto, a manutenção dos 39 ministérios é imoral e desumana.  

Hoje resolvi me aprofundar na biografia de Dilma Rousseff. A negação de algumas passagens de sua vida e as contradições de nossa presidente estão presentes desde a tenra infância. Todos sabem que ela nasceu em uma família de classe média alta e que o pai, um imigrante búlgaro deixou um patrimônio considerável ao morrer. O que poucos sabem é que o pai de Dilma foi também um empreendedor. Sendo assim, ela deveria reconhecer mais do que ninguém a necessidade em se obter lucro em um negócio e não condená-lo ou expropriá-lo como ela fez à base da caneta no setor elétrico. Em vários momentos de sua vida ela comete os mesmos erros várias vezes. A insistência em manter Graça Foster, em reconhecer os erros de seu governo e de Lula, em repetir à exaustão as mentiras da campanha, inclusive internacionalmente, manter uma imagem integra mas viver cercada de pessoas questionáveis, fazer um dossiê dos gastos do cartão corporativo da ex-primeira dama Ruth Cardoso e gastar milhões com o seu, cujas faturas são “secretas”. Em minha busca encontrei um artigo escrito por Augusto Nunes em 01/01/2011 em que ele aborda que em Dilma há várias Dilmas. Engraçado é que o artigo é profético, pois ele cita seis exemplos do pragmatismo de Dilma. Em cinco desses exemplos está a gênese dos problemas que seu governo criou e que agora o país pagará caro para desatar o nó. E ele fecha o artigo com o seguinte tópico: UMA QUESTÃO MORAL- UMA CAMPANHA ERIGIDA SOBRE MENTIRAS. Quatro anos depois...

O que é certo é que em dois dias Dilma assumirá seu segundo mandato. As oportunidades que ela perdeu para governar pelo exemplo, dirimindo o mal-estar causado pelo “estelionato eleitoral” estão sendo desperdiçadas uma a uma, como a troca pontual da presidência da Petrobrás e a própria manutenção da estrutura ministerial. O único acerto, que foi a nomeação de Joaquim Levy que já tomou pé do tamanho do desastre econômico produzido nos últimos quatro anos, também parece ser certeza de curta permanência no cargo. As intromissões de Mercadante na transição já são notórias e é preciso lembrar que o atual Ministro da Casa Civil tem um histórico gigantesco de trapalhadas. Outra característica de Dilma é a centralização. Dificilmente Levy terá espaço para trabalhar e fazer o que é preciso. Além disso, na metade do caminho será preciso pavimentar o caminho para Lula, que voltará em 2018. Aparentemente, a ressaca da virada do ano nos atormentará por um longo período.

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