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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A espera da lista negra

Até o final da semana espera-se que o Brasil tome conhecimento oficialmente da lista de acusados de envolvimento no Petrolão com foro privilegiado. Esta lista está nas mãos do Ministro Teori Zavascki há pelo menos três meses. Calcula-se que somente o  Congresso Nacional tenha 10% de seus parlamentares na lista. Os demais nomes são de ministros e governadores. Esta lista é tão importante e tão sombria que ela é responsável pela demora de Dilma em divulgar os nomes dos Ministros das demais áreas e fazer as nomeações de praxe, o que na prática significa repartir os cargos estratégicos entre os partidos da base aliada como pagamento pelo “apoio” e pelos minutos do horário eleitoral. Como eu disse em um dos meus posts anteriores, se de fato a lição tivesse sido aprendida e a falência da Petrobrás fosse o preço a pagar pelo fim das estripulias de políticos e partidos com aquilo que é público, na última semana o nome de Anthony Garotinho não teria sido sequer cogitado para a Vice-Presidência do Banco do Brasil.

Além de impedir a formação do novo governo, há o problema com as empresas públicas. Como no caso da Petrobrás boa parte dos envolvidos eram funcionários de carreira nomeados por políticos para os cargos de diretoria, as nomeações agora ganham contornos dramáticos. Como já há farta documentação que detectou os tentáculos do cartel de construtoras em várias áreas do governo, é de fato um desafio saber quem nomear. Talvez seja esta a explicação para a permanência de Graça Foster frente à presidência da Petrobrás. As ações da empresa já valem menos que o valor patrimonial e hoje caiu um pouco mais. Dilma vai perdendo um tempo precioso para transmitir confiança aos investidores da empresa, tanto os nacionais como internacionais. E para quem acha que a Petrobrás já bateu no fundo do poço, há ainda o impacto que será gerado quando as explicações do porquê, quais, a quem e a que valores ativos da empresa foram vendidos no exterior. Neste ponto há responsabilidade de fato do Conselho Administrativo da empresa, pois nem a aquisição ou venda de ativos pode ser feita sem consentimento expresso deles.

O Ministro Guido Mantega aparentemente ficará no governo até 31 de Dezembro, fazendo as últimas pedaladas antes de entregar o cargo ao seu sucessor, Joaquim Levy e já há duvidas se ele permanecerá no cargo por muito tempo. Sem a definição da quantidade e de quais ministérios serão cortados e sem sabermos quem os ocupará, seremos mais uma vez surpreendidos por Dilma e por Lula, que está trabalhando ativamente nos bastidores, pronto para começar a campanha presidencial para 2018. Há que se concordar que as surpresas feitas pelos dois ultimamente não tem agradado ninguém neste país.


Paralisada, desacreditada, fragilizada e responsabilizada pela maioria dos brasileiros pelos escândalos de corrupção e pelos desacertos na área econômica e agora fora do radar, Dilma vai se preparando para assumir seu segundo mandato. Bem diferente de quando recebeu a faixa das mãos de Lula, sua posse não desperta nos brasileiros segurança para conduzir a nação e nem ânimo para comemorar. Sabemos que quem subirá a rampa fracassou miseravelmente em sua missão, deixando o país em pior situação do que recebeu e dividindo a conta com todos brasileiros e  até agora não há sequer notícias de gestos concretos da Presidente indicando correções de rota, exceto na área econômica onde provavelmente o aperto será pior do que o que ela criticava que seus adversários fariam. Se hoje eu pudesse dar um conselho à Dilma seria para ela ser prudente e fazer cortes de cima para baixo, de realmente dar o exemplo. Afinal, o prato do brasileiro já não está tão cheio e ela mais do que ninguém sabe que a coisa vai piorar muito antes de melhorar.

E se eu pudesse dar um conselho à Polícia Federal e ao Judiciário, eu diria para eles prestarem bastante atenção nos aerportos do Brasil neste final de ano.Não podemos nos esquecer da aula que Pissolatto deu e de que muitos dos nomes da lista já não terá mais foro privilegiado.

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