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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Uma eleição que não terminou

Assisti à reunião da Comissão de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização , onde os participantes puderam ouvir o tempo todo  os gritos de ordem dos manifestantes do lado de fora. Neste momento discute-se se os destaques serão votados individualmente ou se eles serão considerados como rejeitados pelo relatório do Senador Romero Jucá. A Oposição urrou, gritou, lutou, mas é minoria na casa. Apegaram-se ao regimento, à Constituição, à Lei de Responsabilidade Fiscal, enfim a todos argumentos possíveis, mas nada impediu a “tratoragem” da base governista. Um deputado do PDT chegou a dizer no início da sessão que a base deveria deixar a oposição falar o que quisesse e que, ao final eles aprovariam o projeto de qualquer forma. O texto foi aprovado e hoje (terça-feira) será encaminhado ao Congresso para votação.

Em várias ocasiões são feitos discursos contundentes, alguns alegando que houve fraude na eleição e que o estranho recolhimento de Dilma há quase um mês é a maior prova disto. Em outros momentos, são feitos sérios alertas quanto à posição do Brasil internacionalmente, já que aprovando as mudanças vai se embora o sistema de controle orçamentário do país. Com muita propriedade foi dito que um governante deve se submeter às leis do país e o que está acontecendo  é o contrário. Os deputados Mendonça Filho e Ronaldo Caiado veementemente acusam alguns de seus pares de condicionar seus votos à verbas, emendas e ministérios no Governo e,  para ajudar, exatamente às 23h21, foi publicado no Blog do Camarotti uma notícia que corrobora estas denúncias.

Uma eleição vencida por uma margem estreita de votos, onde o peso da máquina administrativa teve papel decisivo, com uma campanha suja e repleta de mentiras e que não termina, que não encerra seu processo. A cada novo dado que surge, fica latente a incompetência e descontrole vergonhoso de um governo  que sequer consegue chegar a um consenso para nomear sua equipe econômica e cozinha em fogo lento as reputações das pessoas que já foram anunciados.

A todo momento invoca-se a imagem de Aécio Neves, muitas vezes sozinho, dizendo o que estava acontecendo e o que deveria ser feito e é exatamente tudo o que estamos vendo. Muitas vezes chocou analistas, repórteres e economistas ao dizer que 2015 seria um ano duríssimo. Foi chamado  de mentiroso, combatido com números de um governo que encerrou seu ciclo há mais de doze anos. Disseram que ele não gostava de pobres e há trabalhadores sem receber salários da Petrobrás e de construtoras. Disseram que ele tiraria direitos trabalhistas, mas na mesma semana da vitória foi dito que este Governo estuda mudanças no auxílio-doença, seguro-desemprego e pensão por morte. Disseram que ele seria o candidato dos ricos, dos banqueiros que ficaram mais ricos ainda em 12 anos de PT, do arrocho e das taxas de juros. Impossível se conformar com o resultado desta eleição, o melhor e mais preparado candidato foi derrotado por uma quimera. Em menos de três dias a taxa Selic subiu e em uma semana os combustíveis tiveram reajustes. Os índices que medem o desemprego começam a subir e o arrocho virá com a inflação fora de controle e com o aumento das tarifas e preços controlados pelo Governo.


Hoje, nas primeiras filas sentaram-se Gleise Hoffmann e Humberto Costa, ambos acusados de se beneficiarem com gordas doações do sistema que imperou na Petrobrás. A Senadora Gleise Hoffmann em dado momento passou a comparar nosso déficit com economias como Estados Unidos, Itália, Japão e Canadá. O Japão passa por uma estagnação econômica há tempos, os demais países lutam para sair da ressaca que a crise de 2008 deixou. No caso dos americanos eles  encerraram duas guerras. Como eu já disse, o cenário internacional não ajudou, mas se as coisas tivessem sido melhor administradas aqui, os rombos não se multiplicariam. Como disse o Deputado Mendonça Ribeiro, restará à Dilma a adoção das políticas ultra ortodoxas para colocar o Brasil da forma como ela encontrou.

Hoje haverá a votação deste projeto no Congresso. Aos que puderem, sugiro que acompanhem. É uma chance única para vermos quem é quem ou quem ganhou o que, ou como o bem do Brasil vale bem pouco diante das verbas de um Ministério.

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