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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 16 de novembro de 2014

Trinta

Estreou esta semana a cinebiografia de Joãosinho Trinta, focada no início de sua carreira e a preparação para seu primeiro grande desfile.  Por ser um filme sobre Joãosinho, já vale a pena, pois sua vida é rica em histórias, viradas e fatos marcantes. Por contar com Matheus Natchergaele, o filme já sai na frente, pois a interpretação de Matheus se baseia em  sua capacidade de se tornar o personagem e utilizar livremente sua imensa sensibilidade.

Existe o carnaval de rua antes de Joãosinho e depois dele. Definido por ele como uma “Ópera de rua” , com fantasias e alegorias luxuosas, ele foi vencedor de vários carnavais. Questionado sobre o paradoxo entre o luxo das fantasias e do desfile e a pobreza das pessoas e das comunidades (Nilópolis, localizada na Baixada Fluminense é uma das regiões mais pobres e violentas do Estado do Rio de Janeiro e a Beija-Flor foi durante anos a escola mais luxuosa) ele proferiu sua célebre frase em 1976: “ Pobre gosta de luxo. Quem gosta de pobreza é intelectual.” Isso muito antes de Avenida Brasil.  

Célebre também foi o desfile com mendigos, garis e o Cristo Redentor coberto, em protesto contra a negativa da Arquidiocese do Rio de janeiro em liberar o uso da imagem no desfile da Beija-Flor “Ratos e urubus larguem minha fantasia”. Com um samba enredo de primeira, foi um dos desfiles mais marcantes que passaram pela Sapucaí.

Para quem gosta de carnaval, é uma oportunidade de saber um pouco mais sobre um de seus ícones, para quem não gosta, é uma história de esforço e superação. Para todos, é um filme que vale a pena ser visto. 

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