Quem sou eu

Minha foto

Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sobre a auditoria dos votos

Estranho muito como cidadã este barulho todo envolvendo o pedido de auditoria na votação das eleições feita pelo PSDB junto ao TSE. Alguns jornalistas tratam o assunto como tentativa de golpe ou “tapetão”. Entendendo como tapetão um resultado diferente do promulgado oficialmente e só chegaríamos a este ponto se,  após a auditoria,  fosse constatado que houve erro nas totalizações. Se e ainda se, este resultado for possível, nada mais seria que a correção de um erro monstruoso que iria contra o direito de escolha de seu presidente por parte da população. A manutenção do erro é um golpe, não torna legítimo o resultado da eleição. Se não houve erro, não há nada o que temer e ainda tem-se um resultado extremamente positivo , que é a prova da honestidade e confiabilidade do processo eleitoral. Um golpe de estado nada mais é que a usurpação do poder através da força ou de manobras políticas e não é o que acontece aqui. O pedido encontra respaldo na Legislação Eleitoral.

Ainda sobre o pedido de auditoria, quem já se esqueceu do pedido de recontagem dos votos na Flórida por ocasião da eleição de George W. Bush? Enquanto houve a recontagem, George Bush foi considerado presidente de fato e após a recontagem nada mudou. Se ainda hoje esta recontagem é polêmica é devido às circunstâncias em que ocorreram a votação e apuração dos votos, justamente  em um estado em que o irmão do então candidato a presidente era governador. Al Gore aceitou o resultado, continuou sua vida e tem um belíssimo trabalho em defesa do meio ambiente, sendo de sua autoria o livro e documentário “Uma verdade inconveniente”.

Além disso, temos que levar em conta o perfil dos ocupantes de cargos estratégicos e de algumas “autoridades”, além de alguns fatos que ocorreram ao longo destes 12 anos : utilização da máquina administrativa para campanha política, acessos ilegais aos dados de José Serra e de sua família feitos na Receita Federal,alteração de perfis na Wikipedia, elaboração de dossiês falsos inclusive um sobre o uso dos cartões corporativos de D.Ruth Cardoso, corrupção, desvios de verbas e recursos públicos, o Mensalão, o Petrolão, Os Aloprados, os amigos de Rosemary na ANA, empréstimos secretos para outros países, vazamento de investigações para imprensa, adulteração de documentos no momento da tradução enviados por empresas internacionais incluindo nomes de políticos e partidos, a questão dos fundos de pensão, terrorismo eleitoral feito com os beneficiários do bolsa família através de ligações utilizando o cadastro do programa,  entre outras coisas. As vezes tem-se a impressão que há uma raposa cuidando do galinheiro. Confiança irrestrita nestas instituições é pedir demais e é bom sempre lembrar que “ A mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.

Menos barulho, mais pragmatismo e mais amor à verdade. Se não há o que temer, que comece a auditoria. O resultado dignificará o bom trabalho e dará credibilidade ao governo no momento em que ele mais precisa. Agora, se houver erro, que se corrija a tempo. Isto é grandeza, que também anda em falta nas altas esferas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário: