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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Se o Governo não atrapalhar

Assisti os discursos da nova equipe econômica: Joaquim Levy que é nosso novo Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, Ministro do Planejamento  e Alexandre Tombini que continuará como presidente do Banco Central. Embora “fontes” ligadas ao Planalto dissessem que houve uma certa divisão dentro do PT pois há os que considerem Levy como um representante do programa de governo de Aécio Neves, não acredito que isto seja verdade.  É uma estratégia que eles estão utilizando para mostrar uma indignação que não existe depois da chuva de mentiras que foi a campanha eleitoral do PT. É inacreditável que alguém de fato ache que eles podem ter uma forma de pensar diferente e a maior prova disto é o gosto pelo poder e pelo dinheiro público. Como é que vão financiar o bem estar da companherada se a estagnação e recessão continuarem?

Reli alguns posts que publiquei ao longo destes 07 meses de existência deste blog, pois detesto incoerência. Em todos os artigos que publiquei sobre economia falo sobre recessão, aumento da inflação, desemprego, alta das taxas de juros e do dólar e sobre os rombos nas contas públicas, a começar pelo artigo publicado em Abril sobre o déficit da Previdência Social, que na época era de R$ 2,6 bilhões. Nos últimos, falo um pouco sobre o aumento dos impostos e a provável volta da CPMF. Em um deles falo que passaremos por isto até 2016 e é o que vem por aí. Para os que não acreditaram nas análises do mercado, dos economistas, dos políticos (Aécio foi bem claro sobre os impactos na economia que seriam sentidos a partir do momento em que começasse as reformas necessárias para colocar o tripé macroeconômico em funcionamento) fica uma lição: se você for utilizar um ovo para qualquer receita, vai ter que quebrar o ovo primeiro, não tem outra solução.

Se o Governo não atrapalhar e a Dilma se conformar em ser apenas presidente, teremos dois anos duros pela frente. O desemprego subirá, a inflação continuará em alta corroendo os ganhos dos trabalhadores, teremos retração de crédito e aumento das taxas de juros. A partir da metade de 2016, as coisas começarão a melhorar, e ai mora o perigo, pois em 2018 teremos eleições presidenciais e a exemplo deste ano, começará a gastança desenfreada. As pessoas mais pobres, que são eleitores de Dilma sofrerão mais neste período, porque não terão “gordurinhas” para cortar, já estarão na pele. Os benefícios previdenciários e o salário-desemprego que sofrerão alterações, provavelmente terão o impacto suavizado pelos programas sociais. Provavelmente vem um “Bolsa-trabalhador” por aí.

Para os que acham que a credibilidade e a confiança foram restabelecidas, nacional e internacionalmente com os anúncios de hoje, recomendo muita cautela. Não se esqueçam que tramita no Congresso o projeto para alterar a LDO, que se aprovado da forma como está, libera o Governo da obrigação de produzir superávit e de poupar. É tudo o que uma presidente voluntariosa não pode ter em mãos. E como já vimos, falar a verdade não faz parte de seu rol de atributos positivos. Se o Governo, no caso Dilma, atrapalhar, as conseqüências são imprevisíveis. Como a gente costuma dizer, só depois de bater no fundo é que podemos dizer o tamanho da queda.


Hora de sacrifícios, de consumo consciente e de ter responsabilidade pela escolha que foi feita na urna. Não se esqueçam que o aumento dos combustíveis foi insuficiente para cobrir os prejuízos que a Petrobrás sofreu após quase um ano sem reajustes e que as tarifas de energia também terão aumento. Tempo também de vigiar nosso Governo e nossos políticos mais do que nunca, evitando “pedaladas” que aumentem os gastos públicos em obras superfaturadas e em outras manobras para beneficiar partidos e “campanhas políticas”. A matemática tem que ser seguida, pois se tirar de um lado, faltará do outro. Hora também de lembrar que se Dilma tivesse feito um governo melhor, menos populista, menos gastão, talvez estas dificuldades que passaremos pudessem ter sido evitadas

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