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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sábado, 22 de novembro de 2014

Responsabilidade e ética

Nesta segunda-feira será realizada a votação do projeto enviado pelo Governo que altera o cálculo do superávit primário das contas do governo. Na prática, será transformar o déficit em superávit, amortizando os investimentos do PAC e as desonerações. Na verdade, uma “pedalada” esperta para que a Presidente Dilma não seja julgada por Crime de Responsabilidade e como conseqüência, precise ser afastada do cargo. Com as contas de campanha sob análise de Gilmar Mendes no STF, que já ordenou um pente fino em todos os lançamentos  e conta com auxílio do Banco Central e da Receita Federal, há o risco real de alguma outra “pedaladinha” aparecer e impedir a diplomação de Dilma para um segundo mandato.

Diante dos perigos reais, o Governo ataca em duas frentes. Com relação às contas, o MPE pediu que a análise seja redistribuída para outro juiz, no caso Admar Gonzaga que pasmem, foi advogado de sua campanha em 2010 e foi nomeado em 2013 por Dilma. Admar trabalhou bastante nas eleições. Suspendeu a divulgação de dados da campanha de Aécio e também foi o responsável pela proibição da exibição da capa da Revista Veja que denunciava que Lula e Dilma sabiam dos descaminhos que ocorriam na Petrobrás.Em outra frente, temos Aloízio Mercadante auxiliado por Michel Temmer nos bastidores, que vem dando declarações bombásticas e pintando o apocalipse financeiro e administrativo pelo qual o Brasil passará as mudanças solicitadas na LDO não forem feitas da maneira que o Governo pediu, ou seja, a segunda Campanha do Terror do PT este ano. Estas declarações talvez estejam por trás do vergonhoso vale-tudo visto na Comissão Mista de Orçamento esta semana, que para aprovar o projeto tentou assassinar o regimento. A situação que se coloca é a seguinte: ou muda a lei ou o Brasil para. As perguntas que a sociedade faz são mais complexas:  Até quando pagaremos pela campanha vergonhosa que reconduziu Dilma Rousseff à presidência do Brasil? Com 39 ministros para auxiliá-la, sabendo do limite estabelecido por lei e das conseqüências em não cumpri-la, nada foi capaz de detê-la? Para que ela possa tomar posse em janeiro, quantas leis mais precisaremos mudar?

Com 12 pedidos de Impeachment já arquivados pelo Congresso e outros tantos na fila para serem analisados, depois de todas as dúvidas que pairam sobre a “vitória” de Dilma, é hora de encaminhar a análise de suas contas para o ex-advogado de sua campanha? É preciso que ela carregue mais uma suspeita nas costas, que seu mandato seja ainda mais contaminado pelas desconfianças despertadas em boa parte do eleitorado pelas mentiras contadas em rede nacional? Se não deve, não há o que temer e eu gosto muito daquele ditado, que cabe perfeitamente aqui:  “Não basta a mulher de César ser honesta, tem que parecer honesta”.  Para o Brasil é melhor que suas passem pelo crivo de Gilmar Mendes e se apresentarem problemas, que estes sejam devidamente explicados do que aprovadas com louvor por um de seus companheiros de partido e perder toda credibilidade e autoridade necessárias ao exercício do cargo antes de assumir.

Com relação ao projeto enviado para o Congresso, que o Regimento Interno seja seguido à risca e que os participantes da sessão tenham em mente que eles na prática estão alterando uma lei com o simples propósito de evitar que o responsável escape impunemente da situação. Quem votar a favor da alteração, condena o Brasil a longo prazo a pagar pelos erros de um Governo que de fato foi irresponsável e incompetente na condução da política econômica e afasta do Brasil toda e qualquer possibilidade de receber investimentos externos que são mais que necessários no momento. Faltou ética, faltou respeito ao lidar com recursos  públicos, faltou transparência e planejamento.

A questão do superávit não é apenas para mostrar números bonitos, é para evitar que o governo gaste mais do que arrecada, independente de partido. É para obrigar o governo a poupar e usar com responsabilidade os recursos arrecadados e em teoria serviria como uma avaliação do governo. Pelos números apresentados, Dilma foi reprovada em todos quesitos. É justo, é o certo e é uma lição para os aspirantes e governantes além de ser um passo histórico no fortalecimento das instituições de controle do Brasil que a lei não seja alterada e que os erros cometidos sejam punidos. Quanto maior o preço a pagar, maior o cuidado em não ultrapassar limites.

Quando o governo alega que as maiores economias do mundo estão passando pelo mesmo problema em virtude do prolongamento da crise econômica, varre para debaixo de um tapete que já começa a mostrar que ali jaz uma montanha de lixo, a irresponsabilidade, a incapacidade de tomar decisões baseadas em estudos sólidos e os gastos astronômicos feitos em ano eleitoral.  O mercado internacional dá sinais claros de desaceleração desde 2011 e é impressionante que a queda nas exportações não tenha sido considerada na hora de elaborar o Orçamento. Usando este argumento prova-se que o Governo é incapaz em acompanhar e prever o comportamento do mercado externo e planejar ações para evitar maiores impactos internos. É mais um sinal de incompetência.

Dilma foi reeleita presidente de um país que não existe, que baseou muitos argumentos de sua campanha em dados que não são reais. O que talvez seja necessário é mudar a lei não para acomodar a conduta da presidente, mas sim para ampliar a descrição dos atos que são Crimes de Responsabilidade  incluindo aí a mentira, a falta de ética, a maquiagem das contas, a proibição e manipulação de dados estatísticos e de resultados das contas públicas com intuito claro de enganar a população e se apoderar das estruturas do governo para uso próprio

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