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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Protestos e pedaladas

Não há um jornal ou um site que não tenha um artigo sobre o projeto de revisão da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014. Por que este projeto é tão importante assim? Porque se aprovado, o superávit prometido e não atingido ficará por isto mesmo e a nossa presidente não poderá ser processada por Crime de Responsabilidade, que entre outras coisas prevê seu afastamento e o Impeachment. Rombo em cima de rombo em todas as contas, resultados pífios na economia, problemas de gestão em todas as pastas e nos principais programas sociais e educacionais, corrupção e desvios de verbas bilionários, aportes e investimentos em outros países sem anuência do Congresso sendo que alguns utilizaram empresas como captadoras de recursos junto ao BNDES e finalmente proibição de divulgação do resultado das análises de dados da PNAD, que abalaria seu discurso eleitoreiro e o  uso maciço da máquina administrativa em campanha política. Em cada um destes pontos há a mão forte da presidente e de sua equipe. Para escapar da punição que não veio das urnas, agora ela quer mudar a lei faltando pouco mais de 45 dias para o final do ano.

O pedido de revisão da LDO foi encaminhado ao Congresso, e provavelmente as negociações de gabinete já começaram, aquelas em que se dá de mão beijada aquilo que pertence ao país para poucos. A bola da vez é o acesso ao FI-FGTS, que é o conselho responsável por decidir onde os recursos provenientes do meu e do seu FGTS será aplicado. O Vice-Presidente Michel Temer está conversando com os deputados lembrando que se não houver aprovação da revisão, verbas ficarão retidas. Quando se vê tanta articulação em torno de uma “pedalada” e com grandes chances de ser aprovada, não há o que se estranhar quando o povo sai às ruas e pede entre outras coisas a intervenção militar. Toda vez que eu vejo um cartaz com um pedido deste,  eu penso na mensagem de falência e ingerência que o Congresso e o Executivo passam à população. Isto nenhum jornal publica, pelo contrário, escarnece e discrimina estas pessoas como se elas fossem extraterrestres. A sociedade em geral sente e vê a morte das instituições civis à medida que elas falham magistralmente em cumprir seu papel maior, que é a defesa do povo e do patrimônio publico. É a institucionalização da baderna, da má-administração, do uso do Estado como mero instrumento de um partido, que é incontestavelmente incompetente para administrá-lo. Deixo claro aqui que sou contra a intervenção militar e que acredito no cumprimento da lei.

Creio que o momento é difícil e para o Congresso em especial, é um momento de lutar por sua sobrevivência e relevância. Antes ficar sem verbas agora do que dar uma carta branca a quem já provou que não tem limites, a quem é incapaz de aprender com seus erros. É hora de perder os anéis e manter os dedos e é também o momento certo da oposição mostrar sua capacidade de mobilização e convencimento, de mostrar seu peso. Aqueles que votam segundo sua consciência e longe dos interesses do partido, que continuem assim. Aos que tem alguma dúvida ou os que acreditam que nada mudou, prestem bastante atenção nas vozes que começam a ecoar nas ruas. Procurem entender a mensagem que elas estão passando, quem são e o que estas pessoas querem, quais são as mudanças que todos anseiam. Procurem ouvir os donos de fato de seus mandatos e lembrem que vocês apenas os representam. Espera-se para sábado grandes passeatas nas ruas, em várias cidades do país. Sábado também celebramos a Proclamação da República e lembramos entristecidos do Baile da Ilha Fiscal. Qual evento você comemorará ?

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