Quem sou eu

Minha foto

Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O problema é o nome

Há tempos tenho uma teoria: quando uma pessoa desenvolve um comportamento que tem um adjetivo ou um substantivo que o defina,  a pior ofensa é usar o termo gramatical que o define. Alguns são definidos assim por lei, assim o que rouba é ladrão, o que vende serviços que não podem de forma alguma serem negociados são os corruptos. Temos aqueles que são conhecidos pelo ofício que desempenham, como os que servem e são chamados de serviçais. Mas há uma exceção a regra, que são os presidiários. Estes, quando condenados juram inocência, mas costumam utilizar uma escala própria dentro de uma sociedade peculiar. Quanto pior o crime, mais alta a posição na sociedade presidiária.

Hoje nosso Congresso está reunido para apreciar 38 vetos presidenciais, mas o objetivo principal é aprovar o projeto governamental que altera a Lei Orçamentária, para que nossa presidente possa dar continuidade aos desastres administrativos diários sem nenhum inconveniente, como por exemplo, o peso da lei. A votação dos vetos deve obedecer a ordem cronológica e cada um deve ser votado após discussão individual. Como não há mais voto secreto nas matérias, deveríamos saber como os deputados que elegemos votou. Em um país que se orgulha em usar a “tecnologia da urna eletrônica”, seria normal que o Congresso Nacional e assim diz o regimento, utilizasse o painel eletrônico para registrar as votações.  Mas eis que entra o conflito de interesses entre  as verbas, as posições estratégicas em empresas públicas e Ministérios e o dever do Deputado ou Senador em representar o povo que lhe dá temporariamente poder para representá-lo. Ninguém quer que seu nominho e seu voto seja conhecido. Para isso, estão utilizando uma cédula em papel com os 38 vetos que o congressista deve votar, assinar e etiquetar.

Estão em pauta vetos importantes que dizem respeito à Reforma Política, à criação de municípios, ao agronegócio entre outros. Mas a pressa é para votar o Projeto da Lei Orçamentária. Só depois da votação será definido o Ministério. Mais uma “trucada” da Presidente que chegou a afirmar na Austrália que a Operação Lava-Jato mudaria para sempre a forma que a política é feita no Brasil. Mais uma vez, haverá a distribuição daquilo que nos pertence para ser usado de uma forma que não é cristã, que dirá republicana. É a velha maneira de fazer política, que ganhou upgrades com o Mensalão e agora o Petrolão;um pagava em dinheiro, outro dá acesso ilimitado ao dinheiro público.

Se o deputado ou senador está de fato a serviço do Planalto, que mal há em ter sua posição conhecida nacionalmente? Se ele acha que está certo, se há justificativa para o que faz, que mal há na publicidade de seus atos?  Agora é que vem a timidez? É vergonha de ser chamado de serviçal?  Se o interesse é econômico, qual  o problema em ser apontado como corrupto? A escolha não foi dele?  Que arque com as conseqüências de seus atos, como todos os brasileiros arcam com as suas. O problema destas pessoas é que, a partir do momento que se dá o nome é que vem a ofensa. O sentimento dos brasileiros e seus interesses são infinitamente menores do que o desconforto de “ Vossa Excelência”.  A conduta é uma questão de foro íntimo, nomeá-la é crime, é feio, é uma marca.

Mais uma vez lá estão PSDB, DEM,PSB e Solidariedade invocando os pontos, as vírgulas, os acentos do Regimento e da Constituição, anunciando obstrução e ameaçando ir ao STF. Aécio Neves fez um pronunciamento lembrando que o que está em jogo é a posição do Brasil perante o mundo. Todos congressistas da oposição tem dados sólidos de argumentação, cobrando inclusive acordos feitos entre as lideranças e Renan Calheiros, como bem lembrou o Senador Aloysio Nunes Ferreira sobre a forma como seriam feitas estas votações. No meio das discussões, eis que surge um deputado petista e começa a discutir os números do governo Fernando Henrique Cardoso. Diante de tantas mentiras, tantos dados maquiados e sonegados ao povo, de uma realidade ruim, quem se importa com o que aconteceu há doze anos atrás? O pior é que esta sumidade não responderia uma pergunta simples: com números tão ruins como herança , como o país só cresceu quando a mesma política econômica foi utilizada? As inovações de Dilma são responsáveis por tudo o que já aconteceu e o Congresso, aprovando este Projeto, será igualmente responsável pelo o que está por vir.

O problema ai é o nome e a exemplo dos presídios, quanto maior for o disparate aprovado a toque de caixa no Congresso, maior será sua posição dentro de um governo que ainda acredita na própria mentira,  que representa a maioria absoluta da população.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário: