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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Mudanças climáticas

A seca que assolou a região Sudeste do Brasil e que deixou como saldo, rios e reservatórios de água secos, ainda não produziu todos seus efeitos. Sentiremos no próximo ano, nas bombas de combustível, os resultados da estiagem sobre a cultura da cana de açúcar. Estima-se que levará quatro anos de boas chuvas para recuperar os níveis dos rios, que é um resultado dramático do desmatamento das matas ciliares,  da falta de planejamento e bom senso no consumo de água e das mudanças climáticas que assolam nosso planeta. Esta quase catástrofe foi usada como tema de suma importância na disputa eleitoral deste ano, como se o único culpado por todos os transtornos fosse o Governador Geraldo Alckimin de São Paulo.

Depois do início das chuvas, a população não mais se pronunciou e o Governo Federal até agora não deu nenhuma resposta às propostas levadas pelo governador à Brasília. Limitaram-se a dizer que as propostas “deles” não eram destinadas a sanar os problemas atuais. Esqueceram-se que o problema é de longo prazo e que medidas de médio e longo prazo devem ser tomadas, para evitar que a população passe pelo mesmo problema novamente. Não vi até aqui nenhuma manifestação dos governos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, que sofreram em maior ou menor escala os efeitos da estiagem.

Não vejo também nenhuma manifestação popular, seja para propor uso mais consciente da água ou mesmo para fazer mutirões de reflorestamento nas áreas mais afetadas ( sob orientação e supervisão dos órgãos ambientais). Vejo também que são poucos os projetos que se preocupam em reutilizar água em novos lançamentos imobiliários ou mesmo em adaptações que permitam que construções mais antigas possam fazê-lo. Não vejo projetos que tenham por objetivo o plantio de árvores em regiões metropolitanas,já que os telhados verdes ainda são projetos caros e de difícil implantação para grandes superfícies como centros distribuidores, por exemplo. O que vejo é  que poucas pessoas mudaram seus hábitos, como por exemplo usar a água escoada de máquina de lavar roupas para limpar áreas externas,  diminuir a freqüência das lavagens do carro entre outras iniciativas. Deixo aqui sugestões para que partidos como o PV - Partido Verde faça ações mais concretas e se aproxime mais da população

É preciso mudar a mentalidade das pessoas e isto se faz através de campanhas educativas.  Não adianta nada ficar aguardando que apenas o governo tome uma atitude para que não volte a faltar água. Enfrentamos os efeitos das mudanças climáticas anunciadas há mais de dez anos e nada fizemos para mudar nossas atitudes ou para nos antecipar às dificuldades que elas trariam. Dito isto não isento o Governo, em todas suas esferas,  de planejar ações através da mensuração do consumo e das condições reais e ideais de fornecimento de água através da captação em rios e poços artesianos, premiando quem gasta menos e penalizando o desperdício. Não podemos colocar todas as fichas no Aquifero Guarani, que já apresenta sinais de degradação pela perfuração indiscriminada de poços e por contaminação do lençol freático .

Os Estados Unidos enfrentam nevascas fortes e antecipadas, depois de um verão de altas temperaturas. Já há receio de que algumas construções não possam suportar o peso da neve e alguns telhados já caíram. A quantidade de neve que caiu em uma semana corresponde ao esperado para quase um ano. A cidade de Buffalo, no estado de Nova York é a mais atingida. Há previsão para o aumento das temperaturas e para chuvas, o que pode indicar também perigo de inundações causadas pelo degelo. Na semana passada, em uma entrevista concedida durante o G-20, o presidente dos EUA Barack Obama prometeu uma doação de U$ 3 bilhões de dólares o Fundo Verde para Clima da ONU criado para auxiliar países em desenvolvimento a lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Também na última semana, Estados Unidos e China chegaram a um acordo para diminuir a emissão de carbono na atmosfera. Para quem se lembra da poluição do ar em Pequim durante as Olimpíadas e das tempestades de areia que o país enfrenta, o acordo chega com atraso. Sabendo que as duas nações são as que mais poluem e que tem sofrido os efeitos na pele dos fenômenos climáticos, faz sentido que finalmente eles se comprometam a diminuir as emissões de poluentes.

Utilizar os recursos naturais com parcimônia e bom senso é uma questão de sobrevivência. Somos todos responsáveis, em menor ou maior grau pelas mudanças climáticas, conscientemente ou não. As notícias sobre o aumento do desmatamento na Amazônia são ainda mais preocupantes, pois a além de ser o “pulmão do mundo”, a floresta também é responsável pelo equilíbrio das temperaturas e distribuição das chuvas. Realmente, precisamos de tanta madeira assim? Não há nenhum outro material que substitua em durabilidade e aparência a madeira?


É preciso agir enquanto há tempo e não apenas reagir ao que virá. Não podemos mais ignorar os efeitos das mudanças climáticas e continuar tendo o pensamento mágico que isto não acontecerá por aqui, que os efeitos estão longe. Eles batem a nossa porta! Repense seus hábitos, suas necessidades e cultive o consumo consciente. Ele fará bem para seu bolso e para a natureza

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