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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 9 de novembro de 2014

Meio bilhão de verdades


A Operação Lava-Jato já deu um resultado concreto que é a devolução de pelo menos R$ 500 milhões de reais que dez pessoas que optaram fazer a delação premiada já se comprometeram a devolver.  Segundo o jornal “O Estado de São Paulo”, entre eles estão Paulo Roberto Costa que devolverá R$ 70 milhões, Alberto Yousseff, R$ 55,8 milhões, Julio Camargo  da Toyo Setal devolverá R$ 40 milhões e Augusto Ribeiro Neto, também da  da Toyo Setal, que ainda está negociando os valores a serem devolvidos.

Tendo atingido seu ápice durante as eleições, o resultado já pode ser considerado como a maior quantia a ser repatriada para o Brasil. É preciso lembrar que o grupo político, que tem foro especial ainda não foi ouvido. Ainda segundo o jornal, esta parte do processo está nas mãos de Teori Zavaski há mais de um mês e segundo informações, sem movimentação nenhuma. É preciso perguntar ao Ministro o porquê da paralisação do processo. Como eu disse em outro post, dificilmente outro Ministro do STF se dedicará a um processo com tanto zelo como Joaquim Barbosa. Pelo que já sabemos dos depoimentos, alguns dos acusados a partir de janeiro já não terão direito de foro especial e há muito a ser explicado. Acho que este sigilo inclusive é benéfico apenas aos acusados e é um desserviço ao povo brasileiro e aos acionistas da Petrobrás que tem todo direito de saber quem são estas pessoas e onde está este dinheiro, que com certeza terá que ser devolvido. Até hoje não foi tomada nenhuma providência legal para que o dinheiro público desviado pelo esquema do Mensalão fosse devolvido. Culpados cumpriram penas, a maioria está em prisão domiciliar e nada de devolver o dinheiro. Que tal cobrar os partidos, já que há farta documentação de depósitos e transações?

Tratada como factóide, como tentativa de golpe, os áudios liberados durante as audiências revelaram uma parte dos descaminhos do poder. A partir de uma entre as diversas diretorias da Petrobrás  e de projetos superfaturados, conseguiram drenar R$ 10 bilhões de reais da empresa.  Pelo teor dos depoimentos de Paulo Roberto Costa, a compra de Pasadena acabou por se tornar uma operação ainda mais suspeita, pois por este negócio ele recebeu R$ 1,5 milhão para não atrapalhá-lo. Se os áudios chegaram ao conhecimento do público dois dias antes do pleito, agora já não faz diferença. Mas é espantoso que a Petrobrás mantenha a presidência e alguns diretores envolvidos nas negociatas e que Dilma não os tenha removido com a mesma rapidez que a Taxa Selic subiu.

Há uma conta que precisa ser paga aos brasileiros e com rapidez. Perseguir o juiz, desqualificar as delações, nada disso impediu que a verdade viesse a tona e tem muito mais parado nas mão do Ministro Teori Zavaski. Meio bilhão de reais estão ai para comprovar o tamanho da operação e para desafiar o conhecimento do Executivo sobre estas operações. Quando o Ministro da Fazenda dá declarações em que admite mudanças em políticas previdenciárias e sociais que atingirá a classe trabalhadora deste país, tendo como objetivo  fazer superávit fiscal, ele precisa saber primeiramente que este governo que ele representa não tem credibilidade suficiente para sequer aventar tal hipótese, quando é sabido que literalmente bilhões circulam por aí nas mãos de pessoas que os desviaram. Que este dinheiro seja devolvido primeiro!

Se mais uma vez o dinheiro desviado foi utilizado para garantir as votações no Congresso, foi dinheiro gasto à toa, porque nenhum projeto que ali circulou foi tão contundente que merecesse verbas de fidelidade.  Se tivessem seguido o curso natural, talvez alguns até teriam sido aprimorados para evitar futuros prejuízos aos cofres públicos. Teria sido mais saudável e mais barato trabalhar com a oposição. Há bilhões de fatos que precisam ser explicados, como as doações para as campanhas de Dilma em 2010 e para Gleisi Hoffmamm em 2014. Se comprovadas, há que se seguir o rito das leis. Como eu disse antes também em outro post, a verdade quer ser vista e conhecida e quando ela é represada, ela teima por escorrer  entre as frestas.

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