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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Ao trabalhador, a conta da baderna

Duas semanas após a eleição e concretizando um estelionato eleitoral “nunca antes visto na história deste país”, o PT e sua cúpula passaram a divulgar documentos nos quais são indicadas as diretrizes políticas e econômicas para os próximos anos. Juntamente com as sinistras políticas, em as declarações espantosas de Mantega, que quer fazer superávit primário com cortes no auxílio-doença, no seguro-desemprego, na pensão por morte e nos subsídios dos investimentos feitos pelo BNDES e bancos oficiais. Todos os cortes anunciados e se realizados afetarão quem trabalha e perdeu emprego, a viúva e filhos, o doente e o empresário que de fato precisa do BNDS e não aqueles que podem captar recursos em outras fontes e utilizam o banco mesmo assim, inclusive a Odebrecht que ofereceu garantias em peso cubano e terá 25 anos para pagar o empréstimo do Porto de Mariel em Cuba.

O PT está colocando em prática políticas que foram usadas na campanha de forma mentirosa e insidiosa para desqualificar os adversários e desta forma tirar votos que iriam para eles. Literalmente houve uma projeção no adversário daquilo que eles mesmos já planejavam fazer e que, se fossem de conhecimento público,não teriam o voto sequer daqueles que, movidos por uma ideologia morta e com os bolsos cheios de dinheiro público, fazem ataques, achincalham os que participam de manifestações e justificam o injustificável, em jornais e revistas de grande circulação e querem no Brasil uma versão do”Pravda”.

Fazem com a cara lavada e com uma convicção sabe sala vinda de onde coisas que nem no pior momento da história do Brasil os governos chamados de “direita” fizeram. Há algum tempo atrás fiz dois artigos em que criticava a passividade do Senado. Hoje, leio que uma das propostas do PT é acabar com o Senado, que tem seu funcionamento previsto na Constituição. A Casa dos Deputados que foi celeiro de oportunistas, derrubou por interesses alheios à democracia o Decreto Bolivariano de Dilma. No mesmo documento do PT, o projeto é ter os Conselhos Populares e Deputados representando o “povo”. Um é flexível aos acenos que acabam por colocar ao chão o patrimônio público, o outro será formado pelos “movimentos sociais” que respondem ao interesse do Partidão. Muitos dos “Amigos do Rei” já estão de olho do FI-FGTS, que é o conselho que elabora políticas e aprova projetos onde o Fundo de Garantia será aplicado para captar recursos com baixíssimas taxas de juros. O mesmo FGTS que rende míseros 3% ao ano para o trabalhador em um cenário de inflação anual de 7%. O mesmo FGTS que se você quiser receber a remuneração das contas nos índices previstos em lei, que é seu direito,  tem que entrar na justiça.  Não há uma pedra que se erga neste país que não se encontre a assinatura de Dilma Rousseff. Projetos e políticas que demoraram anos para serem formuladas e que tem uma razão de existir sofrem o peso da mão que funciona como a “Pax Romana”: onde chega, cria deserto.

Juntamente com projetos do partido que abrange o controle da imprensa, das redes sociais e a hegemonia de um único partido, ainda temos uma oposição vacilante que disputa entre partidos e personalidades o protagonismo da ação . Não é hora disto, não é hora sequer de se pensar em partidos. Para muitos ainda não ficou claro que o que está em jogo é a sobrevivência das instituições, o direito adquirido, as liberdades individuais e coletivas. É necessária a união de todos em uma oposição feroz e incansável, pois estão lidando com pessoas que não se pode confiar. Estas duas primeiras semanas foram bem lúdicas quanto a falta de credibilidade e de limites destas pessoas. Quando chega o momento de agir, ou você toma a iniciativa e controla seu destino ou a história leva você, muitas vezes de roldão.

É preciso vetar estas propostas. Não é certo que os direitos previdenciários e sociais do trabalhador, justo aqueles destinados aos momentos de dificuldade e indispensáveis à sobrevivência familiar sejam utilizados para cobrir os gastos descontrolados de um governo que pouco planejou, não mediu a conseqüência de seus atos, como é o caso das tarifas de eletricidade, financiou com dinheiro público obras em Cuba e Venezuela e deu a chave do cofre a todos assaltantes de plantão. Só da Petrobrás foram desviados R$ 10 bilhões. Em Setembro, em uma manobra ainda sem explicações plausíveis, a mesma Petrobrás pagou R$ 1 bilhão à Bolívia por produtos que não pediu e que não tem como utilizar. Temos 39 ministérios e só não temos 40 para ninguém utilizar o título da fábula infantil “Ali Babá e os 40 ladrões”. Temos 22.000 pessoas em cargos de confiança com salários altíssimos para os padrões de mercado e para a competência de alguns. Que se corte estas despesas, que se corte as verbas para publicidade, que o Governo cumpra a sua parte já que a maior parte dos gastos vem dele mesmo. Que seja feito um pente-fino nos programas sociais para se verificar se há pessoas que acumulam benefícios de forma ilícita e que se corrija erros idiotas como o do Sistema que gerencia o Pronatec, que continua a repassar às instituições o dinheiro de mensalidades de alunos que não freqüentam mais os cursos. E por último masnão menos importante, que sejam repatriados os valores desviados no Petrolão e no Mensalão.

Que não seja o trabalhador a pagar a conta da baderna, principalmente o de baixa-renda que precisa de fato destes benefícios na hora de necessidade, doença e morte. Que não tenhamos que chegar ao ponto de constatar que a exceção passa a ser regra, que errado está quem trabalha, quem paga impostos, quem produz e tem uma vida honesta. A cada um sua responsabilidade e as conseqüências de seus atos.

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