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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Olhando pelo retrovisor


Depois da pancadaria vem a bonança. Os debates políticos desta corrida eleitoral são classificados como os mais duros das últimas eleições e com razão. Nunca antes na história deste país (!) viu-se tamanho bate boca, que às vezes termina com  um eventual comportamento infantil , como por exemplo: “  Mentiroso é o senhor!”. Mas a verdade é que,  acostumados a fazer sempre as mesmas acusações e insinuações, partindo para a desconstrução moral e política, usando técnicas como dossiês e declarações de imposto de renda  e contando com o comedimento e estupefação alheias  o PT nunca pensou que enfrentaria um oponente que respondesse a altura. Tanto fizeram que encontraram um que não só responde, como questiona e devolve. E fazia tempo que não só os candidatos petistas, mas muita gente precisava ser questionada e relembrar alguns fatos que convenientemente ficaram no passado.

Quem assiste a um debate entre os candidatos à presidência fica em dúvida se o adversário político de Dilma é Aécio ou Fernando Henrique, porque no cadernão de 12 matérias que ela leva nos debates  as acusações são sobre o passado. E para quem viveu naquela época e se lembra como era a vida e como as coisas se encaminharam, sabe-se que tudo o que foi feito foi necessário e adequado dentro das circunstâncias. Acostumados como são a reescrever a história, esquecem-se de que é preciso contextualizar fatos. Acostumados como são a pinçar frases soltas e partir para o ataque, como bons engenheiros de obras prontas, esquecem-se de que a frase fazia parte de uma história maior em um tempo diferente. Penso que a maior contribuição de Dilma com esta campanha foi despertar a curiosidade de jovens que cresceram sem saber o que é uma hiperinflação a pesquisar os anos de governo de Fernando Henrique. A opinião deles hoje é bem diferente do que era antes. Graças à Dilma e seu governo que capenga na economia,  FHC hoje goza de respeito e reconhecimento por parte de jovens que cresceram durante os doze anos de governo PT e sabem que Lula não descobriu o Brasil, que teve muita gente que contribuiu para o crescimento de nosso país de forma diferente, em tempos diferentes. Que é preciso saber como chegamos aqui para saber para onde vamos. Neste aspecto, meus sinceros agradecimentos à candidata e a João Santana.

Tendo dito isto, vamos ao que importa. Não queremos saber quem começou a briga,mas quem vai elegantemente terminar os ataques e mostrar a que veio. Queremos ver um debate de idéias, de projetos políticos e sobretudo, de saber onde estaremos daqui a quatro anos. Queremos saber o que nos espera. E antes que comecem as acusações de “quem copiou a matéria de quem”, é importante lembrar que é obrigação moral de um homem público continuar programas que atendam bem à população e que dão resultados concretos, o inverso é inaceitável. Abandonar projetos e políticas em nome de partidos é imoral. Sendo assim, o que funciona e é viável tem que continuar porque o interesse da população está em jogo. E mais importante do que o aspecto pessoal é saber quem é capaz de unir o que a campanha quer separar. Olhar pelo retrovisor neste momento só é bom para ver os acertos e evitar erros. Tudo mais perde a importância. E se você quiser continuar cavando, fica uma pergunta no ar: Onde você estava e o que você fez para evitar os desmandos? Sim, porque Dilma Rousseff passou a existir para o brasileiro a partir do primeiro mandato de Lula. Antes disso,  ela era do PDT.

De qualquer forma, fica um desafio para Dilma: provar que, ao continuar com a mesma base no Congresso e aparentemente com o mesmo plano de governo, ela será capaz de desempenhar um papel diferente, que transforme em realidade nosso desejo por mudanças,  que nos leve a grandeza, com eficiência e ética, com respeito às instituições e à liberdade de imprensa. Será que vai???

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