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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sábado, 4 de outubro de 2014

O significado da virada de Aécio


A "Mãe de todas as campanhas eleitorais" esta chegando ao final da primeira etapa. Após uma campanha onde aconteceu quase tudo, desde a delação de Paulo Roberto Costa que expôs o esquema de propinas, contratos superfaturados entre 18% a 20%  até o uso descarado dos Correios para distribuição de material de campanha, hoje as pesquisas indicam que Aécio Neves superou Marina na intenção de votos pelo segundo lugar. Após dois debates eletrizantes, sendo o segundo realizado na Globo e contra tudo o que a Globo acredita, que é a manifestação livre, a espontaneidade,  sem prévia formatação, o eleitor brasileiro pode ver que há uma diferença muito grande entre os candidatos. Em meu artigo anterior, disse que Aécio, no debate da Record conseguiu um feito que raros políticos em momentos decisivos conseguiram, que é o de ser um porta-voz das indignações e dúvidas do cidadão brasileiro. Neste último debate ele não decepcionou e mais uma vez desempenhou o papel com perfeição quando em  tom firme e sério, acusou o PT de utilizar a máquina administrativa para fazer campanha e prejudicar adversários, além de desmoralizá-los através de ataques.

O eleitor pôde também ver as contradições de Marina e suas fragilidades,  além das artimanhas e factóides de Dilma. Interessante foi que ambas procuraram desqualificar a política econômica do PSDB, através da figura de Armínio Fraga. Para quem não sabe, Armínio exerceu o papel de Presidente do Banco Central durante meses, no primeiro governo de Lula, que por insuficiência de pessoas competentes, não tinha ninguém para ocupar este cargo. Não se cospe no prato em que se comeu, Dilma! E Marina, que no domingo passado deu uma entrevista à Revista  Época em que dizia respeitar Armínio, também procurou desqualificá-lo, seguindo o triste roteiro de dizer hoje uma coisa e desmentir no dia seguinte. Quando procuro me colocar no lugar do eleitor de Marina, para entender o que o move, chego a conclusão que é a projeção do desejo de mudança. Mas acredito que até para quem quer renovação, fica difícil ver tanta contradição e fragilidade em um candidato. Imagina se for presidente! Hoje aprova uma lei, amanhã revoga. Hoje assume um compromisso, amanhã descarta. Interessante que tanto Dilma como Marina tem um fato novo todos os dias; a primeira, um escândalo ou um mal-feito; a segunda, um desmentido.

Dentro do contexto atual, a virada de Aécio significa o reencontro do brasileiro com a realidade e a descrença em falsas promessas, em soluções milagrosas e populistas. Representa a transformação da indignação que tomou conta das ruas em Junho de 2013 em atitude concreta através do voto e significa também a identificação dos cidadãos com uma candidatura que promete uma gestão responsável dos recursos além de respeito e resgate das instituições brasileiras. Se for vitorioso nos dois turnos é este o papel que cobraremos dele e de sua equipe. Acredito em Aécio e acho que ele se sairá bem,  afinal se hoje há um Código de Ética no Congresso e se o congressista não tem direito a foro privilegiado em caso de crimes comuns, deve-se a iniciativas e propostas de Aécio enquanto parlamentar. Se hoje ele fala sobre a revisão da maioridade penal  é com propriedade de quem lutou pela aprovação do voto aos 16 anos. Se ele fala sobre simplificação dos tributos é porque enquanto parlamentar propôs discussões sérias sobre o assunto.

Acredito também que a virada de Aécio signifique em um plano maior o reconhecimento do mérito, do melhor candidato, do gestor responsável e preparado. Em tempos de políticas direcionadas e planejadas por marqueteiros, do politicamente correto, é uma vitória em um país com tantas desigualdades, em tempos de crise de valores que o mérito volte a ser pré-requisito em decisões importantes como a de um novo governo. Em uma época de conchavos, em calar na base do grito, esta virada é também uma vitória dos que assistem a tudo calados, que vêem através da imprensa o descalabro que tomou conta do Governo Federal.


Identifico-me com a candidatura e as propostas de Aécio e acredito que ele fará o melhor governo possível para o Brasil. Quero que nestes quatro anos, através de um trabalho sério, fique como herança o renascimento de valores essenciais, como o do trabalho, do estudo, da competência e da justiça. Quero um país mais justo e que ofereça maiores oportunidades aos jovens e que estes possam crescer, amadurecer e dar frutos em segurança, que o idoso tenha um tratamento respeitoso e digno e não acabe por se tornar um indigente após ter trabalhado e contribuído a vida toda para um sistema de previdência injusto. Quero ver as empresas públicas brasileiras vitoriosas, servindo como cartão de visitas de nosso país e de nossa competência. Quero ver a economia crescer sem o paradoxo de sacrificar o meio ambiente. Quero que a educação seja de qualidade e que forme cidadãos conscientes e pensadores, questionadores e realizadores. Quero que a saúde seja um direito de todos, que não se tenha medo do SUS como temos hoje em dia. Quero que o empresário brasileiro volte a acreditar no Brasil, que suas empresas cresçam, mas que eles prestem a devida contrapartida aos trabalhadores, através do pagamento de salários e benefícios dignos. Sei que quatro anos é pouco, mas para tudo há um começo e que este seja o governo de união e que pavimente o caminho para estas conquistas. Que a “virada da razão” não seja apenas um movimento dentro de uma campanha, mas uma opção permanente de governo.

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