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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Em meu nome


É comum no ambiente familiar e empresarial você ouvir um aviso assim :“-Não faça isto porque é o nome de seu pai ou da empresa, do seu chefe, do dono da empresa que está em jogo”. Quando recebemos um aviso assim, pensamos duas vezes antes de agir porque não queremos contrariar os princípios, as ordens ou a reputação da empresa ou da pessoa. Aliás, em qualquer um dos ambientes que citei você sabe até onde pode ir. Se passar do limite, arcará com as conseqüências perante o ofendido e o que foi desobedecido. Aliás, quando você tem uma postura ética e é intransigente quanto aos seus princípios morais, você geralmente estará cercado de pessoas que dividem a mesma conduta. Da mesma forma, se você é , digamos, “flexível”, certamente não estará cercado de pessoas idôneas. Pode ser no meio tenha um desavisado, alguém que ainda não se situou, mas é uma situação provisória.

O escândalo do momento é o uso dos Correios nas campanhas de Dilma e de Fernando Pimentel, em Minas Gerais. Sobre a campanha de Dilma pesa a acusação de enviar pelos Correios, sem pagamento de taxas e chancela, milhões de panfletos. Eu recebi estes panfletos em minha casa, em um sábado, juntamente com a correspondência do dia. De fato, não tinham chancela e foram feitos especialmente para destacar as realizações do Governo Federal em São José do Rio Preto. Quero parabenizar a iniciativa do Sindicato dos Carteiros em fazer a denúncia. Não basta apenas utilizar a máquina, tem que repassar o custo da reeleição para o contribuinte de qualquer forma. Em Minas, as correspondências pagas pelo PSDB para a região norte do estado não foram entregues deliberadamente. Isto é um crime grave, uma violação de direitos e uma desonestidade sem limites, já que houve ai também uma apropriação de dinheiro ou uma cobrança por um serviço que não foi prestado. Além disso, mais uma vez, a reputação dos Correios é maculada pelo PT. Você certamente não se esqueceu que o escândalo do Mensalão começou com um vídeo de Maurício Marinho com aquela mão enorme recebendo propina para fraudar uma licitação nos Correios. Marinho foi nomeado por recomendação de Roberto Jefferson, do PTB, cujo nome é citado na gravação e que, para não cair sozinho denunciou o esquema inteiro.

E como não poderia faltar, tem o falastrão do momento. Aquele um que sabe exatamente que foi feito algo proibido, mas que tem que anunciar, afinal a propaganda é a alma do negócio. A figurinha da vez é o Deputado Estadual do PT Durval Ângelo, em um vídeo onde ele afirma que o bom desempenho de Pimentel em Minas deve-se ao dedo forte dos petistas nos Correios. Quero ver como ele vai sair dessa, se o vídeo do discurso dele foi compartilhado milhões de vezes nas redes sociais.

Mas, voltando ao tema deste artigo, a moral da história é simples: se eu respeito o processo eleitoral, se eu sou uma pessoa de princípios firmes, cumpridora da lei,  ninguém fará algo assim em meu nome ou utilizando meu nome, porque sabe que eu não toleraria isto e que eu seria intransigente na apuração do ocorrido. Se eu tenho esta personalidade, ninguém iria depauperar uma empresa que sou responsável pela administração sem temer as conseqüências, por anos a fio. E se eu descobrisse qualquer uma destas situações, eu ficaria indignada, viraria bicho. Não é o que vemos, como disse Aécio, falta indignação.

Os 40% dos brasileiros (???) que votarão em Dilma (e eles crescem a cada escândalo) correm o risco de verem sua presidente ter a candidatura cassada ou não poder assumir ou pior, ser afastada do cargo. Isso colocaria o Brasil em uma situação terrível, pois não se abre mão do mandato de presidente pacificamente. De uma forma ou de outra, parece que o abismo anda de mãos dadas com esta candidatura. Agora, que esta possibilidade não sirva de motivos para frear a ação do PSDB. Que eles sigam em frente, que haja uma investigação séria e que os culpados arquem com as conseqüências. Semana nervosa esta e olha que hoje ainda é quinta-feira. Começou com o debate de domingo, em que Marina expôs suas fragilidades e Dilma, seus pecadinhos. Avançou pela segunda, com as variações do mercado financeiro. Na quarta, Paulo Roberto Costa saiu da carceragem da PF e começou a cumprir prisão domiciliar, o que significa que suas declarações são consistentes e podem ser comprovadas e hoje, quinta, estourou o Correião. Para quem acredita em sinais ... 

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