Quem sou eu

Minha foto

Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A sombra do Impeachment


Assisti agora a pouco uma matéria sobre o depoimento de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef na Justiça Federal do Paraná. Escutei os áudios também. Meus Deus, olha que fizeram conosco! Qual razão justifica uma ação destas? Por quê? Para que? Por que Lula permitiu uma bandalheira destas? Fosse à imprensa, denunciasse que ele estava sendo coagido pelo Congresso, “vazasse” a informação se achasse melhor assim, mas como ele pode aceitar uma jogada destas e nomear Paulo Roberto sabendo de antemão o que aconteceria? Ele, que foi pobre, que é brasileiro, que é pai de família! É preciso acabar com a política do “é dando que se recebe”, das alianças que visam seu bem próprio, dos políticos que utilizam todos os artifícios possíveis para se beneficiar do Estado em detrimento do cidadão. E é preciso votar de maneira consciente, porque você pode eleger seu próprio ladrão.

Vou repetir a mesma frase que usei em um artigo sobre a candidatura de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo. Se isto acontecesse em qualquer outro país do mundo fora da América Latina, Dilma já deveria estar escrevendo seu discurso de renúncia à candidatura, para colocar a salvo sua dignidade pessoal e de sua família, para dar espaço às investigações uma vez que ela foi membro do Conselho da Petrobrás e como sucessora de Lula, ela já sabia o que acontecia lá dentro. Aliás, seu primeiro ato como presidente deveria ter sido a demissão de todos os membros envolvidos nas negociatas. Paulo Roberto Costa pediu demissão, Nestor  Cerveró, que até a eclosão do escândalo de Pasadena era Presidente da BR Distribuidora e Renato Duque que continua na empresa. Além disso, renunciando agora, pouparia o Brasil de passar por um processo de Impeachment, o que fatalmente acontecerá ante tantas denúncias que já ocorreram e as que ainda estão em andamento. Contra ela pesa a acusação feita por Youssef que Palocci, então um dos coordenadores de sua campanha pediu U$ 2 milhões a Paulo Roberto Costa nas eleições de 2010. E, como sujeira pouca é bobagem, é preciso apurar a denúncia de uso dos Correios no primeiro turno. Mais uma vez afirmo que os folhetos que recebi não tinham chancela. Com tanto dinheiro em caixa, precisava fazer uma bobagem destas? E para deixar claro o caminho que ela está seguindo e que não é nada republicano, foi ao Nordeste e no Piauí declarou que o PSDB não gosta de nordestinos.

Repetindo a constatação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o PT está fincado nos votos de pessoas desinformadas e coincide que estas pessoas sejam pobres. Constatação sim, basta olhar o mapa da distribuição de votos. Infelizmente, estas pessoas acreditam perderão o pouco que lhes foi distribuído se houver mudança de governo. Agora, diante de tudo o que já se sabe e do que está sendo revelado, não há nada no mundo que justifique que alguém que tenha amplo acesso à informações perpetue uma monstruosidade destas. Pessoas que sabem que já há pelo menos dois motivos no horizonte para que o futuro Congresso abra o processo de Impeachment contra Dilma. Pessoas que entendem a volatibilidade dos mercados, a necessidade que temos de investimentos externos e o impacto de um processo destes nas negociações de títulos e ações de empresas brasileiras. Mesmo que ela seja inocentada ao final, o furacão vai bater forte no solo.


A “Mãe de todas as campanhas eleitorais” está em curso, o festival de mentiras e bobagens já começou. Uma coisa é campanha, outra é governo. Está em suas mãos decidir o destino do Brasil. Ou vamos de encontro à grandeza, corrigindo os erros e fazendo os sacrifícios necessários ou vamos mergulhar em uma crise econômica e de credibilidade, de difícil recuperação; uma terrível e longa noite muito escura. Dois caminhos, uma escolha. A decisão é sua, as conseqüências afetarão a todos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário: