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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A diferença entre constatação e preconceito


Eis que Lula ressurge das cinzas e da polêmica que cerca seu depoimento (ou a falta dele) na Polícia Federal.  Pronto a enxergar elites onde não existem e defender as existentes ( como no caso de Sarney, que “não é uma pessoa comum”) e atacar todo e qualquer pronunciamento de FHC, veio com sua energia peculiar transformar um fato isolado em pratica da oposição. Só que, como dizia Fernando Henrique, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Representando o papel de “Justiceiro" ele tenta associar a pratica criminosa de um grupo de internautas em comportamento e opinião dos quase 60% dos brasileiros que não votaram em Dilma. De quebra, associando FHC.  Representação sim, pois embora evoque o seu passado de migrante nordestino, se de fato realmente se importasse com os habitantes das regiões Norte e Nordeste não se uniria a pessoas que se apoderam dos direitos destes cidadãos e através de práticas assistencialistas perpetuam a pobreza e a miséria. Que dão como favor o que é de direito destas pessoas. Com relação ao grupo em questão, que parece ser formado por médicos e estudantes de medicina,  que sejam investigados e julgados nos crimes em que suas condutas os enquadrem, com todo rigor da lei . As instituições estão ai para isto. É papel da Polícia Civil investigar e se não estou enganada, pela Divisão que investiga crimes cometidos na Internet. Sem intervenção e sem transformar este episódio em picadeiro.

A declaração de FHC, Nêmesis de Lula, foi a seguinte : “O PT está fincado nos menos informados, que coincide em ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apóiam o PT, é porque são desinformados”. Não há qualquer menção aos nordestinos. E é uma simples constatação, porque a pessoa de posse de uma informação forma opinião e toma uma atitude concreta. Há várias situações que comprovam esta afirmação como por exemplo a “Campanha do Terror” que o PT lançou no início do ano onde subordinava a continuidade da melhoria das condições de vida da população à continuidade do governo;  o argumento usado por Dilma em todos os debates que participa contra candidatos do PSDB em que afirma que eles querem privatizar a Petrobrás, mesmo ela sabendo que há uma lei criada pelo próprio PSDB que impede esta transferência; o desconhecimento dos benefícios que poderiam ser alcançados e construídos com os valores que são desviados para o ralo da corrupção e tantos outros.


Misturar fatos distintos nem sempre dá um resultado bom. Este pronunciamento de Lula foi infeliz, como outros durante a campanha, como por exemplo aquele um sobre banqueiros. Infelizmente, ao que tudo indica outros virão. O país de divide neste momento entre o desejo por mudanças e o medo em perder conquistas. Para que cesse esta divisão, o melhor remédio é informação. Aprofundar esta divisão com preconceito e pronunciamentos desastrados é um truque barato que pode se voltar contra o feiticeiro e custar caro à nação. A eleição presidencial e a troca de governo após a eleição de Tancredo Neves sempre foi feita de forma pacifica neste país, mesmo nos momentos mais difíceis. Não é hora de apartar, mas de nos unirmos para termos um governo justo, eficiente e honesto, dentro dos princípios republicanos.

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