Quem sou eu

Minha foto

Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Chuva de mentiras

A semana começou com bolsa caindo, dólar nas alturas e a base governista colocando as manguinhas de fora. Dois dias após a eleição de Dilma, o comichão do fisiologismo e as negociações escusas para nomeações em cargos estratégicos, como o de Paulo Roberto Costa começaram. Tardiamente, tendo em vista que o que estava em jogo era a soberania do Congresso, a bancada governista derrubou com 05 meses de atraso o Decreto-Lei 8243 que estabelecia a participação da sociedade civil ( leia-se os Amigos do Rei) na Administração Pública. Recebi alguns posts falando que a derrubada do decreto era uma vitória da democracia. Democracia, sim ...

Mais interessante ainda foi a declaração de Gilberto Carvalho, que às vezes lembra em muita coisa o personagem "Carreirinha",  afirmando que a votação em nada abalaria a vitória do Partidão. Qual vitória? “Venceram” por três milhões de votos. A oposição teve 49% dos votos válidos. Aliás, vamos deixar claro aqui um fato: A vitória de Dilma nas eleições , pela forma como a campanha foi conduzida e pelo número de votos de Aécio, nada tem de legítima e não dá direito ao Partidão de cantar louros, muito pelo contrário. Ela está a mercê de uma base governista que está dando os primeiros recados. Ao contrário, Aécio e os partidos que apoiaram sua candidatura tem um imenso capital político e crédito junto a opinião pública. Ou seja, quem ganhou, pouco vai levar. E sempre pode-se contar com o fogo amigo...  Estão rolando por aí 14 pedidos de Impeachment contra Dilma e segundo o jurista Ives Gandra  alguns tem grandes possibilidades de êxito. Pessoas mais inteligentes e com mais bom senso ou vergonha na cara não sairiam por aí comemorando, mas não se pode pedir muito da entourage.

Mas, para quem sabia que o que estava por trás da Campanha do Terror Futuro era o Terror Presente, os dados desta semana são tudo, menos uma surpresa. Três dias após a eleição, a Taxa Selic subiu 0,25%, o que ajudará atrair o capital flutuante, o que especula e não aquele que investe. Medidas impopulares, alta da taxa de juros... Não era isto que a candidata dizia sobre a oposição? Depois, foram divulgados os dados da Receita Federal sobre arrecadação, aqueles mesmos que não puderam ser divulgados na semana passada em “respeito a Lei Eleitoral”. Arrecadação em baixa, menor volume para o mês de Setembro.  Com a produção industrial e consumo em queda , não poderia ser diferente. Apresentou crescimento sim, mas foi tão pífio que já deixa claro que o que foi arrecadado não será suficiente para cumprir o previsto em Orçamento. E hoje, o Tesouro Nacional passou a ser deficitário, o que não ocorria há 20 anos, desde o Plano Real. Também, haja Tesouro para bancar o déficit na Previdência, nas contas das hidrelétricas ( agora a seca será da Região Sudeste e não mais do Alckmin) para suprir a diferença de arrecadação ocasionada pelas desonerações e outros pacotes de bondade. Parece que para resolver o problema do Tesouro Nacional, será dada mais uma “pedalada”. A lei será mudada para permitir um abatimento maior. Assim, terminamos a semana sabendo que o rombo nas contas públicas é de R$ 25.791 bilhões e que provavelmente na próxima semana, sairá o reajuste dos combustíveis. Com vontade de mudar para o país exibido nas propagandas do horário político? Eu também!

Pois é, gente! E não pode-se alegar desconhecimento ou engano. Vamos esperar pelos outros dados que não puderam ser divulgados. Com relação à Petrobrás, depois de uma bela pressão ocasionada pelo início das investigações da SEC (Securities and Exchange Commission) nos EUA, as investigações para esquadrinhar os descaminhos terá início. Não que as confissões de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff  fossem suficientes. Não que o compromisso assumido por Paulo Roberto Costa em devolver R$ 75 milhões de reais já não acendesse o sinal de alerta máximo para uma varredura dentro da empresa. Foi preciso a PriceWhitehouse Cooper pressionasse por uma investigação ofical, ameaçando não mais assinar os relatórios de auditoria. O Escritório Trench,Rossi e Watanabe participará das investigações ao lado do escritório americano Gibson, Dunn & Crutcher LLP. Será interessante saber o parecer deles sobre a compra de Pasadena, com a omissão das cláusulas e tudo mais. Será que Dilma poderá continuar alegando que não tinha conhecimento, já que era Presidente do Conselho até 2010? Nada mais contínuo do que o novo governo Dilma, que afirmava que o Brasil queria mudar por mudar, sem motivos. Tem um vídeo que circulou na campanha. Para quem está surpreso com o descumprimento de compromissos assumidos na campanha, ele mostra Dilma desmentindo em um dia o que fez e disse no outro. A trilha sonora é de primeira! Desejo a todos um excelente final de semana!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sobre Suzane e Elize

No melhor estilo tablóide, recebemos notícias de Suzanne Von Ritchthofen e de Elize Matsununga. Com matérias repletas de detalhes publicadas em quase todos jornais e revistas, a intimidade das duas foi aberta para conhecimento do público. Não sendo suficiente, o irmão de Suzane, celebridade por conta de uma fatalidade e não por anseio, foi contactado para expor sua opinião sobre a coversão e estado civil da irmã. Obviamente, ele recusou. Era um menino quando tudo aconteceu, que enfrentou situações e sentimentos que provavelmente o abalaram profundamente e mesmo assim, refez sua vida longe dos holofotes. Qualquer opinião ou sentimento que ele tenha, pertencem a ele e somente ele sabe exatamente a profundidade e as marcas deixadas por tudo o que passou. Tudo o mais é apenas curiosidade mórbida e ninguém tem por obrigação satisfazer este desejo.

Com relação a Suzane, nada pode ser reparado. Os pais se foram, os irmãos estão presos, a família dos irmãos enfrenta as consequências dos atos, sua própria família a deixou e o futuro promissor da menina se foi. Ela é agora é uma mulher que há doze anos cumpre pena, que amadureceu no sistema prisional brasileiro, que é o braço do Estado para correção e recuperação do detento. O que ela tinha dentro de sí e o ambiente mudaram ainda mais a pessoa que ela foi um dia. Se há justiça possível para um caso como este, ela já foi aplicada. O resto é com ela, que tem que conviver diariamente com as conseqüências de seus atos.  Com relação à Elize, o julgamento não foi marcado, mas dificilmente sairá de lá a tempo de acompanhar o crescimento da filha e reparar as relações familiares. O estigma de seu ato a acompanhará por toda a vida e afetará quem quer que conviva com ela.

As duas cumprem suas penas em Tremembé. Podemos pedir punições rigorosas com todos agravantes que a lei permite, podemos nos horrorizar diante dos atos cometidos, mas o fato de serem presas não nos dá o direito total sobre a pessoa ou sobre a intimidade das duas. Elas não são nossa propriedade. O que acontece dentro de um presídio é de nosso interesse sim, quanto à situação, segurança, condições de higiene e programas aplicados para a futura reinserção, principalmente se após o cumprimento da pena de fato estarão  aptas a viver em sociedade como pessoas produtivas e sem apresentar riscos à sociedade. E é importante também saber se há condições de segurança para que este convívio possa ser restabelecido, principalmente no caso de Suzane.

Com relação à intimidade e a dinâmica dos relacionamentos desenvolvidos dentro de um presídio, penso que a divulgação é uma violação do direito delas. O nosso escárnio, nosso preconceito, e as sátiras produzidas em cima da série “Orange is the new black” as ajudará em que medida?  O que a filha de Elize fará com esta informação? As relações, a dinâmica dentro de um presídio  dizem  respeito a elas e a mais ninguém. Não podemos confundir o cumprimento da lei e das penas com vexação contínua. Se um necessariamente complementa o outro, porque a hipocrisia em não adotar a pena de morte? Porque a morte moral é  tão dolorosa e definitiva quanto à física.

Se uma de nossas maiores preocupações é a reinserção do preso na sociedade e no mercado de trabalho, matérias deste tipo ajudam em quê? Certamente, aumentam o preconceito e diminuem as oportunidades pessoais e profissionais. E que ninguém confunda o respeito à intimidade com chancela dos atos ou defesa por penas menores.  O que me incomoda é saber se isto tudo era realmente necessário ou não.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Gestos concretos

Para quem acompanhou o dia a dia da eleição mais concorrida dos últimos tempos, era evidente que ao final restaria um país dividido e polarizado. Após uma campanha repleta de mentiras,  utilizando a tática da desconstrução moral,  manipulação das massas,  de dados e escândalos diários, este é um dos resultados previsíveis. O outro, arrisco a dizer, será a completa desmoralização do Governo, que mesmo que passe por uma transformação damasquina,não será capaz de convencer os eleitores de Aécio que eles falam a verdade e que suas ações tem como objetivo o bem maior. É difícil levar a sério e dar credibilidade a quem usou e abusou da máquina administrativa, manteve um nível  de debate baixo, dedicou-se ao vale-tudo, fez vários discursos populistas e polarizadores e tem o armário repleto de esqueletos, além da nítida inferioridade demonstrada nos debates perante o candidato adversário. Fica a pergunta:  Se era capaz de fazer melhor, por que não fez antes? E como conhecemos alguém por suas atitudes e não por suas palavras, é surpreendente o discurso de Dilma no dia das eleições. Ignorando totalmente os números da votação, em nenhum minuto sequer citou a oposição, sem saber que ignorando a oposição, ignorava também quase 49% da população. Sábio é o homem que aprende com seus erros, o que obviamente não é o caso.

Diante disso, além da indiscutível posição de líder da oposição com um imenso capital político, os olhos do país seguirão Aécio durante estes quatro anos. Em conjunto com Serra , Álvaro Dias, Aloysio Ferreira e Anastasia no Senado, eles podem virar o jogo em muitas ocasiões, além de assumirem o papel de porta-voz da população. Uma das maiores vitórias que Aécio conseguiu nesta jornada foi a mobilização de pessoas que se manifestaram nas redes sociais e em outros meios. Há grupos que reúnem mais de 100.000 pessoas, de todas as partes do país. Importante agora é não deixarmos esta mobilização acabar. A militância pelas redes sociais é positiva, tem visibilidade e é extremamente confortável. Afinal, você manifesta sua opinião apertando o botão “Curtir” ou compartilhando algo que você concorda ou discorda integralmente. O que precisamos fazer é a política viva de todos os dias, é exercermos nossa  cidadania, que necessita de gestos concretos, dentro da lei. É colocar limites onde há pessoas que não enxergam nenhum. É fiscalizar a ação de nossos políticos, sendo de governo ou oposição, zelar pelo nosso patrimônio, zelar pelo nosso meio ambiente, fiscalizar os gastos e saber onde nosso dinheiro será aplicado. Precisamos sair de nossa zona de conforto e temos instrumentos para exercer nossos direitos, como a Ação Popular, garantida pela Constituição e que permite a qualquer cidadão propor ação sem ônus em caso de sucumbência para proteger aquilo que é nosso.

Além disso, ao invés de publicarmos posts contra os nordestinos é preciso punir aqueles que criaram o caos, afirmando que o voto em Aécio faria com que os beneficiários do Programa Bolsa-Família perdessem seu benefício. Mesmo que a punição venha através de multa, é preciso que estas pessoas sejam punidas, pois vários crimes foram cometidos. Segundo o Código Eleitoral, esta conduta pode ser enquadrada em alguns artigos como Coação ou Ameaça (Art. 301) ou Divulgação de fatos inverídicos (Art.326). Além disso, o cadastro de beneficiários dos programas sociais pertence ao Governo e não a um partido político. É preciso investigar estes acessos, pois uma das responsabilidades do Governo é a guarda destes dados, como forma de proteção destas pessoas contra golpes e mesmo formação de cadastro para fins diversos por pessoas inescrupulosas. Há uma petição circulando na Internet pedindo investigação por parte da Procuradoria Federal Regional do Rio Grande do Sul  sobre a conduta da ex-ministra Maria do Rosário, que disponibilizou seu comitê para prática deste tipo de telemarketing. Vamos lembrar que quando houve mudança no calendário do Bolsa-Família e houve corrida em direção aos bancos, foi a esta pessoa que acusou os partidos de oposição de semear boatos.

Não vamos nos dispersar, vamos participar! Há várias frentes em que podemos atuar para fazer deste um país melhor e mostrar que a sociedade está vigilante, impondo limites. Vamos atuar, através de gestos concretos, sem baderna, sem quebra-quebra. Como eu disse no meu post anterior, esta é a hora mais escura da história da República e nosso país nos chama. Não podemos achar que alguém fará isto por nós, como por exemplo quando acaba a luz em seu bairro e você tem certeza absoluta que alguém já ligou para a companhia. Cada um deve fazer sua parte!

domingo, 26 de outubro de 2014

A hora mais escura

Com 97% das urnas apuradas, a candidata Dilma Rousseff garante sua reeleição. Os brasileiros conseguiram um feito: eleger a pior candidata que fez o pior governo desde o início da República. A constatação não é feita tendo como base uma opinião, mas sim fundamentada em fatos. Com uma campanha baseada em mentiras e que lançou mão de todos os artifícios possíveis e inimagináveis eis que o povo brasileiro sela seu destino e caminhamos para a hora mais escura de uma noite que teima em não chegar ao fim.

Sem prometer nenhuma mudança, sem apresentar um plano de governo claro e direto, mas permeado de ameaças, sai vencedora da eleição para entrar em um arriscado segundo mandato onde há a ameaça real de Impeachment dependendo dos desdobramentos da Operação Lava-Jato e de investigações sobre o uso da máquina administrativa na campanha eleitoral, como por exemplo o caso dos Correios. Além disso, havendo aumento de despesa com pessoal decorrente de seu Decreto  presidencial, há a concretização de Crime de Responsabilidade.

Receberá um país que se dividiu entre regiões não por problemas históricos ou crises reais, mas como resultado de suas próprias ações para vencer a qualquer custo as eleições. Receberá também um Congresso com uma oposição mais fortalecida e se antes governou como uma czarina dos tempos modernos, a história agora será outra. Merecedora de desconfiança por parte dos investidores internacionais e de descrédito por parte de outros países que poderiam ser parceiros estratégicos na retomada do crescimento, fica a certeza que continuará a negociar com Venezuela e Cuba  e provavelmente continuará a investir recursos que são dos brasileiros em nações estrangeiras escolhidas de acordo com sua ideologia. E como conseqüência, para coroar sua vitória onde não prevaleceu o mérito e sim os desmandos, ganhou a antipatia, desconfiança e vigilância acirrada de 49% do eleitorado brasileiro. Se terminará seu mandato, apenas o futuro poderá dizer.
Em suas mãos estão a chave do cofre do Tesouro Nacional , das empresas e bancos públicos. Cúmplice dos desmandos e desvios, segue o brasileiro a reclamar. Merecedor de sua sorte, das políticas de rompante,  das nomeações de cunho político de cargos,  que permitiu a apenas um homem desviar bilhões da Petrobrás e amealhar milhões de dólares em contas no exterior, segue o brasileiro a triste sina de outros países da América Latina, que elegem seus governantes em troca de esmolas e assistem passivamente ao enriquecimento de poucos.

O que é verdade é que entramos na época mais sombria da História do Brasil depois da ditadura, por opção de uma maioria que acredita que R$ 77,00 mensais são suficientes. Ventos fortes virão e precisaremos ver o que ficará de pé. Mas que a companherada não pense por um segundo que o resultado das urnas os deixa livres para fazer o que quiser. Não conseguimos mudar o governo, mas mudamos nossa atitude. Não estamos sós, temos voz e representação, através dos homens que nos representam neste Congresso e ela será ouvida por bem, dentro do processo democrático ou nas ruas, no exercício de nosso dever de cidadania.

Grandes expectativas

Acabo de recepcionar minha tia e avó, que viajaram por seis horas e amanhã viajarão por mais duas para votar em Aécio Neves. Meus primos, que vivem no estado do Mato Grosso se empenham em ações e campanhas nas redes sociais. Amigos no exterior já se preparam para viajarem por horas para votar também em Aécio. Conversando com cada uma destas pessoas, há convicção que com ele há de se iniciar um novo tempo, com justiça, eficiência, dedicação e capacidade. Para muitos amigos, é o final de uma longa noite escura.

O que nos move ? Muitos são movidos pela indignação, pelo descaso e usurpação da coisa pública, por terem certeza que há muitos Paulo Roberto Costa ainda operando livremente nos corredores do governo, fazendo negociatas e construindo um patrimônio invejável,  às custas das empresas públicas  e impostos pagos pelos contribuintes,  à parca remuneração de fundos como o FGTS que devolve ao trabalhador na hora de necessidade ( desemprego ou doença) um capital que recebeu rendimentos de 3% ao ano, taxa muito inferior à inflação registrada no período e que é utilizado para empréstimos escusos à empresas que poderiam captar recursos em outras fontes e a governos estrangeiros. O cansaço com o  descaso e má-administração de obras e programas que jogam no ralo dinheiro que poderia ser melhor aplicado em outros setores da economia ou que, ao não serem utilizados,  diminuíssem o rombo das contas públicas. Fartos de ler todos os dias nos jornais notícias sobre corrupção e desvios, de saber que seu governo conta com 39 ministérios ineficientes, que as diretorias de bancos e empresas públicas estão tomadas por pessoas incompetentes em cargos estratégicos. E outros tantos pela revolta que decretos e projetos de regulamentação despertam ao criar novos núcleos que usurparão prerrogativas que cabem ao judiciário e ao poder legislativo e cercearão a liberdade de imprensa.

Vivemos uma longa noite de cobriu o Brasil por doze anos, mas que teve os seus piores momentos nos últimos quatro anos. Temos grandes expectativas com a mudança. Desejamos que todos estes casos sejam devidamente investigados, que os negócios lesivos à coisa e ao patrimônio público sejam cancelados. Que os empréstimos escusos sejam pagos. Que todos os atos perniciosos, de má-fé ou não sejam devidamente documentados e que o público tome conhecimento de tudo, do prejuízo total para que nunca se repita um erro destes. Que todos os camaradas que estão em cargos comissionados sejam defenestrados, que se preste mais atenção ao candidato e menos no marketing envolvido. Que nunca mais na história do Brasil se faça uma campanha eleitoral mentirosa como foi a de Dilma e que não se use os menos afortunados como massa de manobra  acabando por serem vítimas de campanhas de terror mentirosas e ardilosas. Que as negociações com o Congresso sejam pautadas por idéias e ações e que nunca mais se pague em moeda ou em cargos por projetos que são do interesse do povo.

Que todos saibam que a mesma energia gasta nas redes sociais para denunciar e apoiar candidatos será usada para acompanhar de perto as evoluções de negociações no Congresso. E que os membros do Legislativo que assumirão seus cargos em janeiro saibam que este é um movimento irreversível. Que sabemos que os desmandos na Petrobrás se iniciaram para atender demandas de partidos e que os frutos da pilhagem foram divididos entre os mesmos partidos. Que queremos punição exemplar para os responsáveis e o devido ressarcimento aos cofres públicos daquilo que pertence aos brasileiros. Que daqui a poucas horas, quando as portas dos locais de votação se abrirem , que será o início uma nova era política no Brasil, onde o Governo será pelo povo e para o povo e não para responder aos anseios e saciar a ganância de poucos.

sábado, 25 de outubro de 2014

Verás que um filho teu não foge a luta


E de fato não fugiu e já assegurou seu lugar na história ao enfrentar uma campanha política repleta de mentiras, com coragem e determinação e tendo em vista o objetivo maior do processo. Por ter conquistado pouco a pouco os eleitores e ter se comovido coma realidade e a confiança que as pessoas depositaram sobre seus ombros. Por ter enfrentado uma maratona de debates determinado a mostrar suas propostas e por provar mais uma vez ao Brasil que é o melhor candidato a Presidente. Do início ao fim, abrindo com a pergunta que todos querem fazer sobre a matéria publicada na Revista Veja em que o doleiro Alberto Yousseff afirma que Dilma tinha conhecimento sobre os desvios na Petrobrás e encerrando lembrando as palavras de São Paulo, Aécio demonstrou brio, coragem e nervos de aço, diferente de sua oponente, com sua fala confusa e aparente descontrole emocional,  que deixou perguntas sem respostas. Destaco aqui a pergunta sobre o Porto de Cuba e o empréstimo nebuloso, com garantia aceita em peso cubano e prazo de pagamento de 25 anos. Para quem não sabe, 1CUP ( Peso Cubano) vale R$ 2,4712.

Durante o debate Dilma ouviu que não conhecia o funcionamento do Congresso Nacional, que a crise hídrica em São Paulo é resultado da pior seca em décadas e  que o impacto poderia ser menor se houvesse ajuda do Governo Federal através da ANA – Agência Nacional de Águas. Neste ponto, Aécio disse que o apoio provavelmente não veio porque a agência está cheia de companheiros, uma vez que um de seus diretores foi indicado por Rosemary Noronha e agora está preso. Citou dados dos 39 ministérios, lembrou que Dilma não aparece no Palácio do Planalto há trinta dias e perguntou quem está governando o Brasil. E em resposta a uma pergunta de uma eleitora indecisa sobre corrupção declarou que uma das maneiras de livrar o Brasil desta prática é tirando o PT do poder.

Mais uma vez, Dilma fundamenta seus argumentos em fatos ocorridos há 12 anos atrás, em tempos diferentes de um governo que enfrentou 07 crises econômicas. Ao citar os casos dos escândalos ocorridos nos governos tucanos, Aécio respondeu o óbvio: Durante 12 anos ela esteve sentada na mesa e tinha acesso à gaveta, deveria ter mandado investigar se achava que as investigações na época não eram suficientes. Ela respondeu que o Ministério Público arquivou os casos, mas esqueceu-se que o Ministro da Justiça poderia ter pedido a reabertura das investigações e que se  houvesse surgido novos indícios que confirmassem as suspeitas, caberia ao MP decidir pela reabertura dos casos. Se não o fez é porque nada havia de concreto para dar andamento aos casos e que cesse aqui o uso eleitoreiro destes processos de uma vez por todas. O passado que interessa ao Brasil discutir é o que abrange os doze últimos anos, principalmente os quatro finais.

Justíssima a afirmação de Aécio de que aquele que se preocupa com o passado não enxerga o presente e não tem futuro. Aos eleitores indecisos, é impossível que se leve em conta estes argumentos, uma vez que a época e os recursos eram diferentes. Ainda não tínhamos passado pelo crescimento das exportações que durou até 2011 e não se tinha dinheiro em caixa para estes projetos. Se há dúvida, que prevaleça a resposta clara e direta, propostas e não a discussão vazia do passado, que é imutável;  mas que tenhamos em mente que o presente pode ser mudado e o futuro é construído a partir de nossas decisões atuais.

Faço minhas a palavras finais de Aécio. No domingo, votarei em Aécio com a consciência tranqüila em estar fazendo a melhor escolha pelo meu país e pelo futuro de meus filhos e também travei o bom combate, falei a verdade e mantenho a fé em um futuro melhor.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Mata no peito, Aécio!

Campanha chegando ao fim, dia do último debate entre Dilma e Aécio.  Depois da saraivada de mentiras e de uma campanha nada “republicana”, em que na reta final comitês e empresas de telemarketing foram usados para propagar mentiras sobre o fim do Bolsa Família e sobre Aécio Neves, me pergunto o que sobrou de artilharia para este debate para Dilma. Gostaria de salientar que no caso das ações de “marketing odioso” utilizados contra Aécio e contra os beneficiários, foram utilizados dados cadastrais destas famílias, que pertencem ao Governo Federal e que não são um   mailing do PT. Estas ações, mais que provadas pelo número de denúncias e de mensagens que estão circulando por aí, certamente servirão de base para processar a candidata por crime eleitoral. Candidata sim, porque uma Presidente nunca sequer cogitaria em misturar o público com o político de forma a divulgar dados pessoais e expor estas pessoas à riscos futuros. Afinal, não se coloca apenas a faixa e assassina-se o português ao tomar posse, mas também há o comprometimento em honrar a Constituição Federal.

Espero que a Equipe de Aécio tenha feito um levantamento cuidadoso de todas as mentiras propagadas pela candidata, que tenha elaborado uma relação dos crimes cometidos no decorrer desta campanha, que ele não tenha um minuto sequer de hesitação em falar o que milhões de brasileiros querem falar para Dilma. Que mais uma vez ele seja a voz dos que não tem como se expressar, que ele personifique a indignação do brasileiro e que ao final não sobre nada além de uma mulher de meia idade que é chamada à razão pelos atos que cometeu e que teve inúmeras chances de provar que todos estavam enganados,  de rever suas atitudes,mas que se preocupou mais com a próxima mentira.

Espero que Aécio nem por um segundo se preocupe com o tom, com a agressividade e com outras tantas coisas que se falou durante esta campanha. Eu mesma publiquei um post pedindo para que os candidatos focassem no debate político e eis que a postura de Aécio no debate da Record passou a ser explorada como fraqueza. Que ele na se acovarde, não se cale, que não deixe nenhuma pergunta sem resposta e que cobre todas as explicações que temos direito.

Fica aqui meu pedido: Mata no peito, Aécio! 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Derrota moral

Independente do resultado destas eleições, Dilma sairá derrotada moralmente e creio que eleitoralmente também. Pelas minhas pesquisas, Aécio já ultrapassou Dilma há muito tempo. Infelizmente, assim como eu e as pessoas que participaram dos atos de apoio a Aécio ontem ( só em São Paulo compareceram 10.000 pessoas), ninguém foi ouvido pelos institutos de pesquisas. O noticiário da noite está repleto de inserções comerciais dos candidatos e a campanha de Dilma sem pudor nenhum em cada um deles. Sabe-se que os dados oficiais estão represados para evitar contaminação no resultado das eleições e que diante da crise de credibilidade pela qual passa o IBGE, seus dados não são muito confiáveis. As manchetes dos jornais são contraditórias. Hoje, no mesmo jornal estampava-se que o índice de desemprego era de 4,9% e logo em seguida vinha outra matéria apontando que a industria demitiu 59.000 pessoas em Setembro.

As mentiras de Dilma, que é importante lembrar que é a Presidente da República ferem a credibilidade dela e este efeito será de longo prazo e tirando o gancho marqueiteiro de João Santana, é um comportamento leviano, como disse Aécio. O triste aqui não é Aécio, um homem,  ter dito, mas sim que é verdade. E é verdade também que estes comportamentos são indignos de uma presidente. Como também são indignos o conhecimento das ações e das pessoas corruptas que atuaram em seu governo, a prepotência, a precipitação em tomar atitudes, a forma desonrosa que tratou estados como o Paraná, na época das enchentes, que demorou a receber auxílio na hora em que mais precisava porque o governador era de outro partido, o terrorismo que tem feito com os beneficiários do bolsa-família, as obras inacabadas e inauguradas várias vezes, o desrespeito com o patrimônio público, o descontrole nos gastos, os investimentos de dinheiro que pertencem aos brasileiros em portos e obras em países como Equador, Venezuela e 
Cuba, as maquiagens nas contas públicas, a perda de leitos em hospitais pelo SUS trocada por atendimento feito por médicos cubanos, os desvios bilionários da Petrobrás, que jogava dinheiro nas contas de Alberto Youssef no mesmo dia, mas faz três semanas que os salários dos trabalhadores de Abreu e Lima estão atrasados, a divisão de cargos comissionados entre companheiros. Desumano é tratar a crise de abastecimento de água, causada por uma seca que nunca se viu no Brasil, como problema do Geraldo Alckmin, sem nada fazer para amenizar os estragos de tamanha tragédia. E o que está acontecendo no Sudeste inteiro, no Rio São Francisco, e esta população Presidente? Enfim, Dilma provou que não serve para o cargo não uma, mas várias vezes.

Para desespero geral, em todas as entrevistas que dá fica claro que ela não mudará nada e que as medidas que tomará para combater a inflação “não serão ortodoxas”, sabe-se lá o que isto quer dizer. A base de apoio é a mesma, as pessoas são as mesmas. O que sabemos com certeza é que a imprensa será regulamentada, porque não sabendo o que acontece, não há o que reclamar. Interessante também é o comportamento dos eleitores. Mesmo sabendo que a corrupção não está delimitada à Petrobrás, vide o escândalo da Labogen empresa também de Youssef que estava atuando no Ministério da Saúde, ainda presta atenção no que ela  tem a dizer. O eleitor de Dilma está pagando em duplicidade pelos prejuízos presentes, passados e futuros. Se estragassem só sua  vida, ninguém poderia dizer nada,mas e a dos outros? E as vitimas diretas destas ações, os que deixam de ter acesso à saúde, educação, moradia e segurança? E os que recebem dentadura para aparecer em campanha eleitoral?


Derrotada moralmente, sem credibilidade nenhuma em grandes regiões do país e com uma oposição fortalecida. Motivo de constrangimento internacional para o país e também sem credibilidade para negociações externas e para atrair investimentos. Se vencer, ainda terá que enfrentar as denúncias de crime eleitoral e os desdobramentos das investigações da CPI Mista da Petrobrás. Hoje já há material na imprensa afirmando que tanto Dilma como Lula sabiam de todos esquemas na Petrobrás e outras denúncias que parte deste dinheiro irrigou a campanha eleitoral de 2010. Sua posição como Ex-Presidente do Conselho Administrativo da Petrobrás não facilitará as coisas para ela. Como eu disse antes, tem uma nuvem que cresce na mesma velocidade de sua ascensão nas pesquisas eleitorais, que é o Impeachment caso seja eleita. Tempos difíceis para um país com instituições fragilizadas e com pessoas erradas em altos cargos. Você está preparado para isto?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O que virá e o que restará

Há um erro histórico na formação do brasileiro que se agravou com os governos populistas e incluo aqui  os governos petistas. Nascemos acreditando que o governo tem uma responsabilidade infinita conosco. Não somos incentivados a caminhar rumo às conquistas individuais, muito pelo contrário, empreendedorismo é confundido com ganância, é feio. Este é um dos fatores que emperram o reconhecimento do mérito e do talento. Confunde-se pobreza com humildade, quando elas podem ser mutuamente excludentes. Tivemos um presidente que foi o ” pai dos pobres” e  Dilma foi nomeada por Lula como a “mãe do PAC”.

Jogamos nas costas do Governo, seja em que esfera for a responsabilidade por nosso bem-estar, que por sinal consta lá em nossa Constituição. E segundo Dilma, as políticas tem que ser populares pois se não forem, estão erradas. Se não chove? Culpa do Alckimin, mesmo que a seca esteja atingindo a região Sudeste inteira! E o pior é que Dilma, a Presidente da República confirma, por que é conveniente para ela que esta afirmação ridícula seja propagada em tempos de eleição. Os ricos do Sudeste ( aparentemente nasceram assim ou temos um sistema de castas que se baseia na posição geográfica do estado a que se pertence) odeiam os nordestinos. E mais uma vez, esta senhora que ainda é a Presidente da República confirma e propaga uma bobagem, que afetará milhões de pessoas por anos porque é conveniente. Se houver mudança de governo, todos programas sociais serão cancelados, não importando o sofrimento que uma afirmação dessa cause a quem pouco tem. No final,  pelas ações, quem odeia quem? Os que afirmam que na área dos programas sociais nada mudará ou os que jogam com o medo da miséria?

E o que dizer de alguns veículos de comunicação que fazem campanha aberta, de olho em contratos com o Governo? Eles realmente se importam com a situação do povo brasileiro ou estão vendendo uma mentira a troco de bananas? Qual é o bem maior que defendem? Sabe-se que as coisas terão que mudar, que os preços represados terão que ser reajustados pela própria solidez da Petrobrás que hoje teve sua nota de investimento rebaixada. Sabe-se que todas as contas importantes estão com déficits bilionários e sabe-se também que uma das primeiras medidas do Governo Dilma, se reeleita será regulamentar a liberdade de imprensa. Qual é o bem maior que estas pessoas estão defendendo com unhas e dentes?  Se eu fosse assinante ou anunciante de um destes veículos de comunicação cancelaria minha assinatura e meu contrato, não pela posição política, pois respeito as convicções alheias,mas pelas mentiras e manipulações que estão estampadas todos os dias e porque como já disse, não há diferença nenhuma entre o papel que estão se prestando e qualquer um dos acusados de corrupção que estejam na Papuda ou em Curitiba. E citando Reinaldo Azevedo, que país  Dilma espera governar depois destas eleições? Será que ela acha que tudo será paz e amor, que não haverá conseqüências depois de tantas mentiras, tanta sujeira ventilada?

Boa parte da população brasileira que está a confundir alho com bugalho, agem como a cigarra da fábula. Ventos fortes virão de fora e se a hora de mostrar fibra e coragem é esta, pobres cigarras! Haverão formigas suficientes? Governo não é pai, governo não é mãe. Aliás, um pai e uma mãe preparam o filho para a vida e depois os erros e acertos são dele, porque com o governo é diferente? Um governo tem que ser eficiente, tem que gerir os recursos de um país de forma responsável. Nem sempre as medidas serão populares, mas elas devem garantir o direito adquirido, a saúde, segurança pública e educação. Governo sério é aquele que trata seu cidadão com respeito, que sabe zelar pelo dinheiro recolhido com uma alta carga tributária e aplicá-lo em seu país, em melhorias contínuas de serviços e obras e não sai por ai pegando este dinheiro e fazendo empréstimos e patrocinando obras, de maneira escusa, em países que pouca ou nenhuma relevância tem para o brasileiro, sem qualquer expectativa de retorno.Governo sério e bom é aquele que não mente para seu cidadão ou busca formas de impedi-lo de conhecer a verdade. Governo sério e bom é aquele que age com justiça, sem semear pânico desnecessário em famílias que convivem com a miséria, sem pregar divisões baseadas em oportunismo político. Governo bom é aquele que não atrapalha a iniciativa própria, ganhando cerca de 30% em impostos daquilo que foi produzido sem nada fazer e muitas vezes atrapalhando. Governo bom é aquele formado por pessoas honradas, que não insistem em buscar ganhos nos descaminhos da Administração Pública.

É pelas ações que conhecemos a verdadeira natureza das pessoas e a que tem se mostrado nesta campanha, por parte do atual Governo é péssima. Filhos querem se orgulhar dos pais, cidadãos, dos governos. Infelizmente, não temos nada para nos orgulharmos. 

domingo, 19 de outubro de 2014

A natureza de cada um



Um elefante e um escorpião estão à beira de um rio e precisam chegar ao outro lado. O escorpião pede que o elefante o leve em suas costas, mas o elefante, temeroso , pergunta ao escorpião como ele pode confiar nele, já que sua picada é fatal. O escorpião ri da preocupação do elefante e garante que não fará mal algum ao amigo de ocasião. No meio da travessia, o escorpião pica o elefante, e este, sentindo a morte chegar, pergunta por que o escorpião fez isso uma vez  que os dois vão morrer. O escorpião responde que é sua natureza. Este é o plano do PT para os últimos debates da campanha.

Cada um de nós tem sua natureza, sua essência. Muitas vezes conseguimos ocultá-la sob camadas de educação e civilidade, mas ela está lá, quando menos se espera, ela eclode. Assim, pode-se dizer que está na natureza da pessoa mentir, usar as pessoas conforme sua conveniência, abusar bem como também fazem parte da natureza de cada um amar, ser leal, ser fiel e por aí vai. Quando conhecemos alguém novo em nossas vidas, às vezes vemos esta pessoa sob o nosso prisma. Quando tomamos contato com os defeitos, muitas vezes pensamos que podemos mudar a pessoa, só que esquecemos que aquilo que é intrínseco à sua personalidade, ou seja, sua natureza, é imutável.

Acreditar portanto, que o PT e Dilma farão um novo governo regido pelo respeito às instituições, ao processo democrático, à pessoa e ao patrimônio público é quase um desperdício de emoção. Acreditar que campanha de Dilma preservará o foco do debate em políticas e idéias é ignorar sua real natureza. Esta semana em especial foram feitas várias denuncias de irregularidades cometidas por membros e pela Coordenação de Campanha de Dilma. Para quem ficou chocado com o uso descarado dos Correios na distribuição gratuita de material de campanha, é de estarrecer  as denúncias e a exibição de uma gravação que prova que a deputada eleita e ex-ministra Maria do Rosário tem uma equipe de telemarketing ligando para pessoas que recebem o Bolsa Família para alertá-los que caso Aécio e Pedro Ivo vençam elas perderão o benefício. O detalhe: para ligar para estas pessoas eles estão utilizando a base de dados do sistema! E ao que tudo indica, semelhante afirmação tem sido feita por candidatos já eleitos em outros estados.  Espero francamente que, uma vez diplomados, tenham seus mandatos cassados imediatamente por crime eleitoral. Ontem, na Avenida Paulista em São Paulo, era projetada na fachada de um prédio uma apresentação que desconstruía a imagem de Aécio Neves. E desde ontem há denúncias falaciosas envolvendo o ex-senador Sérgio Guerra e o PSDB como beneficiários dos desvios da Petrobrás. Interessante é que no caso do ex-senador há uma declaração que ele recebeu R$ 10 milhões para barrar a CPI da Petrobrás de 2009. Mais interessante ainda é que a CPI em questão tinha a participação de apenas três senadores da oposição, o que tornaria a tarefa impossível. Além disso, os senadores oposicionistas elaboraram 84 requerimentos pedindo apresentação e quebra de sigilo bancário além de intimações à testemunhas. Mais de 70% dos requerimentos foram rejeitados pelo relator, Romero Jucá do PMDB.

Ontem Dilma admitiu que houve desvios na Petrobrás, hoje com certeza usará estas denúncias no debate com Aécio Neves,  que ao que tudo indica, será nuclear. Ontem também foi publicado que a campanha de Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil, Senadora eleita e licenciada do cargo para a disputa do Governo do Paraná,  recebeu R$ 1 milhão do esquema de Paulo Roberto da Costa. Esta denúncia precisa ser investigada com atenção redobrada pois se falsa causará um  prejuízo moral e político imenso à Gleisi;  porém se verdadeira,  será preciso  averiguar também algumas  denúncias feitas por André Vargas que trabalhou no início da campanha como coordenador. E para além do debate, em caso de vitória de Aécio Neves, será preciso investigar a fundo os contratos firmados com alguns grupos de comunicação para divulgação das peças publicitárias do Governo.  Ao que parece, eles são o motivo por trás de algumas publicações e denúncias nesta última semana. Pelo empenho demonstrado e risco assumido, certamente tem algo de podre aí.

E para terminar, a Petrobrás será investigada nos EUA pela SEC – Securities and Exchange Commission para verificar se a Petrobrás infringiu a legislação americana anticorrupção e se houve prejuízo aos acionistas. Caso fique comprovada a infração e o prejuízo,  a Petrobrás será penalizada e seu Conselho Administrativo também, do qual Dilma fez parte até 2010. Mais uma boa notícia para a Presidente-Candidata. Dificilmente ela poderá dizer que não sabia de nada e sair impune.

sábado, 18 de outubro de 2014

Seu lugar na História

Quando Lula tomou posse, meu pai , um homem endurecido pela estrada e pela vida, que cursou até a 6º série do ensino fundamental, chorou.  Viu em Lula um pouco de sua história, um homem do povo que governaria para o povo, sem esquecer de onde veio, com justiça e ética. Em 2006, abalado pelo Escândalo do Mensalão,  votou em Alckimin e em 2010 fez campanha entre os pacientes da hemodiálise por José Serra.

Lula poderia ter deixado um legado nobre, mas se desviou do caminho, se embebedou com o poder, passou a ter comportamentos indignos de sua história e sem compromisso nenhum com a seriedade e o impacto que suas falácias tinha sobe os mais simples. Ainda me lembro de um senhor, que de seu tinha seu carrinho de jardineiro, em idade avançada e ainda trabalhando, dizendo que determinado fato não poderia acontecer porque o Lula não ia gostar. Mais do que espanto que nos causa declarações ingênuas como esta, dentro do jogo sujo do poder que boa parte dos políticos brasileiros gostam de praticar, me comovi com a esperança que foi depositada sobre os ombros de Lula. Qualquer pessoa que tenha sobre si um peso desses, trabalharia de corpo e alma para responder aos anseios dos que não tem voz, para transformar esperança em realidade, para materializar em direitos aquilo que é dado conforme a conveniência.

Lula passou a fazer discursos falaciosos e maliciosos. Tendo em uma das mãos a fé que estas pessoas depositavam nele, passou a pregar, no melhor estilo de Coronel dos livros de Jorge Amado, a separação de classes. Agora, não sendo suficiente, prega o ódio à regiões inteiras do país. Não contente em ter chegado lá, quis deixar claro que o Coronel tinha tanto poder que bastava seu apoio e qualquer um, como Dilma gosta de afirmar, poderia ser presidente. E foi assim que ele catapultou à Presidência, uma pessoa de competências questionáveis, que vai deixar como herança aos brasileiros, um governo naufragado em um mar de lama e que, semelhante às czarinas, decidiu aconselhada pelo Rasputins de ocasião, os caminhos econômicos e políticas do governo. A cidade de São Paulo tem semelhante fardo para agradecer a Lula e o Estado de São Paulo escapou a tempo. Quero aqui fazer uma observação: Graças a Deus, vivemos em um país democrático onde qualquer um pode ser Presidente, mas como já disse antes, isto não é para todos, tem que ter qualidades e requisitos que o cargo exige; o que evitaria em tese que se desse as mãos e sabe-se mais  o quê  a países e organizações que massacram populações inteiras.

Interessante é que agora ele poderia discretamente apagar a luz e se preocupar com sua herança política, com seu lugar na história, mas bastou uma declaração de Fernando Henrique Cardoso, sua eterna Nemêsis, para que ele juntasse água e óleo, acendesse o fogo e jogasse a mistura na cabeça dos brasileiros. Triste epílogo para uma jornada que poderia ter sido gloriosa, que enchesse brasileiros, como meu pai, de orgulho e não o obrigasse, no final da vida a fazer uma revisão dolorosa de suas crenças. Quando meu pai votou em Lula, acreditou que mudaria o curso da nação, que fazia um bem maior. Acabou desiludido.


Sobre os ombros de Aécio semelhante peso se acumula. Ele é o fiel depositário dos anseios, da esperança e da crença que podemos ser melhores. Que, se eleito for, ele faça de seu período frente à Presidência, uma época de prosperidade, justiça e diminuição das desigualdades. Que ele não se contente em alimentar a miséria, mas como ele mesmo diz, que ajude estas pessoas a superá-la. Que não vejamos em seu governo a triste sina de escândalos diários. Que as riquezas produzidas pelo Brasil sejam de fato transformadas em saúde, educação e serviços de qualidade aos brasileiros. Que ele escolha cautelosamente as pessoas que trabalharão ao seu lado pelo bem que podem fazer e não pelos bens que possam acumular.Que nossos jovens possam dar frutos e não serem abatidos pela violência. Que o Brasil deixe de ser promessa e cumpra seu destino,em direção à  grandeza.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Olhando pelo retrovisor


Depois da pancadaria vem a bonança. Os debates políticos desta corrida eleitoral são classificados como os mais duros das últimas eleições e com razão. Nunca antes na história deste país (!) viu-se tamanho bate boca, que às vezes termina com  um eventual comportamento infantil , como por exemplo: “  Mentiroso é o senhor!”. Mas a verdade é que,  acostumados a fazer sempre as mesmas acusações e insinuações, partindo para a desconstrução moral e política, usando técnicas como dossiês e declarações de imposto de renda  e contando com o comedimento e estupefação alheias  o PT nunca pensou que enfrentaria um oponente que respondesse a altura. Tanto fizeram que encontraram um que não só responde, como questiona e devolve. E fazia tempo que não só os candidatos petistas, mas muita gente precisava ser questionada e relembrar alguns fatos que convenientemente ficaram no passado.

Quem assiste a um debate entre os candidatos à presidência fica em dúvida se o adversário político de Dilma é Aécio ou Fernando Henrique, porque no cadernão de 12 matérias que ela leva nos debates  as acusações são sobre o passado. E para quem viveu naquela época e se lembra como era a vida e como as coisas se encaminharam, sabe-se que tudo o que foi feito foi necessário e adequado dentro das circunstâncias. Acostumados como são a reescrever a história, esquecem-se de que é preciso contextualizar fatos. Acostumados como são a pinçar frases soltas e partir para o ataque, como bons engenheiros de obras prontas, esquecem-se de que a frase fazia parte de uma história maior em um tempo diferente. Penso que a maior contribuição de Dilma com esta campanha foi despertar a curiosidade de jovens que cresceram sem saber o que é uma hiperinflação a pesquisar os anos de governo de Fernando Henrique. A opinião deles hoje é bem diferente do que era antes. Graças à Dilma e seu governo que capenga na economia,  FHC hoje goza de respeito e reconhecimento por parte de jovens que cresceram durante os doze anos de governo PT e sabem que Lula não descobriu o Brasil, que teve muita gente que contribuiu para o crescimento de nosso país de forma diferente, em tempos diferentes. Que é preciso saber como chegamos aqui para saber para onde vamos. Neste aspecto, meus sinceros agradecimentos à candidata e a João Santana.

Tendo dito isto, vamos ao que importa. Não queremos saber quem começou a briga,mas quem vai elegantemente terminar os ataques e mostrar a que veio. Queremos ver um debate de idéias, de projetos políticos e sobretudo, de saber onde estaremos daqui a quatro anos. Queremos saber o que nos espera. E antes que comecem as acusações de “quem copiou a matéria de quem”, é importante lembrar que é obrigação moral de um homem público continuar programas que atendam bem à população e que dão resultados concretos, o inverso é inaceitável. Abandonar projetos e políticas em nome de partidos é imoral. Sendo assim, o que funciona e é viável tem que continuar porque o interesse da população está em jogo. E mais importante do que o aspecto pessoal é saber quem é capaz de unir o que a campanha quer separar. Olhar pelo retrovisor neste momento só é bom para ver os acertos e evitar erros. Tudo mais perde a importância. E se você quiser continuar cavando, fica uma pergunta no ar: Onde você estava e o que você fez para evitar os desmandos? Sim, porque Dilma Rousseff passou a existir para o brasileiro a partir do primeiro mandato de Lula. Antes disso,  ela era do PDT.

De qualquer forma, fica um desafio para Dilma: provar que, ao continuar com a mesma base no Congresso e aparentemente com o mesmo plano de governo, ela será capaz de desempenhar um papel diferente, que transforme em realidade nosso desejo por mudanças,  que nos leve a grandeza, com eficiência e ética, com respeito às instituições e à liberdade de imprensa. Será que vai???

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A verdade quer ser vista e conhecida.


Quando era mais nova e o acesso às informações era escasso, fiquei muito impressionada com a história do fogo. Uma coisa tão simples foi motivo de dominação de um povo sobre o outro. Ainda falando sobre minha infância e adolescência,  qualquer coisa que passasse na televisão, geralmente copiada de fórmulas consagradas de programas americanos era um sucesso.  Um matemático era considerado um gênio porque trabalhava com probabilidades e algumas instituições eram referência como fonte de informação e de dados confiáveis.

Assim, um candidato falastrão tornou-se presidente, empresas criaram padrões e lideraram o mercado durante anos, reputações foram construídas. Mas aí veio o controle remoto, a televisão a cabo e a internet. Um admirável mundo novo, que permitiu a democratização do conhecimento e o questionamento de práticas, conteúdos e interesses . Este blog que publico é prova viva disso. E o Google também.

O problema é que muitos não perceberam isso. As informações estão ai para quem quiser acessar. A verdade quer ser vista e conhecida. Basta procurar. Por isso, a prática de alterar perfis na Wikipédia é interessante. Para quem quer saber algo mais a fundo, é geralmente o primeiro endereço que aparece. Não basta apenas mentir e construir uma história, é preciso fundamentá-la. Para espanto de muitos, tem gente que não se contenta com a superfície e vai atrás do que quer. Quer um exemplo?  Esta é a lei que unificou os programas sociais criados pelo PSDB no governo de Fernando Henrique Cardoso e que foram unificados para criação do Bolsa Família : Lei nº 10.836 de 09 de Janeiro de 2004.Regulamento : Conversão da MPv nº 132, de 2003
Cria o Programa Bolsa Família e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Fica criado, no âmbito da Presidência da República, o Programa Bolsa Família, destinado às ações de transferência de renda com condicionalidades.
Parágrafo único. O Programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação - Bolsa Escola, instituído pela Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação - PNAA, criado pela Lei n o 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde - Bolsa Alimentação, instituído pela Medida Provisória n o 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto nº 3.877, de 24 de julho de 2001.
Mais uma vez repito: a verdade quer ser vista e conhecida. Da mesma forma que encontramos todos tipos de informações, sabemos distinguir entre uma porção de blogs e notícias falaciosas, o que foi negociado, o que tem preço, quais são os interesses que permeiam  publicações  insistentes, travestidas de reportagens que andam circulando por aí na reta final de uma das eleições mais disputadas da história do Brasil. E lembro que o interesse de muitos se sobrepõe ao interesses de poucos e que não há diferença nesta prática e o que aconteceu na Petrobrás. Aliás, há uma diferença sim : o preço é menor.

E termino afirmando que é preciso respeitar o leitor. Quem lê reportagens tem acesso a um universo mais amplo de informações, não se contenta com o primeiro resultado. Questiona, quer saber o que está por trás disso, quais são os interesses que estão em jogo. E no ramo de informações, credibilidade é tudo. Uma vez perdida, dificilmente será reconquistada.

domingo, 12 de outubro de 2014

Dia das crianças


Fomos felizes e não sabíamos. Nossa infância teve mais palmeiras e de fato não só escutávamos como víamos o sabiá. Tivemos o luxo de brincar com as crianças da rua e quem tinha a bola ou o brinquedo tinha mais privilégios. Podíamos riscar com o giz “emprestado” da escola a casa de nossos sonhos, a amarelinha, o campo de jogo e o nosso futuro. Televisão só depois da tarefa e do banho tomado ou antes de sair para a rua, afinal criança suja não entrava na sala. Corríamos do cachorro bravo, subíamos em árvores, brincava-se de roda, de corda, de mês. Vez ou outra o vizinho fazia cara feia por causa do barulho das disputas ou reclamava da bola que insistia em cair em seu quintal. E tinha aquele, que ao não devolver a bola, desencadeava a criação e propagação de lendas terríveis. Tempo bom em que éramos crianças até quando escolhíamos deixar de ser, o que acontecia por volta dos quatorze anos e percebíamos isto quando começávamos a criticar os amigos e amigas que ainda brincavam na rua.

Moro em uma cidade do interior, tenho dois filhos cuja infância já foi bem diferente. A televisão acabou sendo a contadora de histórias, disputando espaço com o videogame. Brincaram de “becha” na rua, de futebol, bateram figurinhas, mas tudo sob um olhar muito atento e temeroso. Tinham horário para brincar na rua, ruas determinadas onde podiam ir e uma porção de regras que tinham que seguir. Aos quatorze anos também deixaram de ser crianças, mas não por opção, mas por obrigação,  para se prepararem o melhor possível para a maratona de disputas que os jovens enfrentam,  assim começaram a correr para ir e voltar de cursos, da escola, para fazer trabalhos e esta correria toda os levou a concorrer por uma vaga através do vestibular,  por um curso a mais na faculdade e agora ao mercado de trabalho. A casa ficou vazia cedo e em minha rua não tem mais crianças brincando. Eu as vejo por trás das grades brincando em casa, algumas com um tablet na mão. O barulho que escuto é de músicas estilo “sertanejo universitário” ou “funk” tocando em carros, em horários impróprios.

Fico espantada em ver como as crianças hoje crescem rápido. As meninas de doze anos de hoje equivalem as de dezesseis de ontem. Sabem de tudo, conversam sobre tudo com uma familiaridade espantosa. Embora seus pais tenham mais conhecimento que os nossos, acabam por sofrer prematuramente angustias que para nós seriam quase insuportáveis. A família é diferente, os valores são diferentes, o consumo tem um lugar privilegiado e a sociedade é bem menos paciente e tolerante com a natureza da criança. São quase pequenos adultos, que convivem e repetem comportamentos dos familiares e da televisão, sem filtro e sem amadurecimento. As frustrações são inevitáveis porque o reconhecimento e o sucesso tem que ser imediatos.

O medo da violência e a falta de espaço trazem as crianças para dentro de casa e neste espaço, dividindo o tempo com a escola e dezenas de outras atividades, eles crescem e se preparam para enfrentar o mundo em ritmo acelerado. Não há tempo para ser criança, para aproveitar o mundo que só eles podem ver, é preciso correr, ter e ser. De preferência, sem fazer barulho que é para não incomodar os outros ou os pais, que acabam por ser mais infantis que os próprios filhos, pois eles precisam do “espaço” e do “tempo” deles.