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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 21 de setembro de 2014

Uma chuva leve, fria e contínua


Lentamente o desaquecimento da economia vai se materializando no cotidiano dos trabalhadores brasileiros. Fechamento de pequenas industrias, oferta menor de empregos, comércio em baixa pela queda do consumo e os aluguéis em alta, que há meses vem sendo responsável pela desocupação de imóveis comerciais e industriais. Para os que esperam uma alta com as vendas de final de ano, cautela!  Tudo indica que será um Natal de presentes de preço baixo e que os brasileiros usarão o 13º salário para colocar as contas em dia ou para começar a fazer provisão para o próximo ano.  E para ajudar este cenário, a correção de 4,5% na Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, uma das medidas anunciadas por Dilma com estardalhaço, caiu por terra por inércia de um Congresso cuja maioria está em campanha. Menos dinheiro para o trabalhador, mais dinheiro para o Governo. Com o dinheiro dos impostos pagos pelos brasileiros indo pelo ralo da ingerência e corrupção, chega a ser imoral cobrar 7,5% de quem ganha um salário de R$ 1.787,78.

A valorização dos imóveis dos últimos anos trouxe também um aumento expressivo nos preços dos aluguéis. Embora durante este ano tenha ocorrido uma sensível desvalorização no setor imobiliário que atinge sobretudo novos lançamentos, os aluguéis estão em alta. Em época de corte de custos, muitas empresas estão migrando para cidades menores, atraídas por incentivos oferecidos. Muitas destas empresas já estão indo com quadros menores. Menor oferta de emprego, salário menor. Se pararmos para pensar que a valorização dos salários era o fator principal na discussão sobre perdas salariais frente à inflação ...

E por último vem a correção dos preços controlados pelo governo,que estão represados.  Já foi fixado para 2015 o novo sistema de bandeiras para cobrança nas contas de energia elétrica. Bandeira vede, sem aumento para o próximo mês; bandeira amarela, a cada 100 quilowatt/hora, aumento de R$ 1,50. A Bandeira vermelha significa aumento de R$ 3,00 a cada quilowatt/hora consumido. Se estivesse em funcionamento este ano, a predominância seria de bandeiras amarela e vermelha. Além disso, vem aí o aumento dos combustíveis que
acaba impactando toda cadeia de produção. Para quem ainda tem dúvidas se este aumento é necessário, cheque a cotação do dólar desta semana, que bateu R$ 2,37.

Enfim, vem aí uma chuva leve, fria e contínua que atingirá os brasileiros até 2016. Curiosamente, quem perderá mais são os membros da classe C e D e que são a maioria entre os eleitores de Dilma e Marina. Uma levou a economia do país a este patamar, a outra dá a nítida impressão de não saber o que fazer para melhorar ou conduzir uma política eficaz que pelo menos diminua a duração deste período de vacas magras. Seus coordenadores de campanha entram em contradição em muitas declarações sobre a economia, acabando por refletirem as dúvidas e especulações que o Plano de Governo da coligação deixa, pela pressa em sua elaboração e apresentação, dando margem para interpretações diversas.


Época de incertezas sim, mas alguns fatos concretos já estão aí, para todos verem. Toda vez que você passa diante de um prédio comercial e vê uma placa de vende-se ou aluga-se sem o endereço novo da empresa, significa que jaz ali alguns postos de trabalho. Basta olhar para os lados ou lembrar o que você podia comprar e agora não pode. Se após ler este artigo você ficou preocupado, pense nas pesquisas de intenção de voto que indicam a possibilidade de segundo turno entre Marina e Dilma. Na incerteza, a maioria está dividida entre a continuação da incapacidade e a fragilidade. Mas lembre-se: em um país democrático, cada um é responsável pela escolha que faz e cada escolha tem seu preço. E quem sai para a chuva, no mínimo vai se molhar.

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