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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Fragilidade e desconstrução de imagem


Em algumas ocasiões menos é mais, mas em outras o mais é necessário. Penso que a campanha de Marina é um exemplo perfeito disto. Por mais ataques que tenha recebido, as respostas de Marina  são insuficientes, algumas vezes contraditórias e em algumas ocasiões ultrajantes. Concordo que ela recebeu ataques de Aécio e de Dilma, porém nenhum deles e aqui eu discordo completamente de todos os meios de comunicação, foi mais veemente que os que José Serra e Alckimin sofreram por parte do PT ( vamos lembrar dos dossiês falsos, da violação das declarações de Imposto de Renda da família de Serra, das acusações de querer privatizar a Petrobrás,  dos “Aloprados”), as acusações feitas a Aécio, sendo que algumas delas partiram de dentro de uma prestadora de serviços da Prefeitura de Guarulhos  e finalmente, os ataques que a própria Dilma recebeu em 2010 e agora em 2014. Cada um respondeu como pode ou preferiu se calar. Concordo que todos devem velar pelo nível da campanha, que o foco deve ser o diferencial e as propostas de cada um, mas era esperado que esta campanha fosse a “Mãe de todas as campanhas”. Tenho uma ou duas postagens antigas em que afirmo que não se trata apenas da troca de comando da nação, como se isto fosse algo pequeno, mas trata-se também da desocupação em massa de cargos muito bem remunerados ocupados por pessoas que não tem competência e limites para exercer estas funções e que estão lá há 12 anos.   

Agora fala-se na desconstrução de Marina e nas fragilidades de sua campanha. Quem desconstruiu principalmente a imagem de Marina foi ela mesma e o comando de sua campanha. Ao tentar ser diferente, ser uma alternativa viável,  estamos vendo  uma candidata que muda de opinião ao sabor da recepção de suas declarações, que tem discordâncias profundas com o Programa de Governo de seu partido, que ao tentar rebater uma acusação, lança outra em direção oposta a que recebeu. Vamos aos fatos:
  • Marina chorou porque Lula disse que ela é contra o Pré-sal. Na verdade, o que pegou aí foram os 20 anos de militância no PT e de dedicação a Lula que a fizeram chorar. Alguns dias depois, após a sabatina do Jornal O Globo, atacou Aécio Neves no Twitter porque ele afirmou que ela tinha ficado no PT por vinte anos. O candidato do PSDB rebateu que ele não a atacou, que ele falou sobre a trajetória política dela e que ele se orgulhava da dele. Este choro tornou ainda mais evidente sua fragilidade física e emocional. E se for Presidente, como será?
  • Marina disse que está sendo atacada por ser filha de negros, pobres e mulher. Isso é desserviço que ela presta ao país, a seu partido e a sua família. Ela está sob ataques porque é candidata e subiu nas pesquisas vertiginosamente, simplesmente. Jogar racismo e preconceito no jogo da campanha é mentira, é querer posar de vítima, é manipulação dos pobres, negros e das mulheres .  Este tipo de declaração não pode ser dada por uma pessoa pública, que é formadora de opinião, aspirante ao cargo mais importante do país. É uma  questão de exemplo, inclusive para sua própria família. É uma declaração que destoa de seu passado de luta.
  • Marina disse que tem um projeto para modernizar as leis trabalhistas. Foi indagada três vezes sobre quais seriam as mudanças e não respondeu, preferindo dizer que não entraria em detalhes uma vez que não havia consenso dentro de sua base aliada. Se não há definição , não há porque falar. Se falou, há que se explicar. Como era esperado, veio a reação do Planalto. Ontem mesmo ela afirmou que não gosta de fofocas e que os direitos trabalhistas são sagrados e engrenou uma discussão sobre seu tempo no Horário Eleitoral, que é menor e a repercussão de sua campanha
  • A forma vaga e genérica com que aborda assuntos importantes como economia, saúde e educação. Seu Programa de Governo é falho e confuso e ela perde uma oportunidade de ouro dirimir as dúvidas levantadas. Após vários economistas criticarem seu plano econômico e questionarem sua viabilidade, sua coordenação de campanha já fala em aumentar o percentual limite da inflação para algo superior aos 4,5% vigentes. Isso é maquiagem e a impressão que dá é que eles estão começando a fazer um estudo de viabilidade do Programa. Depois de tudo o que foi dito? Há duas semanas da eleição?
  •  A questão do aborto e do casamento gay, que ela teve que voltar atrás.
  • " Meus adversários estão tremendo como vara verde". Ultrajante! São eles que estão chorando? 
E você pode ter certeza que ainda aparecerão algumas por aí. É como se você escolhesse alguém para um cargo baseado nos projetos apresentados e dia a dia a pessoa te dissesse que “isso não é assim, aquilo também”, ou “ não falei isto, não quis dizer aquilo”. O único fato positivo em relação a tudo isto é que está acontecendo antes das eleições, ou seja, ninguém poderá dizer que não sabia que seria assim. Campanha é apresentação e esta é Marina Silva, com seus erros e acertos. Vote consciente, vote usando a razão e principalmente, sem ilusão.

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