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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O mundo bizarro de Dilma


No final do livro “As Vinhas da Ira” de John Steinbeck, obra premiada com o Prêmio Nobel de Literatura em 1962,  há um diálogo emocionante entre o protagonista Tom Joad e a personagem Ma Joad . O livro tem como tema principal os efeitos da Grande Depressão sobre uma família, que parte de Oklahoma rumo à Califórnia, em busca de empregos e melhores condições de vida, mas  que acaba encontrando a decepção, em trabalhos mal remunerados e vivendo em acampamentos a beira das estradas.  Uma busca pela terra prometida, que tem como resultado a desilusão e a violência. Lutando por justiça e melhores condições de vida , no final do livro o personagem Tom Joad tem um diálogo emocionante com Ma Joad. Na versão cinematográfica, Henry Fonda com aqueles olhos imensos fala em um tom profundo:
“- Onde quer que se lute por comida, eu estarei presente. Onde quer que se lute contra a violência policial, eu estarei lá. Estarei onde quer que haja pessoas a gritar de raiva e crianças que sorriem, embora estejam com fome, mas que também saibam que a ceia não tarda. E quando nosso povo comer o que plantou e viver nas casas que construiu, estarei presente também.”

Trazendo para o presente e para a realidade, às vezes tenho a impressão que nossa Presidente e nossos diplomatas leram este livro e resolveram colocar em prática, mas de uma forma mais apropriada ao Mundo Bizarro do Super-Homem.  Para quem não sabe, neste mundo o Super-Homem luta pelo mal, é tudo ao contrário de nossa dimensão.  Nossas relações com outras nações tem como base o traço ditatorial e o total desrespeito aos direitos humanos, bem ao contrário do que prega nossa Constituição Federal, que dentre outros princípios afirma que as relações internacionais do Brasil serão regidas pela não interferência, prevalência  dos direitos humanos, repúdio ao terrorismo e ao racismo e autodeterminação dos povos.


Mantivemos relações com o Irã na fase que este país tentava chantagear as outras nações com seu programa nuclear, recebemos com honras Mohmoud  Ajmadinejad, que negava a existência do Holocausto, excluímos o Paraguai do Mercosul pela forma como seu presidente foi alijado do poder mas aceitamos a entrada da Venezuela e apoiamos o governo de Maduro, de Cristina Kirchener com seus desmandos e ataques às instituições,  emprestamos dinheiro e realizamos obras em Cuba, realizamos obras no Equador financiadas pelo BNDES e depois Rafael Correa faz um pronunciamento em rede nacional avisando que não pagará, temos refinarias desapropriadas na Bolívia mas mantemos ótimas relações com eles. Quando uso o pronome nós não é por força da gramática,mas porque  este governo foi eleito por 55 milhões de brasileiro o que faz com que nos representem internacionalmente.  Está vendo por que eu falo tanto que presidência não é estágio remunerado, que é preciso ter gente responsável no comando?

No episódio da queda do avião da Malaysia Air Lines, quando o mundo inteiro já desconfiava que os autores eram os separatistas ucranianos, Dilma que tinha acabado de receber a visita de Vladmir Putim, através de sua fala confusa, meio que deu a entender que o equipamento utilizado para derrubar o avião só poderia ser utilizado por forças regulares, ou seja, o exército ucraniano. Depois foram as declarações sobre o conflito de Israel e o Hamas, onde fomos chamados de “anões diplomáticos”, e agora ela lamenta os ataques americanos ao Estado Islâmico. Para quem não sabe, o Estado Islâmico é composto por mulçumanos sunitas que estão massacrando todos os que não são professam a mesma religião e que tem cometido crimes graves como decapitações, limpeza étnica contra minorias, assassinato de homens, mulheres e crianças e provocado o êxodo em massa dessas na Síria e Iraque. Interessante é que ela atribui o ataque aos americanos e fala que a ONU deveria negociar um acordo entre as partes. Será que ela não sabe que os ataques estão sendo feitos por uma coalizão internacional e que o Estado Islâmico não é reconhecido pelos países que integram a ONU como um país?


Erra menos quando se fala menos e alguns erros são imperdoáveis. Tivemos um presidente falastrão por 08 anos e agora temos uma presidente que não mede os absurdos que fala, como lamentar os esforços para acabar com uma facção criminosa que compra pessoas para decapitá-las ao vivo, como moeda de troca e que alicia loucos de todas nacionalidades para construir um estado de terror absoluto. Como ela tem legitimidade para falar em nosso nome, deveria saber as causas que os brasileiros se identificam, não às dos membros de seu partido. Ela mais do que ninguém sabe que as causas que o PT abraça estão bem longe das que os brasileiros defendem. Se não sabe, então deveria ligar o sensor de perigo, porque ela e o país caminham em direções diferentes. É como se houvesse um acordo de que, havendo um lugar no mundo onde estiver tudo errado, eles estarão lá para defendê-los.É acreditar nas mentiras que eles inventam e nada de bom pode sair daí.

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