Quem sou eu

Minha foto

Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

E o vencedor é Aécio Neves


Gostamos de saber e reivindicar nossos direitos, alguns inclusive se consideram detentores de direitos maiores, mas na verdade somo iguais em direitos e obrigações. Ser cidadão no Brasil não é tarefa fácil porque não sabemos fazer valer nossos direitos e falhamos ao cumprir nossas obrigações. Falhamos ao escolher nossos governantes e mesmo sabendo que vamos cometer um erro colossal, votamos nas mesmas pessoas ou em vertentes. Tem uma máxima que gosto muito de lembrar: quando não se aprende uma lição na primeira vez, a vida a repetirá de novo e de novo até que você aprenda. Só que nestes doze anos de repetição muitas instituições e princípios que jamais deveriam ter sido maculados foram embora ralo abaixo.

Bem ou mal, as instituições estavam aí para proteger os cidadãos dos abusos. Confiava-se na Polícia Federal, no Ministério Público, no Supremo Tribunal Federal e no Senado. A Polícia Federal sofreu  um processo de mordaça e sucateamento ao longo desses anos. Para que ela abra uma investigação de maior peso, é preciso que ela comunique a ação e tenha autorização do Ministério da Justiça. A operação Lava-Jato só foi em frente porque começou com uma investigação sobre tráfico internacional de drogas.O Ministério Público quase perdeu seu poder de investigação,  alvo de um Projeto de Emenda Constitucional. Só não o perdeu graças as Manifestações de Junho/2013, antes dos blackblocs tomarem nosso direito de protestar. O Supremo Tribunal Federal não tem mais Joaquim Barbosa, que foi o Relator do Processo do Mensalão. Duvido que o processo do Petrolão, quando for a juízo terá relator mais dedicado. Alguns senadores sucumbiram aos financiamentos de campanha. Em duas ocasiões, em 2009 e 2014 poderia ter cumprido seu papel de defender os interesses dos
cidadãos que são os legítimos donos da Petrobrás, mas falharam. A CPI de 2014 foi um circo, com testemunhas e acusados fazendo discursos sem serem interrompidos pelos senadores. Paulo Roberto Costa, que recebeu U$ 1,5 milhão por seu silêncio na compra de Pasadena chegou a falar em seu depoimento que a Petrobrás fez conta de padeiro na Refinaria Abreu e Lima e agora sabe-se dos contratos milionários firmados e da propina de 3% paga a políticos. E muitos outros homens e mulheres que lutaram por um Brasil melhor já se foram.  Além disso, caberá ao futuro presidente nomear 05 juízes para o Supremo. Se for Dilma, nunca um governo nomeou tantos juízes como o PT. Você estará sozinho nesta, companheiro!

Nosso novo presidente receberá um país dividido, pouco atraente para investimentos internacionais e com poucos recursos para grandes projetos. Terá que ser alguém forte, com uma equipe que fale a mesma língua e que  tenha grande conhecimento de causa. Terá que lidar com boicotes e ataques internos, já que há 22.000 pessoas em cargos comissionados. Tem que ser alguém com experiência política para lidar com o jogo sujo do poder. Para isso, não basta cobiçar a equipe de seu adversário e copiar projetos na área de Direitos Humanos de Fernando Henrique Cardoso, que é o caso de Marina que há quatro anos é ”candidata” e não foi capaz de elaborar um plano de governo ou pelo menos ler o projeto do PSB. Tem que ser alguém que busque alianças externas benéficas ao Brasil e não nos coloque no papel de defensores de terroristas e criminosos de guerra. As riquezas do Brasil são dos brasileiros. O dinheiro do FGTS, que rende 3% ao ano ao trabalhador e é usado pelo BNDS não deve servir para financiar projetos em Cuba e na Venezuela, que ninguém sabe como e quando e se serão pagos.

Votarei em Aécio porque acredito em seu projeto e em sua equipe. Não vejo na campanha de Aécio nenhum viés autoritário que tire ou queira cercear direitos, que censure a liberdade de imprensa, que não tenha um olhar para as dificuldades e peculiaridades de cada região. Ele não está cercado por uma aliança frágil que expõe contradições. É o melhor candidato, do melhor partido, para o momento certo. Ontem durante o debate na Rede Record ele foi o vencedor absoluto. Com calma e frieza, conseguiu desempenhar o papel fundamental de um político : o de ser porta voz de seus eleitores e transmitir seus pensamentos, anseios e indignações. Momento de grandeza muito raro em nossa política, já que muitos escolhem esta carreira não pelo bem que podem proporcionar, mas pelas alianças e negociatas que possam ajudá-lo em seus projetos próprios ou de terceiros. Destaco aqui alguns dos melhores momentos de Aécio no debate de ontem:
- Quando perguntado por Dilma se privatizaria a Petrobrás, anunciou que não o fará, que pretende reestatizá-la, já que a empresa é vítima denegociatas há 12 anos. Cobrou de Dilma responsabilidade pela atual situação da Petrobrás, uma vez que ela membro do Conselho de Administração e também afirmou que falta à Dilma inclusive indignação por tudo o que aconteceu. Isto é defesa do patrimônio público.
- Colocou em números os benefícios que poderiam ter sido distribuídos à sociedade, mas foram parar nas contas de Paulo Roberto da Costa. Isto é trocar em miúdos o que a corrupção toma de cada cidadão.
- Falou à Dilma que seu discurso na ONU foi eleitoreiro e que ela manchou a história da diplomacia brasileira ao defender o diálogo com grupos terroristas que decapitam pessoas.Isto é coragem para mostrar que há um abismo entre o Governo e a opinião pública brasileira, entre o que é certo e errado.
- Quando Dilma argumentou que seu governo não tolera corrupção e que ela determinou que a Polícia Federal investigasse as denúncias de corrupção na Petrobrás ele foi taxativo em dizer que não há necessidade de autorização, uma vez que esta é função prevista na Constituição para a PF. Isto é defender a soberania das instituições e de nossa Constituição.

Conclusão da CPI do Ibope que aponta irregularidades nas
pesquisas do Ibope e aconselha investigações detalhadas.
Você pode me perguntar se eu não ajudaria mais o Brasil se votasse em Marina, dada sua posição nas pesquisas. E eu repondo que em uma CPI  do Ibope realizada no Paraná, foi constatado que de 17% dos contatos alegados pelo Ibope não aconteceram porque os números de telefone não existiam, em 03 pesquisas diferentes. Se você parar para pensar que Aécio aparece nas pesquisas do mesmo Ibope com apenas 2% a mais ... Quem já se esqueceu da campanha de Celso Russomano em São Paulo? Quem se esqueceu dos erros do Ibope e do Datafolha nas últimas eleições? Além disso, eleição não é programa de televisão para fazer alianças perigosas. Além disso, no debate de ontem, Marina foi pega na mentira, quando ficou claro que ela votou quatro vezes contra a criação da CPMF.

E para concluir, esta é a última oportunidade de posicionar o Brasil no cenário internacional como nação séria, de corrigir erros que levaram nossa economia rumo à recessão, que quebrou em negociatas fundos de pensão, que desviou R$ 10 bilhões em recursos da Petrobrás. Precisamos de alguém que transmita confiança, que tenha facilidade em atuar como estadista e não nos exponha ao rídiculo, ao defender o que é indefensável. A continuar assim, o que sobrará da estrutura do país daqui 04 anos? Pode ser que não sobre nada para você reinvidicar.

sábado, 27 de setembro de 2014

Relações narcisistas



Narciso é descrito na mitologia grega como um homem de beleza incomparável, que se encanta com seu reflexo nas águas de uma fonte e acaba por definhar e falecer. Ao buscarem seu corpo, as ninfas percebem que este desapareceu e que em seu lugar brotou uma única flor,que é o narciso. Freud adotou o nome deste ser mitológico para conceituar o processo pelo qual uma pessoa passa a ser seu próprio ideal, atual ou passado ou idealizado  e baseia suas relações na busca por outro ser  que seria ele próprio ou seu reflexo.

O indivíduo narcisista tem uma alta opinião a seu respeito e espera ter seus talentos reconhecidos, sua excepcionalidade comprovada . Consideram-se pessoas únicas e especiais e  por conseqüência esperam se relacionar com pessoas do mesmo patamar. Não lidam bem com as críticas e fracassos e buscam relacionamentos onde possam controlar e manipular o parceiro para que a ilusão se mantenha, principalmente pela ausência de confronto. Se contrariados, reagem demonstrando desprezo, raiva ou partem para o embate desnecessário.

Eles estão em toda parte e muitas vezes adotamos comportamentos narcisistas em nossas relações. Sabe aquela onda que varreu o Facebook algum tempo atrás onde quase todo mundo tinha uma frase ou um quadrinho falando sobre a inveja alheia? Pois é, indivíduos com personalidade narcisista acham-se objeto de inveja,mas na verdade eles é que desenvolvem este sentimento sobre bens ou relacionamentos de outras pessoas, já que acreditam-se ser  os únicos merecedores.  Em tempos de selfies e belfies, de consumismo e de outros movimentos que colocam o eu como centro das atenções,  passa de transtorno de personalidade  a pré-requisito em um piscar de olhos!

Você pode ter um chefe narcisista que é aquele cara exigente, que tudo aquilo que se relaciona com ele deve estar em primeiro lugar, que não reconhece seus erros, que não tem empatia pelas pessoas, que se acha superior a todos. Você pode estar em uma relação narcisista e não perceber,  acabando por se anular para atender a todas as demandas de seu parceiro. Se você teve um relacionamento com alguém assim e saiu a tempo, tenha cuidado para não cair na mesma armadilha novamente,  porque o narcisista é também um grande manipulador.

Para conviver e se defender, nada melhor que uma análise fria da relação. Se acontecer em um ambiente profissional não parta para o embate, principalmente se ele for seu chefe. Se o relacionamento for afetivo, você tem um grande problema nas mãos, uma vez que seu parceiro não enxerga suas necessidades e se alimenta de suas fraquezas. E não caia naquela ilusão que muitas mulheres têm que é a capacidade de mudar seu parceiro. Ninguém muda ninguém, mudanças ocorrem quando a pessoa está pronta para dar um passo adiante. Podem ser deflagradas por um processo externo ou interno e você pode apoiar, mas não será por sua vontade, dependerá do desejo e da capacidade de seu parceiro. E antes de tudo procure se perguntar por que você está nesta relação. Respondendo com sinceridade esta pergunta, você terá mais chances em sair deste relacionamento sem traumas, sem deixar a alma nele e sem prejudicar seus futuros relacionamentos. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Ponto de Vista - Cilane Assad de Souza: Marvin Gaye

Ponto de Vista - Cilane Assad de Souza: Marvin Gaye: A música “Blurred Lines”, uma das canções mais executadas e baixadas no final de2013, composta  e interpretada por Robin Thicke e Pharr...

Marvin Gaye


A música “Blurred Lines”, uma das canções mais executadas e baixadas no final de2013, composta  e interpretada por Robin Thicke e Pharrell Williams, é agora objeto de um processo judicial movido pelos herdeiros de Marvin Gaye, que alegam que a música é um plágio de “Got to give it up”.  Acredito que será um processo sem muitas surpresas, já que Robin admitiu que estava sob efeitos de bebidas e Vicodin durante o período de composição e que se tivesse caráter não seria hoje um homem divorciado. Ontem os advogados da dupla entraram com uma nova defesa alegando que se os autores cometeram plágio por copiar notas, Beethovenn deveria ser processado também.  Por vias transversas, Marvin Gaye Jr é assunto novamente.

Dono de um talento descomunal, comparável apenas aos problemas pessoais que o assombraram durante a vida e o levaram a ser morto pelo pai durante uma discussão familiar, Marvin Gaye foi aclamado como o “Príncipe do Soul” . O pai, um Pastor de Igreja e o filho, o  tiveram inúmeros problemas de relacionamento que se agravaram com a volta de Marvin Gaye para a casa da família. Morto precocemente em 01/04/1984,um dia antes de completar 45 anos, ele inovou e encantou multidões durante sua carreira que foi iniciada no coral da igreja de seu pai. Um dos compositores, intérpretes e músicos mais requisitados da antológica Gravadora Motown, que teve em seu catálogo músicos como The Supremes, Stevie Wonder, fez dupla com Tammi Terrel durante três anos e gravaram sucessos como “Ain’t no moutain high enough”. Foram parceiros na música e na vida e a prematura morte de Tammi os separou. Sua carreira solo é brilhante, construída sobre os altos e baixos de sua vida pessoal. Em 1970 lançou o disco “What’s going on”, que é sua reação à violência nos EUA e no Vietnã. A música em si é uma revolução, tanto pela letra como pela interpretação e tornou-se um hino contra a violência. Particularmente eu gosto muito de sua interpretação de “I heard it through the grapevine”.

É praticamente impossível escutar qualquer uma de suas músicas sem reconhecer que aquela pessoa que está cantando ali é dona de um grande talento, bem como é quase impossível dizer que você nunca escutou nada de Marvin Gaye. Além dos sucessos que já mencionei, é de sua autoria uma das músicas preferidas pelos casais, “Let’s get it on”, com uma interpretação incrivelmente sensual. Aliás, a sensualidade permeia suas interpretações e seu último sucesso foi “Sexual healing”, que despertou a curiosidade pelo título e matou as saudades do público. Infelizmente ele se foi cedo, quando voltava a dominar as paradas musicais.

Novas tendências, novos ritmos são lançados e dominam a cena musical durante algum tempo. Alguns ficam e se adaptam, alguns desaparecem e outros se reinventam. Acho que vem aí uma safra de belas e peculiares canções,misturando em um mesmo prato correntes musicais diferentes,mas acho que o “Soul” vai ter um peso diferente nisso. Se Robin e Pharrell se “inspiraram” em Marvin Gaye, foi em boa fonte.
Se mesmo após ler este artigo você ainda não souber quem é Marvin Gaye, assista o vídeo que acompanha este post. Após assistir o vídeo, você vai querer mais,com certeza.



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Pobre, mas limpinha!


Os assalariados como eu, nos meses regulares, têm uma corrida com três obstáculos : as contas do início, do meio e do fim do mês. Hoje saltei o terceiro obstáculo e realmente me senti uma vencedora, afinal as contas estavam em dia. Inclusive uma que estava em atraso e que eu liguei toda eufórica para confirmar o pagamento. Em algum momento entre o pagamento e o telefonema , enquanto ensaiava mentalmente meu discurso de agradecimento – “Gostaria de agradecer  primeiramente aos meus pais por terem feito de mim alguém adimplente...” – pensei seriamente no motivo de minha alegria, uma vez que após o recebimento do bem que aquela pessoa me vendeu, a minha única obrigação era pagar. Pagamento é obrigação, é o que se espera, é o normal. O atraso é a exceção.

E é isso mesmo, comemorei a pontualidade de meus pagamentos, cantando interiormente aquela música do Ivan Lins que é assim:
 “Desanimar jamais. Já aprendemos muito neste tempo, afinal de contas não tem cabimento, entregar o jogo, no primeiro tempo.”

Mas é que este esquema tático que vivemos, o  5-2-5 que é trabalhar cinco meses para pagar impostos, dois meses para consumir e cinco para se pagar o que consumiu, nos leva a ter sentimentos como estes. E nessa roda vida de valores, quando se cumpre aquilo que é obrigação, a gente se sente vencedor. E nessa loucura que está nossa economia, é um privilégio poder arcar com suas despesas sem engrossar a fila de inadimplentes que chega a 55 milhões de brasileiros. Será que teremos a mesma conversa sobre empregos?

Não consigo me lembrar exatamente quando as coisas ficaram assim e me pergunto se a vida não é mais do que isto e obviamente a resposta é sim. Só sei que, tirando minhas preocupações normais, consigo por a cabeça no travesseiro e dormir tranqüila, feliz mesmo em saber que pago minhas contas com aquilo que recebo, que meu pagamento não sai da boca ou da necessidade de ninguém, que meu emprego é meu e o mantenho por minha capacidade e desempenho . Não o obtive por conhecer alguém, por indicação ou nomeação de outrem, às custas de esquemas nebulosos.  É por mérito próprio e por dedicação, porque não são poucos os  dias que dá vontade de falar que eu não sabia de nada, que eu não tinha conhecimento de que as coisas eram assim, de arrumar mil desculpas para justificar aquilo que é de minha competência e responsabilidade saber e fazer. Ao contrário de alguns, respondo por meus atos e por minhas omissões.

Enfim, assalariada, empregada, contando com o 13º salário e por enquanto, adimplente. Pobre, mas limpinha, como diz o ditado popular. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O mundo bizarro de Dilma


No final do livro “As Vinhas da Ira” de John Steinbeck, obra premiada com o Prêmio Nobel de Literatura em 1962,  há um diálogo emocionante entre o protagonista Tom Joad e a personagem Ma Joad . O livro tem como tema principal os efeitos da Grande Depressão sobre uma família, que parte de Oklahoma rumo à Califórnia, em busca de empregos e melhores condições de vida, mas  que acaba encontrando a decepção, em trabalhos mal remunerados e vivendo em acampamentos a beira das estradas.  Uma busca pela terra prometida, que tem como resultado a desilusão e a violência. Lutando por justiça e melhores condições de vida , no final do livro o personagem Tom Joad tem um diálogo emocionante com Ma Joad. Na versão cinematográfica, Henry Fonda com aqueles olhos imensos fala em um tom profundo:
“- Onde quer que se lute por comida, eu estarei presente. Onde quer que se lute contra a violência policial, eu estarei lá. Estarei onde quer que haja pessoas a gritar de raiva e crianças que sorriem, embora estejam com fome, mas que também saibam que a ceia não tarda. E quando nosso povo comer o que plantou e viver nas casas que construiu, estarei presente também.”

Trazendo para o presente e para a realidade, às vezes tenho a impressão que nossa Presidente e nossos diplomatas leram este livro e resolveram colocar em prática, mas de uma forma mais apropriada ao Mundo Bizarro do Super-Homem.  Para quem não sabe, neste mundo o Super-Homem luta pelo mal, é tudo ao contrário de nossa dimensão.  Nossas relações com outras nações tem como base o traço ditatorial e o total desrespeito aos direitos humanos, bem ao contrário do que prega nossa Constituição Federal, que dentre outros princípios afirma que as relações internacionais do Brasil serão regidas pela não interferência, prevalência  dos direitos humanos, repúdio ao terrorismo e ao racismo e autodeterminação dos povos.


Mantivemos relações com o Irã na fase que este país tentava chantagear as outras nações com seu programa nuclear, recebemos com honras Mohmoud  Ajmadinejad, que negava a existência do Holocausto, excluímos o Paraguai do Mercosul pela forma como seu presidente foi alijado do poder mas aceitamos a entrada da Venezuela e apoiamos o governo de Maduro, de Cristina Kirchener com seus desmandos e ataques às instituições,  emprestamos dinheiro e realizamos obras em Cuba, realizamos obras no Equador financiadas pelo BNDES e depois Rafael Correa faz um pronunciamento em rede nacional avisando que não pagará, temos refinarias desapropriadas na Bolívia mas mantemos ótimas relações com eles. Quando uso o pronome nós não é por força da gramática,mas porque  este governo foi eleito por 55 milhões de brasileiro o que faz com que nos representem internacionalmente.  Está vendo por que eu falo tanto que presidência não é estágio remunerado, que é preciso ter gente responsável no comando?

No episódio da queda do avião da Malaysia Air Lines, quando o mundo inteiro já desconfiava que os autores eram os separatistas ucranianos, Dilma que tinha acabado de receber a visita de Vladmir Putim, através de sua fala confusa, meio que deu a entender que o equipamento utilizado para derrubar o avião só poderia ser utilizado por forças regulares, ou seja, o exército ucraniano. Depois foram as declarações sobre o conflito de Israel e o Hamas, onde fomos chamados de “anões diplomáticos”, e agora ela lamenta os ataques americanos ao Estado Islâmico. Para quem não sabe, o Estado Islâmico é composto por mulçumanos sunitas que estão massacrando todos os que não são professam a mesma religião e que tem cometido crimes graves como decapitações, limpeza étnica contra minorias, assassinato de homens, mulheres e crianças e provocado o êxodo em massa dessas na Síria e Iraque. Interessante é que ela atribui o ataque aos americanos e fala que a ONU deveria negociar um acordo entre as partes. Será que ela não sabe que os ataques estão sendo feitos por uma coalizão internacional e que o Estado Islâmico não é reconhecido pelos países que integram a ONU como um país?


Erra menos quando se fala menos e alguns erros são imperdoáveis. Tivemos um presidente falastrão por 08 anos e agora temos uma presidente que não mede os absurdos que fala, como lamentar os esforços para acabar com uma facção criminosa que compra pessoas para decapitá-las ao vivo, como moeda de troca e que alicia loucos de todas nacionalidades para construir um estado de terror absoluto. Como ela tem legitimidade para falar em nosso nome, deveria saber as causas que os brasileiros se identificam, não às dos membros de seu partido. Ela mais do que ninguém sabe que as causas que o PT abraça estão bem longe das que os brasileiros defendem. Se não sabe, então deveria ligar o sensor de perigo, porque ela e o país caminham em direções diferentes. É como se houvesse um acordo de que, havendo um lugar no mundo onde estiver tudo errado, eles estarão lá para defendê-los.É acreditar nas mentiras que eles inventam e nada de bom pode sair daí.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Cultivando a miséria


Querer nem sempre é poder, mesmo porque por mais que você queira alguém ou alguma coisa, às vezes isto ou a pessoa não é a melhor para você. Temos que ser honestos quanto ao nosso potencial, mas também temos que reconhecer nossas limitações. Em tempos de auto-promoção,  marketing pessoal e selfies,  pode até parecer um fracasso pessoal aceitar alguns limites, mas muitas vezes é um gesto de grandeza. Através deste processo, você pode racionalmente trabalhar para superá-las, se esforçar 150% para mudar, mas mesmo assim, às vezes não será suficiente. E quando porventura você não conseguir superar algum obstáculo, você saberá melhor do que ninguém que você fez o seu melhor.

Acredito que Marina não tem o que é necessário para ser presidente e quero estar errada sobre isto,  embora eu olhe alguns de meus textos de cinco meses atrás e sinto em alguns um tom profético. Não acredito em seu discurso,não acredito em sua equipe e acho que você consegue sair do PT, mas dificilmente tira o PT de dentro de você. Ela tem essa divisão dentro de si e isto fica nítido em alguns pronunciamentos que ela faz. Hoje o pessoal do agronegócio deve estar pensando a mesma coisa, como outros setores da sociedade, no decorrer das últimas semanas também devem estar. Temos duas candidatas do PT disputando a eleição!

Outro dia a imprensa internacional comparou Marina a Obama. Para quem não sabe, ele vive às turras com o Congresso americano, que vota quase que sistematicamente contra seus projetos. As fixações do teto da dívida americana extrapolaram o prazo previsto e Washington, órgãos e agências federais ficaram paralisados. Mesmo após o Massacre de Sandy Hook, onde várias crianças morreram, ele não conseguiu aprovar um projeto que aumentasse o controle e a venda de armas nos EUA. Além disso, ele não é uma unanimidade entre os americanos. Venceu a reeleição graças aos republicanos, que mais uma vez escolheram um candidato muito ruim. Em minha opinião, ele é um bom homem, porém deixará um legado de pequenas conquistas e maiores fracassos. A economia americana dá sinais de crescimento, mas até que ponto as medidas tomadas para este incremento são próprias de Obama? Olhando por este prisma, a comparação faz sentido. Infelizes são os que não aprendem com os erros alheios! E não acredito que ela tenha o que é preciso para negociar projetos e defender nossas instituições e empresas dos interesses de poucos.

Com relação a Dilma, a cada semana, seu partido protagoniza um novo escândalo. Lembre-se: “Diga-me com quem tu andas e te direi quem tu és”. A última agora foi o desvio de 20 milhões de reais do Instituto Brasil para financiamento de campanha ao Governo da Bahia. Os recursos eram destinados a programas sociais. Faz sentido, porque cultivando a pobreza e a dependência, você tem um exército de miseráveis como massa de manobra política. Miséria ou a possibilidade dela traz votos.  É possível fazer de seu adversário político  um monstro que gosta de ver gente passando miséria e que detesta os pobres. Que gosta de acabar com empregos. Como se a política praticada por 12 anos de Governo do PT não tivesse diminuído os leitos em hospitais públicos. Mas temos médicos cubanos! E o exame, remédio, cirurgia, tratamento? E os milhões que foram desviados para financiamento de campanha? E os contratos superfaturados, onde parafuso sai por R$ 10,00 e usa-se milhões deles? Porque ninguém dá 3% de um contrato de milhões ou bilhões a troco de nada. Nesse esquema paga-se por duas obras e recebe-se metade. A outra parte? Aditivo de contrato!

E mesmo assim, são as candidaturas que estão em alta, segundo as “pesquisas”. Impossível não saber sobre os escândalos, sobre os desvios. Quem em sã consciência é a favor de coisas como estas? A resposta é simples: Cada um dos eleitores que junto formam um contingente de 38% da população, segundo as “pesquisas”. E temos os que não sabem para onde vão, que são os 29%     que formam o eleitorado de Marina, que diz hoje uma coisa, amanhã outra. Para quem não sabe o que quer e para onde vai, qualquer caminho serve. E aparentemente, temos 19% da população que sabe onde estamos e para onde vamos. A cada dia que passa sinto alívio em pertencer a esta minoria. Querer nem sempre é poder, mas para querer é preciso antes de mais nada saber o que se quer.

domingo, 21 de setembro de 2014

Uma chuva leve, fria e contínua


Lentamente o desaquecimento da economia vai se materializando no cotidiano dos trabalhadores brasileiros. Fechamento de pequenas industrias, oferta menor de empregos, comércio em baixa pela queda do consumo e os aluguéis em alta, que há meses vem sendo responsável pela desocupação de imóveis comerciais e industriais. Para os que esperam uma alta com as vendas de final de ano, cautela!  Tudo indica que será um Natal de presentes de preço baixo e que os brasileiros usarão o 13º salário para colocar as contas em dia ou para começar a fazer provisão para o próximo ano.  E para ajudar este cenário, a correção de 4,5% na Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, uma das medidas anunciadas por Dilma com estardalhaço, caiu por terra por inércia de um Congresso cuja maioria está em campanha. Menos dinheiro para o trabalhador, mais dinheiro para o Governo. Com o dinheiro dos impostos pagos pelos brasileiros indo pelo ralo da ingerência e corrupção, chega a ser imoral cobrar 7,5% de quem ganha um salário de R$ 1.787,78.

A valorização dos imóveis dos últimos anos trouxe também um aumento expressivo nos preços dos aluguéis. Embora durante este ano tenha ocorrido uma sensível desvalorização no setor imobiliário que atinge sobretudo novos lançamentos, os aluguéis estão em alta. Em época de corte de custos, muitas empresas estão migrando para cidades menores, atraídas por incentivos oferecidos. Muitas destas empresas já estão indo com quadros menores. Menor oferta de emprego, salário menor. Se pararmos para pensar que a valorização dos salários era o fator principal na discussão sobre perdas salariais frente à inflação ...

E por último vem a correção dos preços controlados pelo governo,que estão represados.  Já foi fixado para 2015 o novo sistema de bandeiras para cobrança nas contas de energia elétrica. Bandeira vede, sem aumento para o próximo mês; bandeira amarela, a cada 100 quilowatt/hora, aumento de R$ 1,50. A Bandeira vermelha significa aumento de R$ 3,00 a cada quilowatt/hora consumido. Se estivesse em funcionamento este ano, a predominância seria de bandeiras amarela e vermelha. Além disso, vem aí o aumento dos combustíveis que
acaba impactando toda cadeia de produção. Para quem ainda tem dúvidas se este aumento é necessário, cheque a cotação do dólar desta semana, que bateu R$ 2,37.

Enfim, vem aí uma chuva leve, fria e contínua que atingirá os brasileiros até 2016. Curiosamente, quem perderá mais são os membros da classe C e D e que são a maioria entre os eleitores de Dilma e Marina. Uma levou a economia do país a este patamar, a outra dá a nítida impressão de não saber o que fazer para melhorar ou conduzir uma política eficaz que pelo menos diminua a duração deste período de vacas magras. Seus coordenadores de campanha entram em contradição em muitas declarações sobre a economia, acabando por refletirem as dúvidas e especulações que o Plano de Governo da coligação deixa, pela pressa em sua elaboração e apresentação, dando margem para interpretações diversas.


Época de incertezas sim, mas alguns fatos concretos já estão aí, para todos verem. Toda vez que você passa diante de um prédio comercial e vê uma placa de vende-se ou aluga-se sem o endereço novo da empresa, significa que jaz ali alguns postos de trabalho. Basta olhar para os lados ou lembrar o que você podia comprar e agora não pode. Se após ler este artigo você ficou preocupado, pense nas pesquisas de intenção de voto que indicam a possibilidade de segundo turno entre Marina e Dilma. Na incerteza, a maioria está dividida entre a continuação da incapacidade e a fragilidade. Mas lembre-se: em um país democrático, cada um é responsável pela escolha que faz e cada escolha tem seu preço. E quem sai para a chuva, no mínimo vai se molhar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Fragilidade e desconstrução de imagem


Em algumas ocasiões menos é mais, mas em outras o mais é necessário. Penso que a campanha de Marina é um exemplo perfeito disto. Por mais ataques que tenha recebido, as respostas de Marina  são insuficientes, algumas vezes contraditórias e em algumas ocasiões ultrajantes. Concordo que ela recebeu ataques de Aécio e de Dilma, porém nenhum deles e aqui eu discordo completamente de todos os meios de comunicação, foi mais veemente que os que José Serra e Alckimin sofreram por parte do PT ( vamos lembrar dos dossiês falsos, da violação das declarações de Imposto de Renda da família de Serra, das acusações de querer privatizar a Petrobrás,  dos “Aloprados”), as acusações feitas a Aécio, sendo que algumas delas partiram de dentro de uma prestadora de serviços da Prefeitura de Guarulhos  e finalmente, os ataques que a própria Dilma recebeu em 2010 e agora em 2014. Cada um respondeu como pode ou preferiu se calar. Concordo que todos devem velar pelo nível da campanha, que o foco deve ser o diferencial e as propostas de cada um, mas era esperado que esta campanha fosse a “Mãe de todas as campanhas”. Tenho uma ou duas postagens antigas em que afirmo que não se trata apenas da troca de comando da nação, como se isto fosse algo pequeno, mas trata-se também da desocupação em massa de cargos muito bem remunerados ocupados por pessoas que não tem competência e limites para exercer estas funções e que estão lá há 12 anos.   

Agora fala-se na desconstrução de Marina e nas fragilidades de sua campanha. Quem desconstruiu principalmente a imagem de Marina foi ela mesma e o comando de sua campanha. Ao tentar ser diferente, ser uma alternativa viável,  estamos vendo  uma candidata que muda de opinião ao sabor da recepção de suas declarações, que tem discordâncias profundas com o Programa de Governo de seu partido, que ao tentar rebater uma acusação, lança outra em direção oposta a que recebeu. Vamos aos fatos:
  • Marina chorou porque Lula disse que ela é contra o Pré-sal. Na verdade, o que pegou aí foram os 20 anos de militância no PT e de dedicação a Lula que a fizeram chorar. Alguns dias depois, após a sabatina do Jornal O Globo, atacou Aécio Neves no Twitter porque ele afirmou que ela tinha ficado no PT por vinte anos. O candidato do PSDB rebateu que ele não a atacou, que ele falou sobre a trajetória política dela e que ele se orgulhava da dele. Este choro tornou ainda mais evidente sua fragilidade física e emocional. E se for Presidente, como será?
  • Marina disse que está sendo atacada por ser filha de negros, pobres e mulher. Isso é desserviço que ela presta ao país, a seu partido e a sua família. Ela está sob ataques porque é candidata e subiu nas pesquisas vertiginosamente, simplesmente. Jogar racismo e preconceito no jogo da campanha é mentira, é querer posar de vítima, é manipulação dos pobres, negros e das mulheres .  Este tipo de declaração não pode ser dada por uma pessoa pública, que é formadora de opinião, aspirante ao cargo mais importante do país. É uma  questão de exemplo, inclusive para sua própria família. É uma declaração que destoa de seu passado de luta.
  • Marina disse que tem um projeto para modernizar as leis trabalhistas. Foi indagada três vezes sobre quais seriam as mudanças e não respondeu, preferindo dizer que não entraria em detalhes uma vez que não havia consenso dentro de sua base aliada. Se não há definição , não há porque falar. Se falou, há que se explicar. Como era esperado, veio a reação do Planalto. Ontem mesmo ela afirmou que não gosta de fofocas e que os direitos trabalhistas são sagrados e engrenou uma discussão sobre seu tempo no Horário Eleitoral, que é menor e a repercussão de sua campanha
  • A forma vaga e genérica com que aborda assuntos importantes como economia, saúde e educação. Seu Programa de Governo é falho e confuso e ela perde uma oportunidade de ouro dirimir as dúvidas levantadas. Após vários economistas criticarem seu plano econômico e questionarem sua viabilidade, sua coordenação de campanha já fala em aumentar o percentual limite da inflação para algo superior aos 4,5% vigentes. Isso é maquiagem e a impressão que dá é que eles estão começando a fazer um estudo de viabilidade do Programa. Depois de tudo o que foi dito? Há duas semanas da eleição?
  •  A questão do aborto e do casamento gay, que ela teve que voltar atrás.
  • " Meus adversários estão tremendo como vara verde". Ultrajante! São eles que estão chorando? 
E você pode ter certeza que ainda aparecerão algumas por aí. É como se você escolhesse alguém para um cargo baseado nos projetos apresentados e dia a dia a pessoa te dissesse que “isso não é assim, aquilo também”, ou “ não falei isto, não quis dizer aquilo”. O único fato positivo em relação a tudo isto é que está acontecendo antes das eleições, ou seja, ninguém poderá dizer que não sabia que seria assim. Campanha é apresentação e esta é Marina Silva, com seus erros e acertos. Vote consciente, vote usando a razão e principalmente, sem ilusão.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O pior cego


É o que não quer ver, é o que ignora a realidade, é o que persiste no erro. Com a campanha chegando na reta final, os candidatos disputam entre si para mostrar quem é o melhor;  alguns eleitores entretanto, disputam o cargo de pior cego.

Algumas realidades que nos assombram:

1. Recessão; 2. Desemprego que já mostra sua cara, se levarmos em conta que em Agosto de 2014 houve uma queda de 20% na geração de vagas em comparação com Agosto de 2013; 3.  Queda nas vendas do comércio; 4. Desaceleração no mercado de serviços; 5. Inflação em alta, refratária a política de juros altos praticada pelo Banco Central que já afirmou que a inflação só deve voltar abaixo do centro da meta a partir de 2016; 6. Desaquecimento do mercado imobiliário e cancelamento de lançamentos de novos empreendimentos pelas incorporadoras; 7. Temos 55 milhões de pessoas endividadas, que estão protelando o pagamento de contas básicas como água e luz; 8. Crise na Eletrobrás e Petrobrás; 9. Rebaixamento na nota do Brasil para investimentos pelas agências internacionais; 10. Retração do crédito; 11. Empresas endividadas; 12. Maioria das contas do Governo Federal apresentam rombo, entre elas a da Previdência; 13. Empréstimos nebulosos para Bolívia, Cuba e Venezuela com dinheiro do BNDS; 14. Obras paralisadas.

Todos estes fatos aconteceram pela adoção de medidas equivocadas do governo atual ou pela omissão em agir no momento certo. Sendo  Dilma a Presidente da República , votar nela é insistir no erro. Mesmo porque, o governo de Dilma é pessoal e ela se gaba de interferir em todos assuntos relevantes, o que nos leva a dedução simples que a responsabilidade é dela.

De outro lado temos Marina, que quer governar com quadros do PT e do PSDB, o que não vai acontecer. Está por conta, com um Programa de Governo de 246 páginas confuso e contraditório e  com pessoas inexperientes em seus quadros. Para que suas promessas para educação e saúde sejam cumpridas, é preciso que o PIB cresça acima de 3% em meses. Tarefa impossível de ser realizada. Para diminuir a inflação, já se
admite em suas fileiras rever o percentual de 4,5%. Aumenta-se o limite para se enquadrar uma anomalia. Isto não é maquiar? Depois vemos Marina chorar porque sofreu duros ataques do PT. Quando rebate as críticas, bate em Aécio e o acusa de ofendê-la porque este declarou que ela ficou 20 anos no PT, o que de fato aconteceu. Inexperiente, sem pessoas com experiência sólida para auxiliá-la e sem apoio de outros partidos, a não ser os fisiologistas de plantão, o que nos aguarda? Mais do mesmo?

Citei aqui 14 problemas que estamos enfrentando e em nenhuma entrevista de Dilma ou de Marina há soluções concretas propostas. Não querer ver uma ou quatorze realidades pode ser uma decisão de foro íntimo; mas a coisa complica mesmo quando o pior cego guia o rebanho...

sábado, 13 de setembro de 2014

Pesquisas eleitorais


Quem acompanha meu blog sabe que tenho sérias reservas com relação às pesquisas eleitorais. Compartilho a mesma opinião de quem conhece o mínimo sobre estatística. No caso das pesquisas eleitorais o problema será sempre a amostra, que para refletir realmente uma opinião não pode ser colhida em redutos. Sendo assim, não posso fazer uma pesquisa sobre a importância do consumo de carne em points vegetarianos. Não é a toa que institutos de pesquisa foram muito questionados após as últimas eleições.

Depois disso, vem a análise dos dados. Quem esqueceu da pesquisa publicada pelo IPEA em Abril sobre mulheres em trajes provocantes e o “merecimento do estupro”? Agora, antes de tudo,vem a intenção. Este ano foi pródigo em pesquisas que embasaram decisões governamentais altamente discutíveis, como por exemplo a reserva de cargos nos serviços públicos para negros. Os brancos já nascem ricos, com posições já definidas na sociedade?  Há algum sistema de castas que todos desconhecem? A Índia é aqui? O próximo tiro será dado contra médicos e militares, já que há uma pesquisa que  identificou como estas profissões como as que geram maiores rendas.


Diante disso, não consigo acreditar nas pesquisas que apontam Dilma com 37 ou 39% da
preferência do eleitorado. Como não acredito que a população do Brasil não é formada em sua maioria por estupradores, também não creio que seja composta em sua maioria por corruptos ou pessoas estúpidas. Veja bem o absurdo : em um final de semana há denúncias feitas dentro do âmbito da Polícia Federal que apontam para a existência de um novo mensalão, desta vez montado através contribuições de empreiteiras em contratos firmados com a Petrobrás. Este é o Petrolão. Nas denúncias que começam a ser cruzadas com os valores de doações, fica claro que Paulo Roberto Costa não está mentindo. Além dos vinte e três milhões de dólares que ele tem na Suiça está em jogo penas que podem chegar à quarenta anos, como às que foram aplicadas a Marcos Valério. Ninguém consegue crescer com um peso deste nas costas! Dá quase um bom trocadilho.

Agora vem o milagre da migração dos votos. Cai Aécio, sobe Marina. Cai Marina e sobe Dilma. Aécio continua estagnado, ou seja , quem pensou em votar nele,mudou para Marina e depois para Dilma? Não há formação, identificação, convicção ou opinião nestas eleições?  Pelas análises do crescimento da candidatura de Marina Silva, um dos fatores apontados foi a migração dos eleitores do PSDB, partido muito cortejado pela própria Marina para montar sua equipe de governo. Tão cortejado que ontem FHC que está em Chicago teve que desmentir contatos com representantes da campanha de Marina. Aliás, se o PSDB precisasse de uma referência quanto a sua capacidade de governar, não poderia ter pedido uma melhor, que é o reconhecimento dos oponentes de campanha.

Termino aqui meu texto com um conselho: Não queira adotar estratégias de BBB em eleições. Vote consciente e de olho no futuro. Não desdenhe dos casos de corrupção e negociatas,já que tudo envolve duas mãos. Ninguém da 3% de um contrato bilionário ( 3% sobre um bilhão, já pensou?) a troco de nada. Estamos vivendo uma época em que não basta superfaturar, tem que fazer de qualquer jeito. Não é a toa que viadutos novos caem, prédios e casas construídos para habitação popular no meio da obra já apresentam problemas estruturais. Você merece mais! Você paga impostos dignos de países de primeiro mundo e recebe bens e serviços de terceiro mundo. Esta é a oportunidade para você mudar e muitas vezes, a oportunidade passa de lado, às vezes chega até assustar,mas passa uma vez só!

domingo, 7 de setembro de 2014

Ponto de Vista - Cilane Assad de Souza: Porque votarei em Aécio Neves

Ponto de Vista - Cilane Assad de Souza: Por que votarei em Aécio Neves: Minha decisão de votar em Aécio tem como base seu programa de governo e a realidade brasileira. Em meu post anterior disse que se José ...

Porque votarei em Aécio Neves


Minha decisão de votar em Aécio tem como base seu programa de governo e a realidade brasileira. Em meu post anterior disse que se José Serra tivesse sido eleito, não estaríamos passando pelo pior governo da história da República no Brasil. Caso seja eleito, enfrentará um duro período pela frente.

A herança maldita que receberá do PT é :
  • Máquina administrativa loteada;
  • A  maioria das contas públicas com rombos milionários;
  • O menor PIB dos últimos anos;
  • Empréstimos nebulosos no BNDS;
  • Pelo menos duas estatais em petição de miséria que é o caso da Petrobrás e da Eletrobrás;
  • Terá que investir pesado no setor de saúde pública que perdeu leitos e serviços graças a Tabela de Remuneração do SUS que não é reajustada desde 2007 e premia procedimentos de alta complexidade,mas importa menos cubanos;
  • Inflação;
  • Recessão técnica;
  • Ameaça de aumento dos índices de desemprego;
  • Estagnação econômica;
  • Obras inacabadas, em muito caso superfaturadas e algumas com graves erros de projeto ou execução;
  • Uma oposição virulenta e disposta a tudo para recuperar os privilégios perdidos;
  • Fundos de pensão com rombos bilionários.

Para cada um destes problemas, há no projeto de Aécio uma resposta condizente.Não há promessas ululantes que incluem até a antecipação de projetos que precisam ser dimensionados e parametrizados, caso contrário não funcionarão, como é o caso dos 10% do PIB  que deverão ser aplicados em educação. Adianta começar a aplicar este dinheiro em janeiro se não há ainda nem definição de currículo? Acho também que ele é capaz de unir uma base por projetos, já que tem experiência legislativa e executiva.

Dilma, Lula e Marina 
Além disso, a equipe que acompanhará Aécio é competente. Aliás, este atributo é reconhecido inclusive por Marina, que já falou que gostaria de governar com apoio dos quadros do PSDB. Acho esta afirmação de Marina um absurdo, uma tremenda contradição. Faz oposição agora ao partido que espera “empregar”?

Acho também que a eleição de Aécio é a última chance de tirar o Brasil da situação em que estamos. Penso que é hora do brasileiro por os pés no chão e separar discurso e bravatas da realidade. A hora é difícil, o momento é delicado e o paciente está começando a dar sinais de agonia. Não é hora para experiências. E é preciso lembrar que o próximo governo precisará zelar pelo diálogo. Não adianta afagar agora os representantes do agronegócio, que foram responsáveis por boa parte do crescimento da economia e daqui a pouco tornar a atividade impraticável. A preocupação e a defesa do meio ambiente é de suma importância, mas há projetos que são  uma questão de sobrevivência da sociedade.

E para os que apostam no governo atual, tenho um exemplo : Vamos supor que você tenha algumas empresas e contrate um administrador para zelar por seu patrimônio. Em pouco tempo, as empresas começam a gastar mais do que o normal com fornecedores. Depois, todas elas começam a ter problema de caixa e as dívidas triplicam. Quando você vê, todo seu patrimônio está comprometido. O que você faz? Dispensa seu administrador ou renova o contrato?

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A tardia vitória de José Serra


José Serra teve 35 milhões de voto na disputa com Dilma em 2010, ou seja, 35 milhões de pessoas expressaram seu desejo por mudanças e a discordância com os rumos que o país tomava. Eu me incluo entre estas pessoas, não tenho minhas digitais nesse governo chefiado por marqueteiros que levou o país à recessão técnica. Porém, há 55 milhões de pessoas que deixaram as suas e estão vivenciando o pior governo do período republicano no Brasil.

Sem dúvida nenhuma, estaríamos vivendo dias bem diferentes hoje, se a história fosse outra e se não faltasse ao eleitor bom senso. Em uma campanha que até as declarações de imposto de renda de sua família foram violadas, Serra, que era o candidato mais preparado, foi derrotado por uma obscura figura do Governo Lula. As coisas tomaram um rumo tão absurdo que conseguiram provar que até o slogan do Tiririca estava errado. Depois da tempestade, para Serra sobraram quatro anos de sossego, um livro publicado que foi um dos mais vendidos este ano e uma forte candidatura ao  Senado. Com certeza, ele teria feito um governo muito melhor. Para quem duvida, é só começar a analisar a base de sustentação do governo atual que está tendo uma semana difícil, em polvorosa com os depoimentos de Paulo Roberto da Costa, que indicam que 25 Deputados federais, 06 Senadores, 03 Governadores e um Ministro de Estado foram beneficiados com rendimentos obtidos pelos pagamentos de propinas de 3% sobre os contratos da Petrobrás. Lembrete: os políticos envolvidos pertencem aos partidos PT, PMDB e PP.

Com tudo isso, Dilma ainda tem a preferência de 37% do eleitorado, segundo as pesquisas. Tem alguns posts que aparecem no Facebook que dizem que satisfeitos com este governo estão os que tem algo haver com ele ou se beneficiam da situação. Aparentemente, 37% dos brasileiros concordam com tudo isso que vemos todos os dias nos jornais, que é debatido nos açougues, botecos, mesas de truco, rádios e almoços aos finais de semana. Não há como alegar ignorância. Marina Silva detém 39% do eleitorado, com uma campanha e um discurso absurdo,que ignora as leis da Matemática, todas as etapas da Administração Pública, o Orçamento Federal ,todas teorias econômicas e por aí vai. São os que acreditam em soluções mágicas. Os mágicos costumam dizer  que a “magia” nada cria, ela apenas muda as coisas de lugar. De onde sairá recursos para pagar o Passe livre, os investimentos para dobrar o número de unidades dos programas habitacionais e outras coisinhas interessantes que aparecem aqui e ali em seu “plano de governo”? Com um sensacional aumento de impostos, para começar. E diante dessas promessas, quais gastos sobram para serem cortados? Vai caçar marajás? Já vimos este discurso antes...

E para terminar minha reflexão, nosso país está dividido entre o que é péssimo e está comprovado e o que é impossível embrulhado em papel dourado e dito com convicção. Acredita-se naquilo que é conveniente, não no que é real. Tanto Marina como Dilma tem algo positivo a seu favor e que agrada muito ao brasileiro: motivos de sobra para que se continue a praticar um de seus esportes preferidos, que é a reclamação continua. E se mudar e a coisa melhorar, qual será o assunto? Futebol?

Hoje


Yellow Ledbetter

Unsealed, on a porch a letter sat
Then you said, 'I wanna leave it again'

Once I saw her on a beach of weathered sand
And on the sand I wanna leave it again, yeah...
On a weekend, I wanna wish it all away, yeah...
And they called and I said that I want what I said...
And then I call out again...
And the reason, oughta' leave her calm, I know
I said, 'I know what I wear, not a boxer or the bag'
Ah yeah...can you see them?
Out on the porch, yeah, but they don't wave
I see them, round the front way, yeah...
And I know and I know I don't want to stay
Make me cry...

I see, ooh...I don't know why there's something else
I wanna drum it all away
Oh, I said, I don't, I don't know a-where there's a boxer or the bag'
Ah yeah...can you see them?
Out on the porch, yeah, but they don't wave
I see them, round the front way, yeah...
And I know, and I know, I don't wanna stay at all...
I don't wanna stay...yeah...
I don't wanna stay...
I don't, don't wanna

Pearl Jam

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Um louco problema


As doenças mentais são estigmatizadas no mundo inteiro e no Brasil, além da omissão da sociedade que é chamada ocasionalmente ao debate pelo apelo de uma ou outra novela, há um pensamento reinante na classe médica contrário à internação.  Se por um lado os leigos encaram o portador de doenças mentais como um indivíduo inútil e altamente perigoso, os que são encarregados de tratar o problema, na esfera médica e penal acham que cabe à família e apenas a ela tratar o doente. Ainda paira a imagem do manicômio no inconsciente de todos, onde os pacientes ficavam nus, sujos e abandonados pela família, embora o tratamento que alguns recebem em casa, muitos por falta de recursos materiais e humanos, não seja muito diferente deste quadro.

Há graus e doenças diferentes, portanto deveria haver centros diferenciados, por exemplo para tratamento da depressão em fase aguda, com risco de suicídio. Há os casos dos esquizofrênicos , que dependendo do grau e de alguns períodos de exacerbação da doença, de fato precisam de internação. O dramaturgo Ferreira Goulart, que é pai de um paciente portador da doença já disse em entrevistas que aquele que diz que o esquizofrênico não precisa de internação ama seu filho mais do que ele. Quando me refiro a um centro de internação para estes pacientes não tenho em mente pátios e quartos que na verdade são depósitos de pessoas. Penso em um centro com profissionais especializados, atendimento humanizado e que ofereça além da medicação necessária para conter o surto, outras abordagens como  terapia ocupacional e comportamental. Exemplos tem no mundo inteiro para serem estudados e adaptados.

E há os casos dos portadores de doença mental de alta periculosidade, que ou são julgados como pessoas capazes e vão cumprir pena em cadeias comuns, pondo sua vida e a de outros detentos em risco ou vão para estabelecimentos próprios e alguns voltam para a família. O resultado desta política é que mesmo quando identificada por profissionais a incapacidade da pessoa em controlar seus atos, ou seja, matarão novamente, são colocados na rua e voltam a cometer assassinatos como o maníaco que agiu no entorno de Brasília ou são mortos, como o caso do Bandido da Luz Vermelha. Um outro caso emblemático, que obviamente carece de maiores esclarecimentos, foi a detenção hoje de Cadú, assassino confesso do cartunista Glauco e de seu filho por suspeita de latrocínio ( roubo seguido de morte). Este rapaz foi preso após tiroteio com policiais na fronteira com o Paraguai, expondo sua vida e ferindo um policial. Surpreendentemente, após passar um período em uma Casa de Custódia no Paraná, ao chegar em Goiás foi declarado incapaz e posto em liberdade, já que o o Governo de Goiás é contra a internação. Caso fique comprovado que ele de fato participou de mais um crime, o que será feito? Mais uma vida perdida em vão?
Há pessoas que são irrecuperáveis, tanto as “normais” como as portadoras de doença mental, menores de idade e cidadãos em pleno exercício de seus direitos. Embora com o péssimo sistema carcerário que temos, a Justiça no Brasil construiu suas bases penais apostando na recuperação do indivíduo. O Estado pouco faz para que isso ocorra, mas acredita-se que, depois de cumprir pena com todo tipo de gente e algumas vezes em condições subumanas, que o indivíduo sairá de lá apto a ser um cidadão exemplar. Para toda regra, há uma exceção e é preciso encarar também esta realidade. Ninguém quer criar depósitos de loucos, mas a internação psiquiátrica é uma realidade. Dolorosa para a família, para o paciente, mas muitas vezes necessária e um mal menor.