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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Sou amigo do Rei

A Revista Época desta semana publicou uma matéria que mostra os salários pagos aos indicados pelo ex-presidente Lula no SESI. Com variações entre R$ 10.000,00 a R$ 36.000,00 os funcionários em questão não estavam trabalhando, uma delas inclusive, esposa de João Paulo Cunha, condenado no escândalo do mensalão, estava acompanhando a reforma de sua casa, em São Bernardo do Campo. A nora de Lula e a esposa de Cunha disseram que tem uma carga horária flexível  e que podem trabalhar em São Paulo ou Brasília. Emprego público, com alto salário e poucas responsabilidades também tem a namorada de Zé Dirceu, como assessora no Senado, indicada por Renan Calheiros.

Muitos brasileiros, com formação superior, experiência profissional  e especialização não ganham isto. Para trabalhar em um cargo bem mais baixo no SENAI, é preciso passar por provas. Além do salário, a carga horária é excelente, tornando o cargo extremamente atrativo para muita gente que pode de fato acrescentar algo ou fazer a diferença. Não vou discutir a capacidade técnica das duas para o exercício do cargo,mas acho que esta é mais uma daquelas situações onde “não basta a mulher de César ser honesta, tem que parecer honesta”. No mínimo, a denominação do cargo, as atribuições, requisitos para exercer a função e processo seletivo deveriam ser públicos e os anúncios veiculados em jornais de grande circulação, para que outras pessoas participassem do processo de seleção, já que o SESI é uma autarquia. Tendo capacidade e passando pelo processo ao qual todos foram submetidos, ai a conversa é outra, passa a ser uma situação decorrente do mérito pessoal.

Fica a impressão que o melhor é destinado a poucos, principalmente aos amigos do Rei. Aliás, a família de Lula já foi beneficiada inclusive com passaportes diplomáticos, sendo que um dos filhos se está lutando para não devolver. É preciso lembrar que o passaporte diplomático dá direito a mala diplomática, de livre passagem nas fiscalizações dos aeroportos. Depois de todos os problemas que a eles passaram,penso que  deveriam investir seus recursos em negócios próprios, longe da influência do pai e das empresas e autarquias públicas, evitando assim uma série de boatos que circulam por aí. Ninguém acha que eles não devem ser bem sucedidos, pelo contrário, mas de preferência trilhando o caminho comum a todos. Também não acho que Lula não deva ajudá-los, mas o incentivo tem que vir de recursos próprios, longe da esfera governamental.

Resta a nós, representantes e membros da sociedade civil, tentarmos um cargo nos Conselhos Populares, cujo decreto não foi derrubado pelo Congresso e está em vigor. Pela lei qualquer um pode participar e as funções serão remuneradas. Como as reuniões não acontecem durante o mês inteiro, estes cargos também oferecem flexibilidade. Será que nós conseguiremos?

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