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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Porque não votarei em Marina Silva


São duas coisas diferentes: convicção e comoção. A comoção pela morte de Eduardo Campos tomou o país. O candidato que até então estava em terceiro lugar nas pesquisas, teve sua candidata a Vice, Marina Silva, catapultada a segunda posição na pesquisa Datafolha feita no final de semana de seu funeral. Como se Eduardo Campos até então estivesse atrapalhando o desempenho de Marina e após sua morte, ela ficasse livre para voar. A viúva de Campos, Renata, cujo comportamento, em tempos de desconstrução moral e falta de referências,causou admiração a todos nesta semana terrível, chegou a ser cogitada para Vice. Esquece-se aí a importância do Vice-Presidente, esquece-se por exemplo, Itamar Franco e José Sarney que conduziram o país após o impeachment de Collor e a morte de Tancredo Neves.

Tenho convicção que Marina não tem o que é necessário para ser presidente e devemos lembrar que o próximo não surfará nos frutos do crescimento da economia, graças inclusive ao agronegócio que ela vê com tantas ressalvas. Teremos um período difícil pela frente, fogo forte produz aço bom sim, desde que a matéria prima seja igualmente boa. Acho que Marina tem uma qualidade importante que é a fidelidade a sua ideologia. Tão fiel que quando poderia ter alertado o eleitor brasileiro sobre Dilma e o PT, que ela conheceu a fundo, não o fez. Já disse antes que erramos também por omissão e a dela, hoje, vemos que foi imperdoável e nefasta.

Como todos economistas afirmam, o grande mérito de Lula foi ter mantido a política econômica estabelecida no governo FHC. A estabilidade econômica é instrumento de inclusão social, sem dúvida. Outra coisa positiva foi a disposição em cumprir compromissos assumidos, conforme a “Carta de compromisso ao povo brasileiro”, que Lula publicou para acalmar o mercado financeiro em 2002, uma vez que o crescimento de sua candidatura fez com que a cotação do dólar ultrapassasse  a barreira dos R$ 3,00. Marina é incapaz de sentar-se a mesa com partidos que ela considera “de direita”, não importando a mensagem. O problema sempre será o mensageiro. Refere-se a FHC como o “sociólogo”, mas tem um diálogo constante com o PT. Seu marido pediu nesta semana exoneração do cargo que ocupava no governo de Tião Viana no Acre. Para quem quer mudanças, a candidatura de Marina significa o PT mais fiel a sua ideologia, em um momento em que será preciso dialogar e muito com todos os setores da sociedade e com outros partidos políticos.

Vejo em Marina disposição em não fazer, em não aceitar, em não cumprir, típico de quem não tem a menor experiência em cargos executivos onde é preciso fazer, aceitar e cumprir e Eduardo Campos sabia muito bem disso, tanto é que tinha trânsito livre em todos setores da economia. Não podemos nos dar ao luxo de fazer da Presidência do Brasil outro estágio remunerado durante mais quatro anos.

Entre a comoção e a convicção há uma grande diferença, principalmente de tempo. Há um período para a primeira, mas a segunda é formada por vários fatores, inclusive pelo aprendizado que vem através de grandes emoções. Ter convicção não é somente ter uma opinião, é saber também porque ela se formou. É preciso escolher bem seu candidato, sem falsas esperanças ou expectativas. O cenário será difícil para todos, seremos colocados a prova e muitas vezes questionaremos se tomamos a decisão certa e será nessas horas em que nos lembraremos de nossas convicções.

2 comentários:

  1. Não podemos nos dar ao luxo de fazer da Presidência do Brasil outro estágio remunerado durante mais quatro anos.

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  2. Hoje o coordenador de campanha de Eduardo Campos se desligou da campanha de Marina Silva. Quem vai querer ser responsável por este desastre anunciado? Vai sobrar o que depois do estágio dela, que como Dilma, parece que vai começar a governar agora.

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