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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sábado, 9 de agosto de 2014

O Planalto, a Wikipédia e os jornalistas

Para quem conhece mesmo que pouco sobre determinado assunto e faz uma pesquisa na Internet, sabe que as informações contidas na Wikipédia devem ser peneiradas. Às vezes, os sites apontados ao final dos tópicos são mais interessantes que o artigo em si. Não descartando o caráter democrático e o princípio da difusão do conhecimento mas principalmente pela facilidade em incluir e modificar tópicos, a Wiki não é uma fonte confiável. Há alguns anos atrás, em discussões em família sobre o Google, chegamos a conclusão que por ser o primeiro resultado de pesquisa que surge, e muitas vezes o usuário se contenta em checar apenas uma fonte, muitos conceitos e artigos seriam construídos tendo como base informações não confiáveis.

Descartando a macro discussão que o Google e a Wikipédia podem despertar, podemos afirmar categoricamente que quem inclui um tópico ou altera outro já existente sabe exatamente o que está fazendo, ou seja, é um “ato doloso”. Se a pessoa acredita na veracidade das informações ou não, é outra coisa. Sendo assim, a alteração dos perfis de Carlos Alberto Sardenberg e de Miriam Leitão foi proposital, houve realmente a intenção de incluir as informações. No caso de Míriam, as informações são falsas, no caso de Carlos, criam dúvidas sobre a imparcialidade de seu trabalho a ligá-lo indiretamente à Febraban. Um é jornalista, outra economista que contribui com artigos e análises para um importante grupo de comunicação. 

Os danos à imagem são indiscutíveis, mas o prejuízo maior é  a credibilidade dos dois, que no meio em que atuam é indispensável e dificilmente reparável. Resumido: Houve a intenção de prejudicar estas pessoas, de causar dano através de inserções em um site que geralmente é o primeiro resultado que aparece em uma ferramenta de busca e que muitos não questionam a veracidade do conteúdo.As alterações foram feitas no Palácio do Planalto, que é a sede do Poder Executivo, local de trabalho da Presidente da República. Quem se dedicou a este trabalho utilizou recursos públicos, que são de propriedade de povo brasileiro para cometer um crime e pelo local em que foi cometido é impossível desassociar a pessoa da instituição. A mesma ou mesmas pessoas utilizaram o mesmo expediente no mesmo local para modificar os artigos sobre Ideli Salvati, Michel Temer e Alexandre Padilha, daí podemos ver uma prática comum e contínua.

Estas denúncias vieram à tona na mesma semana em que notícias sobre a entrega das perguntas elaboradas por assessores do Governo foram repassadas a pessoas investigadas na CPI da Petrobrás por senadores da base governista. Mais uma vez, afirmo como já disse antes sobre a candidatura de Padilha ao Governo de São Paulo que, se fosse em qualquer outro país do mundo, Dilma deveria renunciar a sua candidatura,primeiro para proteger sua integridade moral, segundo para se dedicar a investigar esta chuva de denúncias de maneira séria e comprometida, garantindo um lugar de honra na história da República. Diminuir a importância destes fatos é deixar claro a falta de padrões éticos e morais, é abraçar o banditismo, é punir e assassinar moralmente os que discordam de seus pontos de vista, zerar o debate e abraçar a ditadura do pensamento. E tão importante quanto tudo isso é a falta de coerência de uma pessoa que foi presa por uma ditadura por lutar pela “democracia” e “liberdade”, dedicar-se a construir passo a passo um estado totalitário.

Aos que querem a continuidade desta monstruosidade, apontado pelos índices das pesquisas eleitorais, fica também a responsabilidade e a permissão para a desconstrução moral e das instituições deste país, do roubo e desvio dos recursos que pertencem a todos os brasileiros para os bolsos de poucos e para o assassinato moral dos que, fazendo seu trabalho, mostram a realidade dos fatos de um governo que se faz populista, mas que é guiado pelos interesses do Partido, que colocou 22.000 pessoas em cargos de confiança, recebendo altos salários, em todas as esferas possíveis e transformou o Brasil em um país de poucos.

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