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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

domingo, 17 de agosto de 2014

Imprevisto


Fazer planos, trabalhar para realizá-los mas sempre deixar espaço para o imprevisto. O imprevisto de Eduardo Campos foi o acidente que o matou . Perdeu a vida a caminho de mais um compromisso  entre muitos os que compõe a insana agenda de um candidato a Presidente.

Pouco conhecia sobre Eduardo Campos antes do lançamento de sua candidatura e já publiquei alguns posts sobre sua campanha e sobre Marina Silva. Não vou renegá-los e também não vou dizer agora que era meu candidato. Acho inclusive que ele cometeu um erro em não se aliar a Aécio. Acredito que juntos venceriam o pleito e fariam o governo que o país precisa. E também acredito que a partir daí, o vôo seria solo, em uma belíssima carreira.

Mas ficou o legado do governador competente, do político agregador, do pai de família que deixa cinco filhos, de um bom filho e bom irmão,  de um homem jovem que morreu trabalhando em busca de um objetivo, que tinha planos, que tinha um longo caminho a percorrer, que teve uma vida honrada. Essa visão que a gente constrói através da familiaridade com que os meios de comunicação trazem a pessoa para dentro de nossas casas, de nossas vidas. Peço a Deus que ele e seus companheiros de viagem estejam em paz e que as famílias recebam o apoio e a solidariedade de todos não só neste momento difícil mas também em outros grandes e pequenos acontecimentos em que se assimila a perda aos poucos.

Acho também deselegante a forma escancarada que a substituição da candidatura dele foi tratada. Nossos homens públicos esqueceram que nem tudo precisa ser dito a toda hora. Agora é a hora da despedida. Não me agrada também o enfoque tem sido dado à candidatura de Marina. É como se Campos fosse um empecilho e sob meu ponto de vista, ele era a âncora do projeto, a força e a determinação que falta à Marina.

Além do legado que mencionei, Eduardo Campos deixa também a marca da amizade, independente do partido ou da ideologia. De Lula a FHC, de Aécio a Dilma, todos lamentaram sua morte e destacaram seus talentos, sua habilidade política, sua amizade preciosa e sua civilidade. Que seus então adversários políticos a adotem agora que restam quatro meses para as eleições e mantenham o debate longe do nível pessoal. A História será generosa com Campos, mas nós brasileiros, precisamos de mais pessoas como ele.
“Não vamos desistir do Brasil.”

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