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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Hiroshima


Há 69 anos o mundo conheceu o poder de destruição nuclear com o lançamento sobre Hiroshima da primeira de duas bombas atômicas. A cidade foi escolhida por ter um importante porto, ser um centro industrial e ser sede da maioria dos quartéis-generais militares. Na época dos ataques, a população de Hiroshima era de 340.000 a 350.000 habitantes. Três aviões B-29 participaram da missão, sendo que o avião chamado de Enola Gay, mesmo nome da mãe do piloto Paul W. Tibbets carregou e lançou a bomba “Little boy”. Meia hora antes do lançamento, foi retirados os dispositivos de segurança e às 8h15 da manhã de 06 de Agosto ela foi lançada e foi detonada no ar.

Um clarão, seguido um som baixo e uma onda de choque atingiu a cidade. Calcula-se que cerca de 80.000 pessoas foram mortas pela onda de choque e fogo imediatamente e cerca de 70.000 foram feridas. Estima-se que 12 Km2 da cidade forma destruídos, mas os japoneses afirmam que 69% da cidade foi atingida e o que sobrou foi rapidamente consumido por incêndios, que se propagaram principalmente graças aos materiais utilizados nas construções de casas: papel e madeira.

Embora a humanidade tenha tido muita sorte por não ter sido a Alemanha a dominar a tecnologia necessária para construção de bombas atômicas, as explosões de Hiroshima e de Nagasaki colocaram nas mãos dos homens o destino da humanidade. Nós poderíamos destruir nosso mundo com as armas que as superpotências tinham. Talvez, o mais perto que tenhamos chegado do fim  foi a crise causada pela presença de mísseis em Cuba.

Em todos os anos em que os sobreviventes relembram os ataques ao Japão, dois pedidos são reiterados: que o Japão permaneça como uma nação pacífica e que chegue ao fim a corrida armamentista. Porém, a natureza do homem é o maior obstáculo a paz mundial. Depois de um conflito terrível como a Segunda Guerra Mundial, tivemos vários conflitos sangrentos pelo mundo e assistimos agora à guerras na Síria, Iraque, Afeganistão, Ucrânia, Israel e Palestina. A intolerância, a incapacidade de respeitar os limites, dividir espaços, crenças e valores tem jogado a humanidade em guerras terríveis. É como se todos os horrores passados tivessem sido em vão, inclusive Hiroshima. Precisamos nos lembrar mais das atrocidades cometidas e não repeti-las. O homem precisa antes de tudo, valorizar a vida e não cultivar a morte.

Pequenas lanternas coloridas flutuam no rio homenageando os mortos e pedindo paz, em frente a um dos prédios de Hiroshima que insiste em se manter de pé, lembrando a todos a morte e a destruição que veio com um relâmpago, anunciado uma tempestade de fogo que consumiu vidas e a cidade.

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