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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sábado, 30 de agosto de 2014

Complexo de grandeza, competência e recessão


Há dois anos atrás, em uma de minhas aulas de pós-graduação onde discutíamos o vertiginoso crescimento das classes C e D, afirmei ao meu professor que a natureza do crescimento da economia acabaria por criar uma legião de endividados a longo prazo, que freariam o crescimento da economia. Olha só que cândido argumento apresentei, tendo como base minha condição de assalariada: Se uma família com renda média no Brasil compromete parte de seu orçamento com o financiamento da casa própria que é de longo prazo, com o carro em pelo menos 60 meses, somando-se as despesas fixas, a faixa disponível para consumo iria cair mês a mês, principalmente se estas pessoas contratassem serviços, cujo pagamento é mensal. Um dos alunos de minha sala me deu uma resposta daquelas, já que ele é funcionário de um banco estatal alocado no setor de financiamento imobiliário. Veja bem que nem passou pela minha cabeça o fator inflação!

Ontem oficialmente entramos em recessão técnica, com rombos em quase todas as contas públicas e agora, além da inflação temos que nos preocupar com o fantasma do desemprego. Se você perguntar quem é o responsável, todos dirão que é o governo.  Eu afirmo que há mais dois responsáveis, um que até agora não se manifestou e outro que, apesar de pagar as contas, parece querer ainda mais. O primeiro é Lula, que governou este país por oito anos e surfou no crescimento econômico do período, ocasionado pelo aumento da demanda mundial e por conseqüência  dos preços das comoditties e pela descoberta do pré-sal. Sem experiência e bom de discurso, Lula tornou-se um demagogo, com sua fala inflamada e raivosa,  tomado pela febre do poder a qualquer preço. Fez questão de eleger seu sucessor e para mostrar que ele era bom mesmo, que seu governo tinha sido o melhor, que ele era imbatível e já de olho em 2014, onde voltaria nos braços do povo, lançou Dilma Rousseff como sua substituta. Sem nenhuma experiência e sem nenhum trabalho de vulto para apresentá-la, eis que ela se candidatou e governou como quis, praticamente sem oposição, sem nenhum empecilho de vulto que a impedisse de fazer o que quisesse.  Quebrou estatais, deixou a Petrobrás mais vulnerável que nunca e os rombos nas contas públicas estão aí, para todos verem. Quando o PT quiser discutir o passado,precisa lembrar que eles o construíram,dia a dia, por doze longos anos.

O segundo responsável é eleitor brasileiro, que a elegeu e está prontinho para cometer o mesmo erro pela segunda vez com Marina Silva. A bandeira de Marina é governar com o apoio dos melhores quadros dos partidos, algo que não acontecerá de forma alguma! Quanto mais vago seu plano de governo e mais genéricos são suas colocações, mais eleitores ela atrai.Sendo assim ela contará com seus próprios quadros e com as indicações dos políticos profissionais, que as negociam em troca de nacos do país, de olho nos orçamentos dos órgãos federais onde alguns já montaram até sala de atendimento . Mais do mesmo e o que já vemos e sentimos na pele e no bolso todos os dias não é suficiente? Todo mundo já sabe que será assim, mas espantosamente a candidata vem crescendo nas pesquisas dia após dia. Não sei no que acreditam, se com Marina passarão incólumes pelas pedras que teremos que caminhar para fazer os ajustes necessários na economia, na administração pública, nos cortes de despesa, de cargos no governo e de projetos, como a obra de transposição do rio São Francisco que já consumiu bilhões, já foi inaugurada duas vezes e está longe de ficar pronta. Porque a vida é assim, gente. Se você não tem dinheiro, tem que cortar gastos, tem que repensar projetos. Se não quiser seguir este caminho,terá que pedir emprestado. Lá em Brasília não é diferente.

O curioso é que eu não consigo achar uma alma que me diga que votou em Dilma, tirando o Senador Pedro Simões! Os juros estão nas alturas, o poder de compra diminuiu, a capacidade para atrair investimentos do exterior é baixa, pois o mercado considera que a política praticada pelo Governo é fortemente intervencionista. O Tesouro já injeta na economia quantias estratosféricas, pois além das despesas públicas, arca com os repasses ao setor de energia e complementa o que foi perdido em arrecadação com as desonerações. Fora isso, tem estes empréstimos nebulosos para os “hermanos”, via BNDS. Não há milagres, o ano de 2015 será difícil para todos, principalmente para quem for governar um país com 22.000 (vinte e dois mil) cargos de confiança distribuídos pelo PT e aliados em todos os setores do governo e com os Conselhos Populares. Mas entra aí o fator coragem: ou enfrentamos isto de uma vez ou perderemos uma oportunidade valiosa de colocar o Brasil de novo na rota do crescimento, com responsabilidade e honestidade. O primeiro passo para corrigir um erro é assumir que ele existe não negar sua contribuição sobre ele.

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