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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

sábado, 30 de agosto de 2014

Complexo de grandeza, competência e recessão


Há dois anos atrás, em uma de minhas aulas de pós-graduação onde discutíamos o vertiginoso crescimento das classes C e D, afirmei ao meu professor que a natureza do crescimento da economia acabaria por criar uma legião de endividados a longo prazo, que freariam o crescimento da economia. Olha só que cândido argumento apresentei, tendo como base minha condição de assalariada: Se uma família com renda média no Brasil compromete parte de seu orçamento com o financiamento da casa própria que é de longo prazo, com o carro em pelo menos 60 meses, somando-se as despesas fixas, a faixa disponível para consumo iria cair mês a mês, principalmente se estas pessoas contratassem serviços, cujo pagamento é mensal. Um dos alunos de minha sala me deu uma resposta daquelas, já que ele é funcionário de um banco estatal alocado no setor de financiamento imobiliário. Veja bem que nem passou pela minha cabeça o fator inflação!

Ontem oficialmente entramos em recessão técnica, com rombos em quase todas as contas públicas e agora, além da inflação temos que nos preocupar com o fantasma do desemprego. Se você perguntar quem é o responsável, todos dirão que é o governo.  Eu afirmo que há mais dois responsáveis, um que até agora não se manifestou e outro que, apesar de pagar as contas, parece querer ainda mais. O primeiro é Lula, que governou este país por oito anos e surfou no crescimento econômico do período, ocasionado pelo aumento da demanda mundial e por conseqüência  dos preços das comoditties e pela descoberta do pré-sal. Sem experiência e bom de discurso, Lula tornou-se um demagogo, com sua fala inflamada e raivosa,  tomado pela febre do poder a qualquer preço. Fez questão de eleger seu sucessor e para mostrar que ele era bom mesmo, que seu governo tinha sido o melhor, que ele era imbatível e já de olho em 2014, onde voltaria nos braços do povo, lançou Dilma Rousseff como sua substituta. Sem nenhuma experiência e sem nenhum trabalho de vulto para apresentá-la, eis que ela se candidatou e governou como quis, praticamente sem oposição, sem nenhum empecilho de vulto que a impedisse de fazer o que quisesse.  Quebrou estatais, deixou a Petrobrás mais vulnerável que nunca e os rombos nas contas públicas estão aí, para todos verem. Quando o PT quiser discutir o passado,precisa lembrar que eles o construíram,dia a dia, por doze longos anos.

O segundo responsável é eleitor brasileiro, que a elegeu e está prontinho para cometer o mesmo erro pela segunda vez com Marina Silva. A bandeira de Marina é governar com o apoio dos melhores quadros dos partidos, algo que não acontecerá de forma alguma! Quanto mais vago seu plano de governo e mais genéricos são suas colocações, mais eleitores ela atrai.Sendo assim ela contará com seus próprios quadros e com as indicações dos políticos profissionais, que as negociam em troca de nacos do país, de olho nos orçamentos dos órgãos federais onde alguns já montaram até sala de atendimento . Mais do mesmo e o que já vemos e sentimos na pele e no bolso todos os dias não é suficiente? Todo mundo já sabe que será assim, mas espantosamente a candidata vem crescendo nas pesquisas dia após dia. Não sei no que acreditam, se com Marina passarão incólumes pelas pedras que teremos que caminhar para fazer os ajustes necessários na economia, na administração pública, nos cortes de despesa, de cargos no governo e de projetos, como a obra de transposição do rio São Francisco que já consumiu bilhões, já foi inaugurada duas vezes e está longe de ficar pronta. Porque a vida é assim, gente. Se você não tem dinheiro, tem que cortar gastos, tem que repensar projetos. Se não quiser seguir este caminho,terá que pedir emprestado. Lá em Brasília não é diferente.

O curioso é que eu não consigo achar uma alma que me diga que votou em Dilma, tirando o Senador Pedro Simões! Os juros estão nas alturas, o poder de compra diminuiu, a capacidade para atrair investimentos do exterior é baixa, pois o mercado considera que a política praticada pelo Governo é fortemente intervencionista. O Tesouro já injeta na economia quantias estratosféricas, pois além das despesas públicas, arca com os repasses ao setor de energia e complementa o que foi perdido em arrecadação com as desonerações. Fora isso, tem estes empréstimos nebulosos para os “hermanos”, via BNDS. Não há milagres, o ano de 2015 será difícil para todos, principalmente para quem for governar um país com 22.000 (vinte e dois mil) cargos de confiança distribuídos pelo PT e aliados em todos os setores do governo e com os Conselhos Populares. Mas entra aí o fator coragem: ou enfrentamos isto de uma vez ou perderemos uma oportunidade valiosa de colocar o Brasil de novo na rota do crescimento, com responsabilidade e honestidade. O primeiro passo para corrigir um erro é assumir que ele existe não negar sua contribuição sobre ele.

Hidratação e limpeza da pele


Com Agosto chegando ao final e com previsão de um pouco mais de chuva para Setembro, nossa pele agradece. Mas as mudanças no clima não são suficientes para garantir a hidratação que nossa pele precisa. Testei e gostei de alguns produtos para hidratação e limpeza. Passo a sugestão adiante.


1. Sabonete mousse Chronos - limpeza suave para pele normal a seca - Natura
Adorei! Limpa a pele em profundidade,mas também  hidrata. Achei uma ótima solução e recomendo para os rapazes!


2. Hidratante facial Hydra Chronos da Natura
Com versão para o dia, com FPS 30 e noite proporciona hidratação profunda. Além disso se você é adepta dos produtos 3 em 1 - filtro solar, hidratante e base,  eis que a Natura também oferece os produtos da linha Hydra com estes benefícios.

Para evitar o envelhecimento precoce da pele, devemos usar filtro solar constantemente e cuidar da hidratação. Lembre-se que a pele reflete seus hábitos, como excesso de sol, fumo e nutrição insuficiente. Além disso, o cuidado precoce com a pele retarda os sinais de envelhecimento. Ficam ai minhas sugestões e desejo a todos um ótimo fim de semana!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Canalhas por opção e vocação


Embora eu tenha visto e vivenciado muitas coisas, de vez em quando ainda me surpreendo com alguns fatos. Uma das definições mais corretas sobre qualidade é aquela que define este atributo conforme o ponto de vista de quem vê. Aquilo que para mim é sinônimo de qualidade, dentro de meus padrões e conhecimento, não é necessariamente para você. Hoje eu tenho convicção que algumas pessoas aplicam esta máxima com relação a princípios, que são absolutamente relativos.

Promete-se o que não se pode cumprir, alguns se comprometem com algo que afetará a vida de outras pessoas mas são incapazes de fazer sua parte, palavra passa a ser apenas palavra. Em tempos de absoluta escassez de boas pessoas, tem algumas que passam a vida a tomar atitudes que reforçam a máxima que o tempo perdido com elas não se recupera. São os canalhas por opção e vocação. Aquelas pessoas que após apresentações,alguém te puxa de lado e já te avisa que você não deve contar com ela para nada. E como o tempo é valiosíssimo, olha só o tamanho do prejuízo! Negocia-se o inegociável e renuncia-se a dignidade. Tempo complicado o que vivemos!

Em meio àquela enxurrada de mensagens que recebemos no Facebook, todas exaltando a humanização das relações, era de se esperar que as condutas diárias fossem diferentes; afinal todos citam alguém, todos tem uma frase profunda. Mas a vida é muito diferente do que queremos que os outros vejam em nosso mural! O Face é nossa vitrine onde expomos as melhores mercadorias.

A base dos princípios é o ser humano.Princípios norteiam relações. Princípios evoluem, somam-se a outros, são revisados, mas não podem ser relativos. São absolutos, mas podem ser adequados,o que não é permitido é a ausência deles em qualquer nível de relacionamento. A mesma definição é aplicável às empresas, pois através deles fica mais fácil definir o escopo da missão. Uma empresa que não tem princípios, não alcançará sua missão. Se por acaso chegar perto do alvo, fincará a bandeira em solo arenoso.

Acho que um bom começo é procurar assimilar as mensagens que lemos, antes de simplesmente compartilhar. E procurar também compartilhar além do mundo virtual o que temos de melhor.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Casa Grande

Estou muito curiosa para assistir este filme. Produção nacional ainda sem data de lançamento, é original por sair do tripé “retrato da periferia / drama histórico / comédia romântica” que domina o cinema nacional e me parece que o faz de forma muito sensível, sob dois enfoques diferentes.

O filme conta a história de um jovem, filho de uma família bastada que aos poucos entra em decadência, sem que ninguém saiba. Baseado em fatos reais, retrata um pouco da juventude do diretor Felipe Barbosa, inclusive aproveitando locações como a casa e o colégio que ele morou e estudou.

Achei bem interessante as matérias que saíram sobre este filme, porque ao que tudo indica há o lado da família e há a nova realidade do filho, que também luta para se livrar da super proteção dos pais, que certamente é exacerbada pela nova realidade social e econômica. Acho que é um pouco sobre mudança e a dificuldade que temos em nos ajustar. Com relação aos sentimentos do filho, penso que todos passam pelo mesmo processo,  é algo inerente à adolescência e eles tem dificuldades em lidar com o desejo de voar, já que são “invencíveis e sabem de tudo”, com o momento dos pais, que geralmente soltam os filhos no mundo gradativamente, sempre com vontade de puxá-los de volta para a segurança que eles acham que proporcionam.
Fico contente com este renascimento do cinema nacional e com as novas propostas que estão surgindo. E fico muito contente com a volta de Paulínia ao cenário cinematográfico, já que este filme foi um dos destaques do festival. Depois que eu assistir, conto mais. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

TV por assinatura


O número de assinantes do serviço de TV paga cresceu fortemente no Brasil nos últimos anos, em parte pelo aumento do poder aquisitivo das classes C e D e em parte pela péssima programação da TV aberta. Há que se destacar também a entrada de outras empresas neste segmento e o barateamento da tecnologia. Se antes o serviço era fornecido exclusivamente por cabo e dependente das condições de infra-estrutura e implantação por área, o barateamento do serviço via satélite contribuiu fortemente para a difusão e cobertura. Hoje , se não houver um obstáculo físico que impeça a chegada do sinal, a cobertura do serviço atinge todo território nacional.

Número de assinantes                                         

Com o aumento na base de assinantes veio também os lucros gerados pelos anúncios, antes utilizado por poucas empresas que buscavam um nicho particular de clientes. O preço dos anúncios ainda é baixo se comparado aos praticados pelas emissoras de TV aberta. Além disso, o número de canais disponíveis aumentou consideravelmente. Canais como o Discovery se dividiram e apresentam programação segmentada, assim temos um canal dedicado à investigações, outro com a programação voltada para mulheres , outro para amantes de carros e assim vai. Sendo assim, este é um dos únicos setores da economia que não tem problemas de receita. Cresce fortemente e não é uma tendência passageira, é uma realidade que veio para ficar, apesar de suas vulnerabilidades. Em tempos de famílias endividadas e inflação crescente, acaba por ser um dos primeiros confortos que se abre mão.

Faturamento com publicidade                         
A programação porém, deixa a desejar.Embora os pacotes populares sejam um dos fatores que ajudaram o crescimento do setor, a maior parte dos assinantes opta por pacotes intermediários, cujo preço não ultrapassa os R$ 80,00. Os canais que compõem estes pacotes em sua maioria estão dublados, embora a transmissão digital e em HD permita o uso da tecla SAP. A dublagem, feita em massa, é péssima! Mesmo com o aviso de SAP disponível, em muitos filmes e programas não há legendas e o brasileiro está acostumado com legendas e áudio original. Além disso, as expressões próprias do idioma original do programa são substituídas por gírias típicas do Rio de Janeiro. Para um país que na Copa teve como ponto negativo a dificuldade de comunicação em inglês, o excesso de dublagem passa a ser um ponto negativo, perde-se a oportunidade de familiarização com um novo idioma e de aprendizado. Certamente a dublagem foi adotada para tornar o produto acessível aos novos consumidores, mas sendo a legenda mais barata e havendo tecnologia para disponibilizar os dois serviços, para que irritar os demais clientes desta forma? E aqui não cabe reclamação por aumento de custos, já que as receitas crescem dia a dia.

Outro ponto negativo são as reprises constantes. Com a obrigação de apresentar conteúdo nacional, as reprises de filmes brasileiros irritam. Você corre o risco de assistir um filme em um canal e no dia seguinte o mesmo filme em outro canal e por ai vai, veja por exemplo o caso de “Saneamento Básico”. E o mesmo acontece em outros canais que exibem filmes. Vou citar aqui alguns exemplos de filmes que são reprisados a exaustão:  “ A procura da felicidade”, “ Exterminador do Futuro 1 a 4”, “Velozes e Furiosos – 1 a 6 “, “Penetras bons de bico” entre outros. Não se engane achando que isto não acontece com os pacotes que incluem o Telecine e HBO!Nos EUA e na Europa há a exibição de programas de meio de temporada, justamente para evitar tantos reprises. Aqui, ainda assistimos Friends!

Além disso, será que precisamos de tantos programas sobre tatuagem, carros e alguns de gosto duvidoso como o “Pelados e largados”? Será que não é redundante o número de programas sobre relíquias e compras de armazéns? E os documentários? O canal Nat Geo, que tem um acervo maravilhoso tem exibido programas de fazer inveja a turma dos noticiários policiais da TV aberta. Onde fica a diferença? Será que com a exibição de conteúdos dublados na TV paga, que também são exibidos na TV aberta e a importação de padrões desta para aquela o negócio não corre risco de    tornar obsoleto?
A opção por popularizar a programação é uma forma de aumentar a penetração em segmentos antes considerados inacessíveis, mas é uma estrada de duas mãos. Se é possível agregar ao mesmo produto características que o tornam interessantes públicos diferentes, a opção por um só em detrimento de outros é uma estratégia burra ainda mais nesta época de incertezas econômicas. Por se tratar de prestação de serviços com pagamentos continuados e que por sua natureza acabam tendo uma percepção abstrata para quem consome, acabam por ser o primeiro alvo no corte de despesas em favor do consumo de bens.

Para manter-se indispensável é preciso que haja também a preocupação em diferenciar pela qualidade, em inovar em ser também instrumento de difusão de cultura, conhecimento e entretenimento para despertar a necessidade em ter e manter o serviço. Há que se lembrar que é um serviço pago por particulares, que querem e merecem algo mais. Há que se lembrar também que embora tenha se tornado fácil ter o serviço, nunca foi tão fácil cancelar. 

Faturamento do Setor                                        

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Porque não votarei em Marina Silva


São duas coisas diferentes: convicção e comoção. A comoção pela morte de Eduardo Campos tomou o país. O candidato que até então estava em terceiro lugar nas pesquisas, teve sua candidata a Vice, Marina Silva, catapultada a segunda posição na pesquisa Datafolha feita no final de semana de seu funeral. Como se Eduardo Campos até então estivesse atrapalhando o desempenho de Marina e após sua morte, ela ficasse livre para voar. A viúva de Campos, Renata, cujo comportamento, em tempos de desconstrução moral e falta de referências,causou admiração a todos nesta semana terrível, chegou a ser cogitada para Vice. Esquece-se aí a importância do Vice-Presidente, esquece-se por exemplo, Itamar Franco e José Sarney que conduziram o país após o impeachment de Collor e a morte de Tancredo Neves.

Tenho convicção que Marina não tem o que é necessário para ser presidente e devemos lembrar que o próximo não surfará nos frutos do crescimento da economia, graças inclusive ao agronegócio que ela vê com tantas ressalvas. Teremos um período difícil pela frente, fogo forte produz aço bom sim, desde que a matéria prima seja igualmente boa. Acho que Marina tem uma qualidade importante que é a fidelidade a sua ideologia. Tão fiel que quando poderia ter alertado o eleitor brasileiro sobre Dilma e o PT, que ela conheceu a fundo, não o fez. Já disse antes que erramos também por omissão e a dela, hoje, vemos que foi imperdoável e nefasta.

Como todos economistas afirmam, o grande mérito de Lula foi ter mantido a política econômica estabelecida no governo FHC. A estabilidade econômica é instrumento de inclusão social, sem dúvida. Outra coisa positiva foi a disposição em cumprir compromissos assumidos, conforme a “Carta de compromisso ao povo brasileiro”, que Lula publicou para acalmar o mercado financeiro em 2002, uma vez que o crescimento de sua candidatura fez com que a cotação do dólar ultrapassasse  a barreira dos R$ 3,00. Marina é incapaz de sentar-se a mesa com partidos que ela considera “de direita”, não importando a mensagem. O problema sempre será o mensageiro. Refere-se a FHC como o “sociólogo”, mas tem um diálogo constante com o PT. Seu marido pediu nesta semana exoneração do cargo que ocupava no governo de Tião Viana no Acre. Para quem quer mudanças, a candidatura de Marina significa o PT mais fiel a sua ideologia, em um momento em que será preciso dialogar e muito com todos os setores da sociedade e com outros partidos políticos.

Vejo em Marina disposição em não fazer, em não aceitar, em não cumprir, típico de quem não tem a menor experiência em cargos executivos onde é preciso fazer, aceitar e cumprir e Eduardo Campos sabia muito bem disso, tanto é que tinha trânsito livre em todos setores da economia. Não podemos nos dar ao luxo de fazer da Presidência do Brasil outro estágio remunerado durante mais quatro anos.

Entre a comoção e a convicção há uma grande diferença, principalmente de tempo. Há um período para a primeira, mas a segunda é formada por vários fatores, inclusive pelo aprendizado que vem através de grandes emoções. Ter convicção não é somente ter uma opinião, é saber também porque ela se formou. É preciso escolher bem seu candidato, sem falsas esperanças ou expectativas. O cenário será difícil para todos, seremos colocados a prova e muitas vezes questionaremos se tomamos a decisão certa e será nessas horas em que nos lembraremos de nossas convicções.

domingo, 17 de agosto de 2014

Imprevisto


Fazer planos, trabalhar para realizá-los mas sempre deixar espaço para o imprevisto. O imprevisto de Eduardo Campos foi o acidente que o matou . Perdeu a vida a caminho de mais um compromisso  entre muitos os que compõe a insana agenda de um candidato a Presidente.

Pouco conhecia sobre Eduardo Campos antes do lançamento de sua candidatura e já publiquei alguns posts sobre sua campanha e sobre Marina Silva. Não vou renegá-los e também não vou dizer agora que era meu candidato. Acho inclusive que ele cometeu um erro em não se aliar a Aécio. Acredito que juntos venceriam o pleito e fariam o governo que o país precisa. E também acredito que a partir daí, o vôo seria solo, em uma belíssima carreira.

Mas ficou o legado do governador competente, do político agregador, do pai de família que deixa cinco filhos, de um bom filho e bom irmão,  de um homem jovem que morreu trabalhando em busca de um objetivo, que tinha planos, que tinha um longo caminho a percorrer, que teve uma vida honrada. Essa visão que a gente constrói através da familiaridade com que os meios de comunicação trazem a pessoa para dentro de nossas casas, de nossas vidas. Peço a Deus que ele e seus companheiros de viagem estejam em paz e que as famílias recebam o apoio e a solidariedade de todos não só neste momento difícil mas também em outros grandes e pequenos acontecimentos em que se assimila a perda aos poucos.

Acho também deselegante a forma escancarada que a substituição da candidatura dele foi tratada. Nossos homens públicos esqueceram que nem tudo precisa ser dito a toda hora. Agora é a hora da despedida. Não me agrada também o enfoque tem sido dado à candidatura de Marina. É como se Campos fosse um empecilho e sob meu ponto de vista, ele era a âncora do projeto, a força e a determinação que falta à Marina.

Além do legado que mencionei, Eduardo Campos deixa também a marca da amizade, independente do partido ou da ideologia. De Lula a FHC, de Aécio a Dilma, todos lamentaram sua morte e destacaram seus talentos, sua habilidade política, sua amizade preciosa e sua civilidade. Que seus então adversários políticos a adotem agora que restam quatro meses para as eleições e mantenham o debate longe do nível pessoal. A História será generosa com Campos, mas nós brasileiros, precisamos de mais pessoas como ele.
“Não vamos desistir do Brasil.”

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Comerciais que marcaram época


Ontem recebi via Facebook um comercial bem antigo. O interessante foi que ao compartilhar, várias pessoas lembravam-se perfeitamente do jingle. Hoje seriam considerados memes. Fiz uma pesquisa e relacionei alguns comerciais bem interessantes, que marcaram época. Algumas marcas já não existem mais, outras já não são o que eram, mas alguns comerciais são muito bons ainda.Aceito sugestões para aumentarmos a lista!

1. Groselha Milani : “ Groselha vitaminada Milani...”. Realmente era muito gostosa!
2.Starup Jeans – “Casa”. Com direito a “You made it right” ao fundo!
3.Comercial das Casas Pernambucanas : “Quem bate? É o frio”
4.Levis 501 – Lavanderia  - Muito bacana este comercial, a música é a melhor!
5.Cigarros Hollywood: Tem uma série deles. Peter Frampton ao fundo.

6.Sandálias Havaianas com Chico Anysio : “Não soltam as tiras...”
7.Cotonetes Johnson&Jonhson : Muito engraçado para a época!
8.Duchas Corona : “Apanhe o sabonete...”
9.Jeans Pool – A música é muito bacana, o comercial bem ousado. Pool só na Riachuelo!
 
                                      


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Robin Williams


“O! Captain! My Captain!...”, “Sieze the day”, “Carpe Diem”.” Sociedade dos Poetas Mortos”  foi o primeiro filme que assisti em que Robin Williams atuou como ator dramático. Talentoso, carismático, um  improvisador de primeira que enlouqueceu os Estúdios Disney com sua interpretação do Gênio em Alladin . Depois deste, assisti a vários filmes com ele e particularmente gosto muito de sua atuação em “Gênio Indomável”, acho que o silêncio dele no filme é muito expressivo.
Hoje ele se foi e a forma como ele partiu é ainda mais dolorosa se olharmos sua obra e como ele viveu. Em “Sociedade dos Poetas Mortos” ele é inspiração de um grupo de estudantes que já tem seu destino traçado por seus pais. Hoje ele perdeu a inspiração, a vontade e a força de seguir em frente. Uma luz muito brilhante se apagou.

Uma das poucas pessoas que discutia seus vícios abertamente, ele ficou sóbrio por vinte anos. Depois disso teve algumas recaídas, uma cirurgia cardíaca e entrou em profunda depressão. Em uma reportagem que vi hoje na CNN um psiquiatra enumerou três fatores que somados podem ter contribuído para este triste desfecho:

. Predisposição genética à depressão;


. Uso de drogas que potencializam os episódios ou os despertam;


. Depressão e sensibilidade despertadas pela cirurgia cardíaca a que 

ele foi submetido em 2009.

Outro ponto que foi destacado é o estigma que a depressão, como transtorno psiquiátrico tem em nossa sociedade. Acredita-se que sua internação em Julho, justificada como manutenção do programa de sobriedade que ele participava, na verdade era para tratamento da depressão, que nada mais é do que um desequilíbrio químico no cérebro. Se for verdade, é socialmente  mais  aceitável uma reabilitação para tratamento de dependência de drogas ou álcool do que uma internação para tratamento da depressão. Além disso, acredito que para os homens é mais difícil aceitar a doença e buscar ajuda, o que torna o quadro ainda mais perigoso.

A depressão é uma doença séria, que deve ser levada a sério pelo paciente e pelos familiares. Ela é controlável, através de medicamentos e terapias, é preciso crer que há luz no final do túnel. As relações interpessoais e os papéis que desempenhamos na sociedade mudaram. Nada mais é absoluto, às vezes falta o chão e a parede. Mas é importante lembrar que não estamos sozinhos, que vai passar, que vamos chegar lá.Às vezes, em minha opinião, o humor de Robin Williams era exagerado. Como ele disse em Gênio Indomável : “ Às vezes o que mais nos incomodava na pessoa é o que mais sentimos falta quando ela se vai.” Que ele encontre paz e sua família, conforto.

sábado, 9 de agosto de 2014

O Planalto, a Wikipédia e os jornalistas

Para quem conhece mesmo que pouco sobre determinado assunto e faz uma pesquisa na Internet, sabe que as informações contidas na Wikipédia devem ser peneiradas. Às vezes, os sites apontados ao final dos tópicos são mais interessantes que o artigo em si. Não descartando o caráter democrático e o princípio da difusão do conhecimento mas principalmente pela facilidade em incluir e modificar tópicos, a Wiki não é uma fonte confiável. Há alguns anos atrás, em discussões em família sobre o Google, chegamos a conclusão que por ser o primeiro resultado de pesquisa que surge, e muitas vezes o usuário se contenta em checar apenas uma fonte, muitos conceitos e artigos seriam construídos tendo como base informações não confiáveis.

Descartando a macro discussão que o Google e a Wikipédia podem despertar, podemos afirmar categoricamente que quem inclui um tópico ou altera outro já existente sabe exatamente o que está fazendo, ou seja, é um “ato doloso”. Se a pessoa acredita na veracidade das informações ou não, é outra coisa. Sendo assim, a alteração dos perfis de Carlos Alberto Sardenberg e de Miriam Leitão foi proposital, houve realmente a intenção de incluir as informações. No caso de Míriam, as informações são falsas, no caso de Carlos, criam dúvidas sobre a imparcialidade de seu trabalho a ligá-lo indiretamente à Febraban. Um é jornalista, outra economista que contribui com artigos e análises para um importante grupo de comunicação. 

Os danos à imagem são indiscutíveis, mas o prejuízo maior é  a credibilidade dos dois, que no meio em que atuam é indispensável e dificilmente reparável. Resumido: Houve a intenção de prejudicar estas pessoas, de causar dano através de inserções em um site que geralmente é o primeiro resultado que aparece em uma ferramenta de busca e que muitos não questionam a veracidade do conteúdo.As alterações foram feitas no Palácio do Planalto, que é a sede do Poder Executivo, local de trabalho da Presidente da República. Quem se dedicou a este trabalho utilizou recursos públicos, que são de propriedade de povo brasileiro para cometer um crime e pelo local em que foi cometido é impossível desassociar a pessoa da instituição. A mesma ou mesmas pessoas utilizaram o mesmo expediente no mesmo local para modificar os artigos sobre Ideli Salvati, Michel Temer e Alexandre Padilha, daí podemos ver uma prática comum e contínua.

Estas denúncias vieram à tona na mesma semana em que notícias sobre a entrega das perguntas elaboradas por assessores do Governo foram repassadas a pessoas investigadas na CPI da Petrobrás por senadores da base governista. Mais uma vez, afirmo como já disse antes sobre a candidatura de Padilha ao Governo de São Paulo que, se fosse em qualquer outro país do mundo, Dilma deveria renunciar a sua candidatura,primeiro para proteger sua integridade moral, segundo para se dedicar a investigar esta chuva de denúncias de maneira séria e comprometida, garantindo um lugar de honra na história da República. Diminuir a importância destes fatos é deixar claro a falta de padrões éticos e morais, é abraçar o banditismo, é punir e assassinar moralmente os que discordam de seus pontos de vista, zerar o debate e abraçar a ditadura do pensamento. E tão importante quanto tudo isso é a falta de coerência de uma pessoa que foi presa por uma ditadura por lutar pela “democracia” e “liberdade”, dedicar-se a construir passo a passo um estado totalitário.

Aos que querem a continuidade desta monstruosidade, apontado pelos índices das pesquisas eleitorais, fica também a responsabilidade e a permissão para a desconstrução moral e das instituições deste país, do roubo e desvio dos recursos que pertencem a todos os brasileiros para os bolsos de poucos e para o assassinato moral dos que, fazendo seu trabalho, mostram a realidade dos fatos de um governo que se faz populista, mas que é guiado pelos interesses do Partido, que colocou 22.000 pessoas em cargos de confiança, recebendo altos salários, em todas as esferas possíveis e transformou o Brasil em um país de poucos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Hiroshima


Há 69 anos o mundo conheceu o poder de destruição nuclear com o lançamento sobre Hiroshima da primeira de duas bombas atômicas. A cidade foi escolhida por ter um importante porto, ser um centro industrial e ser sede da maioria dos quartéis-generais militares. Na época dos ataques, a população de Hiroshima era de 340.000 a 350.000 habitantes. Três aviões B-29 participaram da missão, sendo que o avião chamado de Enola Gay, mesmo nome da mãe do piloto Paul W. Tibbets carregou e lançou a bomba “Little boy”. Meia hora antes do lançamento, foi retirados os dispositivos de segurança e às 8h15 da manhã de 06 de Agosto ela foi lançada e foi detonada no ar.

Um clarão, seguido um som baixo e uma onda de choque atingiu a cidade. Calcula-se que cerca de 80.000 pessoas foram mortas pela onda de choque e fogo imediatamente e cerca de 70.000 foram feridas. Estima-se que 12 Km2 da cidade forma destruídos, mas os japoneses afirmam que 69% da cidade foi atingida e o que sobrou foi rapidamente consumido por incêndios, que se propagaram principalmente graças aos materiais utilizados nas construções de casas: papel e madeira.

Embora a humanidade tenha tido muita sorte por não ter sido a Alemanha a dominar a tecnologia necessária para construção de bombas atômicas, as explosões de Hiroshima e de Nagasaki colocaram nas mãos dos homens o destino da humanidade. Nós poderíamos destruir nosso mundo com as armas que as superpotências tinham. Talvez, o mais perto que tenhamos chegado do fim  foi a crise causada pela presença de mísseis em Cuba.

Em todos os anos em que os sobreviventes relembram os ataques ao Japão, dois pedidos são reiterados: que o Japão permaneça como uma nação pacífica e que chegue ao fim a corrida armamentista. Porém, a natureza do homem é o maior obstáculo a paz mundial. Depois de um conflito terrível como a Segunda Guerra Mundial, tivemos vários conflitos sangrentos pelo mundo e assistimos agora à guerras na Síria, Iraque, Afeganistão, Ucrânia, Israel e Palestina. A intolerância, a incapacidade de respeitar os limites, dividir espaços, crenças e valores tem jogado a humanidade em guerras terríveis. É como se todos os horrores passados tivessem sido em vão, inclusive Hiroshima. Precisamos nos lembrar mais das atrocidades cometidas e não repeti-las. O homem precisa antes de tudo, valorizar a vida e não cultivar a morte.

Pequenas lanternas coloridas flutuam no rio homenageando os mortos e pedindo paz, em frente a um dos prédios de Hiroshima que insiste em se manter de pé, lembrando a todos a morte e a destruição que veio com um relâmpago, anunciado uma tempestade de fogo que consumiu vidas e a cidade.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Sombra e a Escuridão

Assisti novamente a este filme, que foi produzido em 1996 e teve como protagonistas Val Kilmer e Michel Douglas, que assina também a produção.  Para quem não assistiu ao filme, é o relato de um Tenente Coronel do Exercito Britânico, encarregado de construir uma ponte ferroviária em Tsavo, Quênia, no final do Século XIX. Ao chegar ao local, ele se depara com ataques de leões que se alimentam de humanos, arrastando-os para fora de suas tendas durante a noite. Ao todo, 35 homens foram vítimas fatais dos animais e o pânico tomou conta das obras, fazendo com que trabalhadores contratados deixassem o local, pois viam nos leões algo de sobrenatural, devido a  ardilosidade e freqüência dos ataques. Os leões foram chamados de Fantasma e Escuridão.

Primeiro leão abatido
                                               
                                                   Segundo leão abatido
Ao final do filme o narrador fala que os animais estão expostos no Museu Field de Chicago, então me interessei pela história. O relato do Tenente Coronel John H. Patterson é real e sua vida é igualmente interessante. A caça a humanos por parte de leões não é um comportamento comum e hoje acredita-se que estes ataques tiveram origem por falta de caça na região e pelo local ser uma rota do tráfico de escravos. Nestas condições, os escravos doentes ou que morriam na travessia eram abandonados ou enterrados no local e estes animais passaram a se alimentar destas presas e de cavar as sepulturas.

Os animais eram excepcionalmente grandes e foram mortos com 21    dias de diferença, a obra foi terminada e Patterson  recebeu uma          homenagem dos trabalhadores. Em 1907 ele publicou o livro “The man-eaters from Tsavo”, relatando esta experiência. A pele e o esqueleto dos leões foram vendidos a Museu Field por U$ 5.000,00 e os animais estão expostos até hoje. Eles são bem menores do que eram porque partes de suas peles foram tiradas para confecção de amuletos e souvenirs.

Mas a vida de Patterson é ainda mais surpreendente. Ele também descobriu uma nova espécie de antílope e é baseado em um incidente que ocorreu em uma caçada chefiada por ele que Ernest Hemingway escreveu o conto “The short happy life of Francis Macomber”. Na Primeira Guerra Mundial ele comandou dois batalhões formado por soldados judeus e foi um defensor da causa Sionista e da criação de Israel, tendo tido promoções preteridas devido ao anti-semitismo presente no Exercito Britânico. Para quem não assistiu ainda o filme, vale a pena ver, para quem assistiu é a oportunidade de ver com outros olhos. Recomendo também a leitura do conto, que é digno de melhor de Hemingway. E como estamos relembrando as grandes guerras e vivenciando o conflito de Israel e dos Palestinos, é uma chance de conhecer mais um dos personagens que lutaram muito para criação do Estado de Israel.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Sou amigo do Rei

A Revista Época desta semana publicou uma matéria que mostra os salários pagos aos indicados pelo ex-presidente Lula no SESI. Com variações entre R$ 10.000,00 a R$ 36.000,00 os funcionários em questão não estavam trabalhando, uma delas inclusive, esposa de João Paulo Cunha, condenado no escândalo do mensalão, estava acompanhando a reforma de sua casa, em São Bernardo do Campo. A nora de Lula e a esposa de Cunha disseram que tem uma carga horária flexível  e que podem trabalhar em São Paulo ou Brasília. Emprego público, com alto salário e poucas responsabilidades também tem a namorada de Zé Dirceu, como assessora no Senado, indicada por Renan Calheiros.

Muitos brasileiros, com formação superior, experiência profissional  e especialização não ganham isto. Para trabalhar em um cargo bem mais baixo no SENAI, é preciso passar por provas. Além do salário, a carga horária é excelente, tornando o cargo extremamente atrativo para muita gente que pode de fato acrescentar algo ou fazer a diferença. Não vou discutir a capacidade técnica das duas para o exercício do cargo,mas acho que esta é mais uma daquelas situações onde “não basta a mulher de César ser honesta, tem que parecer honesta”. No mínimo, a denominação do cargo, as atribuições, requisitos para exercer a função e processo seletivo deveriam ser públicos e os anúncios veiculados em jornais de grande circulação, para que outras pessoas participassem do processo de seleção, já que o SESI é uma autarquia. Tendo capacidade e passando pelo processo ao qual todos foram submetidos, ai a conversa é outra, passa a ser uma situação decorrente do mérito pessoal.

Fica a impressão que o melhor é destinado a poucos, principalmente aos amigos do Rei. Aliás, a família de Lula já foi beneficiada inclusive com passaportes diplomáticos, sendo que um dos filhos se está lutando para não devolver. É preciso lembrar que o passaporte diplomático dá direito a mala diplomática, de livre passagem nas fiscalizações dos aeroportos. Depois de todos os problemas que a eles passaram,penso que  deveriam investir seus recursos em negócios próprios, longe da influência do pai e das empresas e autarquias públicas, evitando assim uma série de boatos que circulam por aí. Ninguém acha que eles não devem ser bem sucedidos, pelo contrário, mas de preferência trilhando o caminho comum a todos. Também não acho que Lula não deva ajudá-los, mas o incentivo tem que vir de recursos próprios, longe da esfera governamental.

Resta a nós, representantes e membros da sociedade civil, tentarmos um cargo nos Conselhos Populares, cujo decreto não foi derrubado pelo Congresso e está em vigor. Pela lei qualquer um pode participar e as funções serão remuneradas. Como as reuniões não acontecem durante o mês inteiro, estes cargos também oferecem flexibilidade. Será que nós conseguiremos?

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sobre o Sindicato dos Jornalistas


O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro é uma instituição sui generis.  Convocou os jornalistas, a pretexto da realização de uma palestra sobre direitos humanos  e os fez assistir calados a discursos dos “ativistas políticos” e familiares, que culminou com ameaças sob palavras de ordem tais como : “Presos políticos, liberdade já. Luta não é crime, vocês vão nos pagar”.Mais um ultraje à sociedade brasileira.
Tem tanta coisa errada, que é melhor ir por partes:

1   1.   Estes jovens são tudo,menos ativistas políticos. Eles não representam nenhum segmento da sociedade brasileira. Este propalado “ativismo” virou profissão, que é custeada por pessoas ou entidades que devem ser investigadas a fundo. Eles lutam contra o que? A Copa? Já aconteceu. Educação? 10% do PIB será destinado à educação, o que envolverá obrigatoriamente a qualificação de profissionais já que, ente outras coisas, sala de aula não é lugar para fazer militância. Saúde? Que sejam mais específicos. O Capitalismo? Mudem-se para a Coréia do Norte ou Cuba. Por que não trabalhar na China gozando do salário, condições de trabalho e da liberdade de expressão oferecida pelo país? Para o Uruguai , sem problemas, não?
   
     2.  Nunca foram e nunca serão presos políticos. São acusados por vários crimes, nenhum deles político. Lembrando: prisões determinadas por juiz competente baseada em inquérito policial, famílias cientes do local da prisão e todos representados por advogados. O Judiciário  é poder soberano e não vivemos sob ditadura.

3    3.  Este Sindicato deve muitas explicações, já que expôs os jornalistas a ameaças. Interessante é que esta instituição é financiada pelas contribuições mensais ou anuais, que equivalem a um dia de salário. Praticamente, a categoria pagou para ser exposta a riscos não decorrentes do trabalho, mas do sindicato que deveria representá-los e defendê-los .Entre outras coisas, é preciso  investigar se esta instituição é uma das doadoras do movimento.

Aos jornalistas, pensem bem em quem vocês escolherão para representá-los futuramente, porque com um sindicato destes, vocês não precisam de inimigos. Para todos, ficou bem claro que, quando sindicato e política andam juntos, quem perde é a categoria.

Hermes e Renato


Senti profundamente a partida inesperada do humorista Fausto Fanti,do Grupo Hermes e Renato. Talvez pela pouca idade e por sua jovialidade, talvez pela  idéia que temos que os humoristas vão embora bem velhinhos, não sei a resposta ainda e talvez nunca saiba.

Conheci o trabalho do grupo através de meus filhos, que riam daqueles quadros malucos. Geralmente, quando ia checar, era algum quadro escatológico de um atropelamento ou de um desmembramento. Não conseguia entender o humor daqueles caras. Até o dia em que fui apresentada ao “Joselito, o sem noção, o que não sabia brincar”. Instantaneamente identifiquei alguns Joselitos que eu conhecia e a partir daí, assistia o programa deles com certa regularidade. Conheci o Padre Quemedo e o quadro infame dele tentando provar que o Filho do Diabo era uma fraude. Como não achar graça do Massacration, se eu tinha em minha casa um projeto de banda de metal? E O Barison, o metaleiro vagabundo?

Hoje li algumas declarações dos integrantes do grupo em que eles diziam que era um humor até meio ingênuo, de amigos que moraram e cresceram na mesma rua. Foi a época da ingenuidade em minha família também, quando a MTV ainda tinha uma grande relevância e meus filhos esperavam ansiosamente os lançamentos e especiais de suas bandas preferidas.

Confesso que não acompanhei o trabalho deles em outras emissoras e com o tempo, assistia os vídeos no You Tube esporadicamente. Mas acho que eles foram os primeiros a fazer humor sem bordões, a fazer graça das coisas pequenas que todos conheciam, das lendas urbanas, do inusitado, daquele cara que todo mundo conhecia e não tinha uma unanimidade na definição. Em tempos em que o nosso humor está um pouco americano demais, com os stand-ups e cia, eles foram bem revolucionários. Pais talvez sem querer da geração “Porta dos Fundos”, pelo sucesso que faziam no You Tube.

Que ele descanse em paz, talvez surpreso em saber que nos deixou mais pobres e saudosos, talvez com uma idéia genial sobre a situação. Mas que acima de tudo, ele e o grupo saibam que nos fizeram rir,que criaram tipos inesquecíveis e que somos gratos por termos recebido tanto! Deixo um vídeo de Joselito em dia de mudança, para alegrar um pouco "a parada".