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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Tempo de mudanças


Faltam quatro meses para as Eleições, onde escolheremos em uma tacada Presidente, Senador, Deputado Federal e Estadual. É também uma oportunidade única de renovação, onde poderemos afastar do Congresso e das Assembléias Legislativas todas as figurinhas carimbadas que usam o mandato político como apoio e moeda de troca e que estão comprometidas com atividades que não podemos considerar “republicanas”.

Hoje deveria haver  votações da Lei de Diretrizes Orçamentárias no Congresso. Pela lei, a votação deveria terminar até 17/07, para que sejam apresentadas as emendas dos congressistas. Sem quorum, a votação foi adiada. Lemnbrando que a LDO é imprescindível para formulação do Orçamento Federal. Não há quorum há duas semanas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, conforme publicações do Senador Álvaro Dias, que acaba sendo uma exceção neste mar, para votar a quebra de sigilo bancário e fiscal dos acusados de desvios na Petrobrás. A Comissão tem prazo e mais uma vez, a exemplo do que aconteceu em 2009, perde-se a oportunidade de investigar os estranhos negócios de uma empresa, que era extremamente lucrativa e agora é uma das mais endividadas do mundo. Se em 2009 o Senado tivesse feito seu dever, as coisas hoje estariam bem diferentes. Vamos concordar  que falta de quorum é falta de parlamentar ao trabalho, pelo qual ele é muitíssimo bem pago. Se você se comportar desta forma em seu trabalho, o que acontece? No mínimo, rua.

Além disso, em parte pela Copa, em parte pela situação econômica do país, a inflação em Junho já estourou o teto da meta, com o IPCA a 6,52%. Não há ninguém que você converse que esteja bem, ganhando dinheiro e cheio de esperanças. Vemos lojas fechando, comerciantes e prestadores de serviço se queixando que a inadimplência está alta, pequenos empresários preocupados e preços nunca antes imaginados nos supermercados. Por outro lado, os juros estão altíssimos para quem usa o cheque especial ou precisa contratar um empréstimo para investir ou para ganhar fôlego em sua empresa.

Como não temos presidente e sim candidata em campanha há mais de um ano, as coisas vão sendo empurradas com a barriga. De vez em quando a gente lê algumas notícias que dão a impressão que há um abismo gigantesco entre governo e população.Por exemplo, o esforço do Governo para levar empresas farmacêuticas para Cuba, que já ganhou um porto financiado por nós, negociação de empréstimo para construção de hidroelétrica na Venezuela quando o racionamento não está totalmente descartado no Brasil e as distribuidoras estão negociando empréstimos para pagar seus débitos, causados em grande parte pelo uso das termoelétricas, importação de banana do Equador (alguém sabe se o Equador está honrando sua dívida com o BNDS?) e por ai vai.

Vamos aproveitar a oportunidade e renovar com coragem e seriedade. Este é um momento delicado na história do Brasil e não se trata de luta de classes, trata-se de banir os que se aproveitam e exploram o povo, através de altos impostos e se apropriaram da máquina administrativa, utilizando seus recursos para o enriquecimento próprio e do partido e que aplicam o butim para construir um sonho, favorecendo políticas e governos que beiram o fascismo, apoiados em uma ideologia que nasceu nos anos sessenta e que foi morta pela realidade nos anos oitenta. O mais importante é que o sonho não é partilhado pela população, que tem em seus representantes pouquíssimas pessoas de bom senso que estão percebendo que por decreto este mesmo governo os está transformando em peças obsoletas.

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