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Graduada em Processamento de Dados
Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Tempo de Copa

Para os estrangeiros que vieram assistir aos jogos e para nós, os brasileiros, o ”namoro” está chegando ao fim. Superando até o pessimismo do brasileiro, que enfrentou greves e protestos, que ficou sem condução no meio do dia de trabalho, que viu através dos noticiários que muitos estádios ainda não estavam prontos, acabou sendo um alívio e um imenso prazer assistir as sucessivas invasões dos torcedores.

Ainda faltam algumas rodadas para a Copa terminar, mas vimos coisas incríveis todos os dias. Crianças que sabiam de cor o nome dos jogadores japoneses, a alegria dos holandeses e seu acampamento; a torcida do Japão que deu uma grande lição de cidadania; torcedores dormindo em um canto da rodoviária do Rio de Janeiro e deixando tudo em ordem quando saiam; a empolgação da torcida americana e a garra e dedicação do time, que despertou admiração por onde passou; os chilenos e sua tremenda torcida.  Eles fizeram uma caravana imensa para assistir ao jogo em Cuiabá e atravessaram o Brasil para estar perto de sua seleção.

Muito bacana também foi a integração entre brasileiros e estrangeiros. Não faltam relatos de pessoas que sem entender muito bem o que um estrangeiro precisava, o acompanhava até o mercado ou a um restaurante, o taxista que encontrou uma mochila cheia de ingressos e devolveu, as comparações entre cachaça e tequila, entre cerveja brasileira e alemã.
Boa parte dos turistas promete voltar para as Olimpíadas e isso é bom para o Brasil. É importante também que o turista conheça nossos produtos, nossa industria, nossa cultura. Podemos oferecer mais que chinelo de dedo como diz o comentarista George Vidor. É preciso fazer desta vez muito bem a lição de casa. O idioma foi a maior barreira e a população do Rio de Janeiro , sede das Olimpíadas e das grandes cidades precisam superar este entrave. E sobretudo, é preciso caprichar na segurança, que foi o maior medo dos turistas que para cá vieram.Fazer deste evento uma vitrine positiva e uma porta aberta permanentemente.

E importante também, como já disse em posts anteriores é acompanhar as obras e os orçamentos para que, meses antes do evento,não estejamos com as ruas cheias de pessoas protestando e quebrando concessionárias e bancos.A cidadania para ser exercida plenamente, pressupõe direitos e deveres. É nosso dever acompanhar como o dinheiro público é gasto. Depois que a oportunidade passa, qualquer reclamação perde legitimidade.

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