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Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Os senhores da guerra

Os EUA não tem dúvidas de que o avião da Malaysian Airlines que caiu na fronteira entre Russia e Ucrânia foi abatido por um míssil. Rússia e Ucrânia trocam acusações, mas é quase certo que os separatistas ucranianos  tenham abatido o avião com armamentos cedidos pela Rússia. O fato é que 295 passageiros perderam a vida e entre eles estavam várias crianças, a maioria dos passageiros eram holandeses, como efeito colateral de um confronto que se arrasta há meses e que está longe de chegar ao fim.

A Rússia e os EUA são os principais exportadores de armas e a participação russa cresceu para 27%, em parte graças aos embargos americanos que proíbem que nações européias vendam armas para países que sofrem estas represálias. A Venezuela é um dos países que compram armamento da Rússia, além de países que faziam parte da União Soviética e de países africanos. Gana é um dos maiores compradores. Outro grande cliente de Moscou é a Síria, mas o governo russo garante que estas armas não são usadas contra civis. Já nos EUA, a industria bélica é alimentada pelos confrontos em que os EUA estão envolvidos, pelo consumo interno e de aliados.

A guerra acaba sendo um negócio lucrativo para muitos setores produtivos de muitos países. Uma campanha militar, como a do Iraque movimenta vários setores como alimentação, transporte, vestuário, calçados,medicamentos, alojamento, armas,munições, telecomunicações, informática e outros. Muito dos equipamentos e tecnologias que utilizamos em nosso dia a dia foram desenvolvidas para fins militares. Grandes empresas como a General Motors e a Mitsubish tem divisões para criação e fornecimento de equipamentos militares. Desde o início da Guerra do Vietnã discute-se o peso do lobby da industria bélica nas decisões governamentais dos EUA.

Estas armas, espalhadas pelo mundo, alimentam revoluções, genocídios e tragédias como a de hoje. Mesmo que os separatistas ucranianos tenham lançado o míssil que abateu este avião, há a mão invisível de Moscou. Ao mesmo tempo que lamentamos por estas vidas que foram perdidas, quantas pessoas morreram hoje no mundo vítimas de conflitos? Quem fornece os foguetes que o Hamas atira diariamente contra Israel? Que fornece armas aos talibãs, aos insurgentes no Iraque? Quem alimenta os massacres em várias repúblicas africanas? Como os traficantes do Rio e de facções criminosas adquirem armas tão potentes?

Comércio legalizado ou não, é o comércio da morte. Guerras acontecem por qualquer motivo,uma vez que os homens ainda são incapazes de entender o valor de uma vida. O problema maior não é como ela começa, mas quando e como terminará. Se ao menos fossemos capazes de aprender com nossos erros!

3 comentários:

  1. Claro que tem o dedo da Ucrânia o velho truque de guerra...a Menis de 50km da fronteira?!querem jogar os Estados Unidos besta ele se entrar nesta...a Rússia não é a velha União Soviética.

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    1. Eu acredito que foram os separatistas que abateram este avião acidentalmente, mas concordo que é uma situação muito delicada e que outras nações não devem entrar neste conflito. Obrigada por sua participação.

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  2. Fiquei preocupada com as declarações de Dilma sobre este acidente, quando ela dá a entender que o alvo seria o avião de Putim e que o míssil atingiu o avião não era de fácil manejo, ou seja, que só poderia ser lançado por um exercíto regular. Nem a Russia cogita uma coisa dessas, já que eles alegam que o acidente ocorreu pela negativa da Ucrânia em negociar com os separatistas.

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